terça-feira, 17 de março de 2015

Ler em 11 Línguas

No âmbito das comemorações da 9.ª Edição da Semana da Leitura e numa articulação entre a Biblioteca Escolar e o Departamento de Línguas, realizou-se no dia 17 de março de 2015, a atividade intitulada "Ler em várias Línguas".


Alunos do 3.º Ciclo leram em onze línguas diferentes e um grupo de alunas do 8.º D cantou mesmo em Zulu. A aluna Abigail Tavares viveu na África do Sul onde para além do Inglês aprendeu Afrikaans e um pouco de Zulu que trouxe agora até Sintra e até às suas colegas, que têm também revelado este espírito de abertura ao outro, à vontade de conhecer outras línguas e outras culturas. E este tipo de interação era exatamente o que pretendíamos com esta iniciativa!




A sessão teve também o intuito de sensibilizar os alunos para o plurilinguismo na Europa, cultivar a diversidade cultural e linguística e incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras, dentro e fora do contexto escolar. A União Europeia, de que Portugal faz parte, possui um imenso património linguístico: 23 línguas oficiais e mais de 60 línguas regionais ou minoritárias, além das línguas faladas pelas pessoas de outros países e continentes que vivem na Europa. 





De facto, nunca será demais comemorar a diversidade linguística e fomentar a aprendizagem das línguas, sobretudo porque as línguas são um dos fundamentos da construção europeia. De igual modo, numa sociedade tão globalizada como aquela em que vivemos, o domínio de línguas estrangeiras pressupõe mais possibilidades de encontrar um emprego e por conseguinte melhores condições de vida.

Para além da vertente pedagógica que a atividade encerrou - a consciência precoce da diversidade linguística -, a mesma procurou subliminarmente contribuir para a aceitação do outro e o desenvolvimento de sentimentos de tolerância entre povos e culturas em redor de um bem precioso que não conhece fronteiras geográficas ou linguísticas: a leitura!

A BECRE D. CARLOS I apresenta ainda os seus parabéns aos alunos participantes: 

Língua
Alunos / Turma

 Português

Tiago Martinho e Gonçalo Marcelino_7.º G
Rita Domingos –8.º E
Gonçalo Homem_8.º E
Sofia Batista_8.º E

Crioulo


Wesley Reis_6.º B

Mandarim


Lei Ji_8.º F

Alemão

Malte Horn_8.º F

Moldavo

Medina Globa_8.º B

Castelhano

Tiago Domingues_8º B
Noemi Henriques_8.º D


Árabe

Nayma Assanali_8º A


 Russo


Tiago Sobchenko Ferreira_8.º A

Zulu

Abigail Tavares_8.º D
Madalena Matos_8.º D
Madalena Abade_8.º D
Eduarda Rocha_8.º D






Francês

Mafalda Raio e Tomás Rodrigues_8.º B
Pedro Rodrigues e Alexandra Parracho_8.º C
Joana Silva e Madalena Matos_8.º D  
Tiago Martinho e Gonçalo Marcelino_7.º G


Lídia_7.º D
Margarida_7.º D
Rita Gaspar_7.º D
Manuel_7.º D
António_7.º D


Inês Lourenço_9.º D
Diogo Guerreiro_9.º D



Inglês

Rodrigo Peraboa_8.º D
Abigail Tavares_8.º D
Madalena Matos_8.º D
Fábio Tavares_8.º D
Pedro Farias_9.º E



segunda-feira, 16 de março de 2015

LENDAS E POEMAS COM O 5.º C e D

Nos dias 16 e 20 de março de 2015 e no âmbito da Semana da Leitura e da responsabilidade da Professora Leonor Firmino , os alunos das turmas C e D do 5º ano, pela mão da  Professora Leonor Firmino, apresentaram textos narrativos, nomeadamente lendas, e declamaram poemas de autores portugueses na Biblioteca Escolar. A turma do 5.º C contou ainda com a participação de um representante dos Encarregados de Educação da turma. 













FERNÃO CAPELO GAIVOTA

No âmbito das atividades da SEMANA DA LEITURA e sob a orientação da Equipa da BECRE D. CARLOS I, realizaram-se duas sessões de promoção da leitura para as turmas do 6.º A; 6.º C;  6.º D; e 6.º F, que tiveram como pano de fundo as aventuras de Fernão Capelo Gaivota, o romance intemporal de Richard Bach de 1970 que foi publicado originalmente nos Estados Unidos com o título de "Jonathan Livingston Seagull — a story".


Uma gaivota de nome Fernão decide que voar não deve ser apenas uma forma para a ave se movimentar. A história desenrola-se sobre o fascínio de Fernão pelas acrobacias que pode modificar e em como isso transtorna o grupo de gaivotas do seu clã. É uma história sobre liberdade, aprendizagem e amor!



SINOPSE: 
Havia, no Bando, uma gaivota especial, muito diferente das outras. Buscava a perfeição, queria voar sempre mais alto e mais rápido... Mas, para o Bando, isso era uma irresponsabilidade intolerável. A história maravilhosa da única gaivota que sabia que todas as aves são livres, mesmo que não tenham consciência disso...


O livro que deu origem ao belíssimo filme com banda sonora de Neil Diamond.










Plano Nacional de Leitura


Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

Concurso de Escrita Criativa da Semana da leitura


Concurso de escrita criativa d. carlos i from Sandra Pratas


Eis os textos vencedores: 

Até as tuas palavras me alcançarem
de Mafalda Montoito, aluna do 9.º ano




          A queda torrencial da chuva acompanhava tristemente as lágrimas que dos olhos escorriam. As almas, perdidas no tempo com a mágoa, hipócritas, nem se apercebiam da minha figura até se lembrarem de que eu era a sua última esperança como futura rainha de Mirai (*). Com o falecimento do anterior rei, também meu pai, apenas sobrava um reino suportado por memórias que a ele se agarravam pois o passado era a única esperança que segurava o futuro. Antes de falecer, deixando lentamente cair o futuro nas minhas mãos, as mais improváveis palavras por ele foram ditas, e ficando sem entender o significando daqueles últimos sussurros, meu pai dissera-me: “Sem boas intenções, nunca boas são as ações e se as boas vozes não forem ouvidas, nunca as boas palavras serão ditas.” Parecendo-me que já não dizia coisa com coisa, acreditara que estas estranhas palavras não salvariam o reino que estava prestes a cair com a guerra dos tempos.
          As pétalas de cerejeira caíam das árvores sem destino nem esperança. Deixavam-se levar pelos ventos que as apanhassem e, cobrindo a varanda de madeira de várias tonalidades de cor-de-rosa e vermelho, as pétalas acabavam sempre por cair à minha frente, imóveis e serenas, de alma entregue a qualquer um. O desespero que surgia dentro de mim tornava-me velha e doente. Odiava-me pela minha ignorância, ou melhor, pela minha incapacidade de não poder salvar o que a mim me pertence. Nem mesmo os avisos do futuro mudavam o presente, ou pior, o que já era passado. Assim, com o egoísmo presente, agora passado e, eventualmente futuro, nada podia fazer. A humanidade estava tão corroída… tão cega… como poderiam os deuses salvar quem não quer ser salvo? Mas quando tudo estivesse perdido eu não poderia matar a saudade como me mataram a esperança.
          Há medida que o céu escurecia, e o sol, no imenso azul se afogava, as águas refletiam a minha face como se vissem através da minha máscara repleta de indiferença.
- “… Nunca as boas palavras serão ditas…” – Respirei fundo, como se a falta de oxigénio interferisse com o meu raciocínio e, sem contar o seu número, atirei as pedras que apanhara o mais longe possível, esperando que miraculosamente um sinal me indicasse como entender as palavras que me acorrentavam à mais profunda e triste lembrança de meu pai. – Que vozes? Das pessoas? Dos Deuses?
- As tuas… - Uma voz familiar aproximou-se trazendo a segurança firme e sólida nas suas palavras. – As tuas vozes, que te dizem?
          Ao voltar-me para trás apercebi-me de que ninguém ali estava. Era plena noite e a brisa fria refrescava-me a alma como se há muito não fosse purificada. A fresca noite despertava a curiosidade em mim, perguntando-me quem me teria dito tais palavras que, de certa maneira me faziam refletir sobre mim própria… Há medida que os segundos passavam, o mistério perdia a sua importância e a rápida reflexão que fizera fez-me compreender que os pensamentos negativos cercavam a minha mente como uma vedação indestrutível. “… Se as boas vozes nunca forem ouvidas…”, “…As minhas vozes…”. 
Tão poucas palavras lembravam-me que a esperança era a melhor arma numa guerra, e o meu falhanço devia-se à escassez de luz na escuridão. Como dona do futuro, era essa a minha maior arma.
          O futuro tornara-se passado. Dos últimos cinco dias já a história havia sido escrita, e, fechada numa sala a pensar, observava o passado e o presente, acreditando que nada do futuro seria destino marcado e que, com as minhas duas mãos que suportavam mil e um corações, o mudaria para sempre. Nas minhas bolas de cristal observava a beleza do ser humano tanto como os infinitos defeitos do homem. O erro era sempre o mesmo: a mentira construía uma mascara de ferro onde a razão não podia chegar. E, apesar de as tuas palavras me alcançarem, querido pai, como as faria chegar a eles? Com a ajuda da minha consciência rezava ao deuses que me levassem ao presente, onde poderia, com os meus próprios olhos, enfrentar a atual guerra. 
           A surpresa não me atingiu da maneira que esperava. Talvez por conhecer o futuro achara que o presente ainda tinha muito que cair mas mesmo assim, dos cinzentos céus ergui a cabeça como se o amanhã ainda estivesse longe. As almas não tinham desaparecido por completo mas, escondidas, difíceis eram de encontrar, e um simples toque de amor não as faria florescer outra vez. Abandonando o futuro destinado, caminhei em direção à estrada que imaginara e, num mundo ainda por sarar, havia muito a mudar. Mas com a ajuda da minha esperança iria arranjar maneira de as tuas palavras o presente alcançarem. 
         Espera por mim meu pai, num futuro onde o céu estará limpo e pronto a brilhar. Até todos serem livres eu estarei aqui para os relembrar de que as almas, juntas, no mais infinito escuro brilharão...
          

(*) “Mirai”: Palavra japonesa para “futuro”



Palavras do Meu Mundo
do aluno Marco Duarte Pinto

         Família, Habilidade, Atitude, Tempo, são as palavras do meu mundo. 
       Família, é quem tu escolhes para viver. Família é quem tu escolhes para ti, e não é preciso ter conta sanguínea. É preciso ter sempre um pouco de sintonia. A arte de ser feliz está nos limites que se colocam a si próprio.
  Habilidade é o que tu és capaz de fazer. A motivação determina o que tu fazes.
      Atitude determina o quanto bem tu fazes. Uma boa perspetiva consegue-se com experiência, e experiência consegue-se através de mais perspetivas. Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje. Se tens que comer um sapo, não fiques a olhar muito para ele, e se tiveres que comer mais que um, começa logo pelo maior. Para além da nobre arte de fazer com que as coisas sejam feitas, existe a nobre arte de deixar as coisas por fazer. A sabedoria da vida está na eliminação do não essencial. Nada é mais difícil e requer mais personalidade do que dizer um não de forma clara e sonora. Os meus interesses e motivações, as competências profissionais, a minha formação, os pontos fortes e fracos, tudo a vida me deu.
       Tempo! É o jeito que a natureza deu para não deixar que tudo acontecesse de uma vez só. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme, e persistente, ilusão. Cada segundo que passa é um milagre que jamais se repete. Qualquer tempo é tempo. Na hora mesmo da morte, é hora de nascer. Nenhum tempo é tempo bastante para a ciência de ver e rever. Tempo, contratempo, anulam-se, mas o sonho resta de viver. Não podes dar mais dias à tua vida mas podes dar mais vida aos teus dias. Os únicos ladrões a quem a sociedade perdoa são os que nos roubam o tempo.    
          Sou mais transparente do que pensas, sou mais feliz do que sou e não me acomodo naquilo que não sou.



Palavras do Meu Mundo
Maria Fernandes, n.º 11 do 6ºB

Palavras do mundo … há muitas, até aquelas feias, ofensivas e desagradáveis das quais ninguém gosta!
Palavras do meu mundo só tenho cinco: Amizade, Felicidade, Honestidade, Fraternidade e Igualdade. No meu mundo, claro! Porque neste mundo quase não existem. Só existem no mundo daqueles que sabem aproveitar todos os momentos e usam palavras que ao dizê-las, até as saboreamos.
Línguas diferentes, palavras iguais.

Somos Palavras  

 Mafalda Ferreira do 4.º A




O meu Mundo é como uma só palavra. Lá somos todos unidos, assim como as letras se unem para formar uma só palavra.
O meu mundo é uma palavra e essa palavra é… palavra. Somos “palavra”, interagimos por palavras.
Se não existissem palavras para que servia o mundo? Para falar não seria, mas para viver talvez, mas viver sem palavras é como não viver.
No meu mundo, há palavras em todo o lado, na água, na terra e até no ar, mas principalmente dentro de cada Fling. Os Flings são criaturas que existem no meu mundo. São pequenas criaturas que se enchem de alegria quando cada bebé nasce. A função deles é ensinar-lhes a falar. Conforme as personalidades de alguém, vão-se adaptando e mudando. Há Flings animados, raivosos, mexidos, calmos…
Numa viagem pelo meu mundo, descobri que “palavra” não é o mesmo em cada país. Em inglês é word, em francês é mot, em espanhol é palabra, em italiano é parola, em romeno é cuvânt e em latim é verbum. Mas, apesar de se escrever e ler de outra forma, o seu significado é sempre o mesmo, porque só assim se comunica.
As palavras têm uma espécie de poder, porque tanto servem para discursos, como para letras das canções, televisão, rádio… mas principalmente nos corações. Sem coração não se tem nada a dizer, e sem nada a dizer não haveria nada. Essa é a razão por que as palavras têm “poder”, mas na realidade, somos nós, as pessoas, que temos poder sobre elas. Se não usarmos palavras, para que servem elas?

O meu mundo é tudo, pois, se sem palavras não há nada, o meu mundo é tudo, porque o meu mundo sou eu e toda a gente, é alegria e tristeza, raiva e calma, é palavras e palavras porque palavras são palavras e não tem outro significado a não ser O MEU MUNDO!

sábado, 14 de março de 2015

D. Carlos para para Ler dia 16 de março de 2015 das 9.15 às 9.30h



Dia 16 de Março, pelas 9.15h: Proposta de leitura e reflexão em sala de aula sobre um texto alusivo ao tema                     “ Palavras do Mundo”.



Pretendeu-se que à mesma hora e em todas as Escolas do Agrupamento D. Carlos I, crianças e adultos se dedicassem à fruição do prazer da leitura, assinalando-se também de forma simbólica o início da 9.ª Edição da Semana Nacional de Leitura.




Foi solicitado pela BECRE D. CARLOS I a todos os Professores e Educadores que dedicassem este período à leitura e reflexão em sala de aula sobre a importância das palavras a partir de uma leitura de um texto que considerassem pertinente.


 A Biblioteca Escolar apresentou ainda as seguintes sugestões de leitura:


3.º Ciclo: 

Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.

Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso.

Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. «Fabricou Salomão um palácio...» E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais - tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica.

Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

         In Livro do Desassossego por Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa


2.º Ciclo: Citações sobre a palavra

Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma.
Pessoa , Fernando

Toda a minha vida olhei as palavras como se as estivesse a ver pela primeira vez.
Hemingway , Ernest

As palavras são um remédio para a alma que sofre.
Ésquilo

As palavras são a mais poderosa droga utilizada pela humanidade.
Kipling , Rudyard

As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade
Hugo , Victor

As palavras salvaram-me sempre da tristeza.
Capote , Truman

Vida e poesia se comunicam através de túneis de palavras.
Bomfim , Paulo

As palavras não significam nada se não forem recebidas como um eco da vontade de quem as ouve.
Bessa-Luís , Agustina


Não importa o que tenhamos a dizer, existe apenas uma palavra para exprimi-lo, um único verbo para animá-lo e um único adjectivo para qualificá-lo.
Maupassant , Guy

A palavra, por mais contraditória que seja, preserva o contacto: o silêncio isola-o.
Mann , Thomas


Os factos devem provar a bondade das palavras.
Séneca



Uma palavra escrita é semelhante a uma pérola.

Goethe , Johann


Toda a palavra é como uma mácula desnecessária no silêncio e no nada.
Beckett , Samuel


As acções são a primeira tragédia da vida, as palavras são a segunda. Sem dúvida, são as palavras a pior tragédia. As palavras são impiedosas.
Wilde , Oscar


Muitas palavras não indicam necessariamente muita sabedoria
Mileto , Tales


O mal que algumas palavras têm não é o que significam directamente. O mal são as conotações. Nós dizemos «espiritualidade», dizemos «espírito», que não sabemos o que é. É que ninguém pode apresentar uma definição de «espiritualidade» que seja convincente. Tenho a impressão de que as palavras atrapalham muito.
Saramago , José

Homens de poucas palavras são os melhores homens.
Shakespeare , William


Nenhum espelho reflecte melhor a imagem do homem do que as suas palavras.
Vives , Juan

Só as palavras contam; o resto é tagarelice.
Ionesco , Eugène


E uma vez lançada, a palavra voa irrevogável.
Horácio


As palavras são o muro de pedra e cal a fechar o horizonte infinito das grandes ideias claras.

Espanca , Florbela


As palavras são como uma abóbada sobre o pensamento subterrâneo.
Renard , Jules


A palavra tem muito mais força para persuadir do que a escrita.
Descartes , René



Palavras que vêm do coração entram no coração.
Textos Judaicos
Moses Ibn Ezra

Pelas palavras pronunciadas pelo homem você poderá saber quem ele é.

Textos Judaicos
Zohar


A magia da linguagem é o mais perigoso dos encantos
Bulwer-Lytton , Edward



1.º Ciclo: 


Há Palavras que Nos Beijam

Há palavras que nos beijam 
Como se tivessem boca. 
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca. 

Palavras nuas que beijas 
Quando a noite perde o rosto; 
Palavras que se recusam 
Aos muros do teu desgosto. 

De repente coloridas 
Entre palavras sem cor, 
Esperadas inesperadas 
Como a poesia ou o amor. 

(O nome de quem se ama 
Letra a letra revelado 
No mármore distraído 
No papel abandonado) 

Palavras que nos transportam 
Aonde a noite é mais forte, 
Ao silêncio dos amantes 
Abraçados contra a morte. 

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' 




Com Fúria e Raiva

Com fúria e raiva acuso o demagogo 
E o seu capitalismo das palavras 

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada 
Que de longe muito longe um povo a trouxe 
E nela pôs sua alma confiada 

De longe muito longe desde o início 
O homem soube de si pela palavra 
E nomeou a pedra a flor a água 
E tudo emergiu porque ele disse 

Com fúria e raiva acuso o demagogo 
Que se promove à sombra da palavra 
E da palavra faz poder e jogo 
E transforma as palavras em moeda 
Como se fez com o trigo e com a terra 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas" 



A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra 
de um livro raro. 
Como desencantá-la? 
É a senha da vida 
a senha do mundo. 
Vou procurá-la. 

Vou procurá-la a vida inteira 
no mundo todo. 
Se tarda o encontro, se não a encontro, 
não desanimo, 
procuro sempre. 

Procuro sempre, e minha procura 
ficará sendo 
minha palavra. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera' 




Pré-escolar: 

Gosto do Jardim-de-Infância

Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso brincar
Fazer lindas construções
Depois tudo desmanchar.
Ouvir histórias e canções
Depois ser eu a contar…
Correr, saltar e jogar
Conversar e partilhar…
Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso pintar
Das cores que me apetecer
Posso cortar e colar
Fazer prendas para oferecer
Dar passeios, fazer rodas
E dançar até querer!
Ensaiar quando há festas
Para tudo correr bem…
Nesse dia sou artista
Para o pai e para a mãe…
Gosto do Jardim-de-Infância…
É difícil de entender?
Tenho cá os meus amigos,
Muitas coisas para fazer!

CUSTÓDIO, Lourdes, "No Jardim de infância", Ambar, Colecção giroflé
















































SEMANA DA LEITURA 2015


"A 9ª edição da Semana da Leitura convida as escolas e os agrupamentos de escolas a celebrarem, com as crianças, os jovens, os adultos e a comunidade em geral, a leitura e os livros.

Esta iniciativa, em que se assume o prazer de ler, constitui-se já como um marco em que a leitura salta para a festa da criatividade, da inovação e da pluralidade patenteadas por todos os que continuadamente se envolvem neste desafio.

O envolvimento de todos acaba, também, por mobilizar  diferentes literacias e abordagens de temáticas diversificadas e atuais, relevantes para o exercício de uma cidadania consciente e participativa.

Nesta edição, convoca-se a criatividade e a originalidade na exploração da palavra (dita, escrita, lida ou cantada, …), testemunho da diversidade cultural, social, histórica e estética presente nas representações intemporais e universais da pluralidade da humanidade no nosso Mundo global e inclusivo."

Juntem-se a nós e venham conviver e divertir-se com as «Palavras do Mundo», entre 16 e 20 março de 2015. 


CONSULTEM AQUI O PROGRAMA DA EB D. CARLOS I: 





terça-feira, 10 de março de 2015

DIA MUNDIAL DO SONO

"Dormir é tão importante como beber e comer. As horas de sono, ao longo da noite, são necessárias e muito importantes para a nossas saúde.
Ao longo de várias semanas podemos analisar o número médio de horas de sono, turma a turma, numa exposição que esteve patente na D. Carlos I.
Infelizmente, os nossos alunos não estão a dormir o suficiente. O que é uma notícia de tirar o sono a qualquer encarregado de educação."

Professor Eduardo Alves

terça-feira, 3 de março de 2015

Exposição "Castelos Com Encanto"

Decorreu na primeira quinzena do mês de Março a exposição "Castelos com Encanto" da responsabilidade da Professora Paula Fachadas e no âmbito da disciplina de História e geografia de Portugal do 6.º ano de escolaridade. Os alunos foram convidados a construir castelos a partir de materiais reciclados e buscando inspiração no contexto envolvente. 

Apreciem o empenho dos nossos alunos!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Luísa Ducla Soares ou a Fada Palavrinha

Os alunos do 2.º A e a sua Professora Dulce Ferreira criaram este magnífico livro em jeito de homenagem à escritora Luísa Ducla Soares. 

Faça lá um poema!

No âmbito do Concurso do PNL "Faça lá um poema 2015" apresentamos alguns dos poemas a selecionar para a participação neste concurso.
Agradecemos a participação dos alunos e o seu esforço em não deixar morrer a poesia que como dizia Edgar Allan Poe, "é a criação rítmica da beleza em palavras".


O Meu Poema


O meu poema vou fazer
mas primeiro tenho de pensar
depois só tenho de escrever
no fim o vou melhorar.

A primeira quadra já fiz
mas não posso descansar
a segunda estou agora a fazer
e já está a melhorar.

A terceira quadra é a penúltima
por isso estou a acabar
depois só tenho de pesar
para a quarta quadra acabar.

A última estou a fazer
mas agora não consigo parar
tenho de a tentar fazer
antes de o concurso chegar.


Beatriz Teixeira 4.º A

EBI/JI D. Carlos I


Alecrim e Jasmim


Joaquim, porque estás tão perto de mim?
Porque o amor não tem fim.
Então gostas muito de mim?
Sim, como o cheiro a jasmim e alecrim

Joaquim, porque és assim? 
Cheira a alecrim, cheira a jasmim,
Como os beijos que me dás a mim!

Lucas Soeiro de Jesus 4.º A

EBI/JI D. Carlos I


A Felicidade

  
Das infinitas sombras
Sonhei que algo me acordou,
Sonhei que alguém me amou,
Sonhei que brilharia o mais cintilante esplendor
E que finalmente esqueceria esta dor.

Neste solitário mundo
Imaginei que uma luz me preenchia.
Achei que finalmente um dia
A consumidora inveja que tanto me fez falta,
Em vez de arruinada me tornaria alta.

Mas mais uma vez,
Na imensa mágoa me encontro perdida.
Mais uma vez, sem saber o significado da vida,
Sonhei… Sonhei contigo e que me amavas.
Oh… e que a esta vida me acorrentavas…

Sonhei as mais belas ilusões
E perdida no tempo a sonhar
Esqueci-me de tristemente acordar.
De tanto fantasiar, o tempo passou
E a verdadeira felicidade nunca me encontrou.

  
Mafalda Montoito, nº19, 9ºE

EB D.Carlos I


O Inferno



Um aperto no coração
Sentido por todo o corpo externo,
É um profundo arranhão
E a isso se chama inferno.

A humanidade amaldiçoada,
Sempre presa e perdida
Pois foi amarrada
De maneira tão brusca a esta vida.

Imensidão tão insegura,
Explosão de medo e sacrifício.
É um grande sentimento de amargura
Até há quem diga que são ossos do ofício.

Aqueles que males cometeram
Por eles pagarão,
Coisas horríveis eles fizeram
Pois agora já não amarão.


Mafalda Montoito, nº19, 9ºE
EB D. Carlos I

O Sol


O Sol brilha como Deus.
Abre suas persianas de madrugada.
Grandes males os seus
De se perder no meio do nada.

Tu que ao pé dos homens nasces,
Tu que no fundo do oceano te afogas,
Tu que brutalmente assassinado renasces
Para que passes mais uma noite de demoras.

Na imensidão do escuro,
Assim te acorrentas
Para que no futuro,
A noite atormentas.

Abandonas os homens
Assim tristemente ao luar
Para no outro lado ficar.
São os remorsos que te fazem voltar?


Mafalda Montoito, nº19, 9ºE
EB D.Carlos I


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Carnaval em Veneza com o 6.º C

Com o objetivo de fomentar o sucesso educativo de todos os alunos da sua turma e o seu envolvimento num projeto comum, a Diretora de Turma do 6ºC, Prof. Ana Nascimento, concebeu e organizou um Desfile de Carnaval diferente, onde reinaram a cor, a beleza, o silêncio, o sonho, a elegância e a música clássica. Esta atividade, intitulada  "Em Veneza com o 6ºC", envolveu a comunidade educativa, promovendo assim o trabalho de equipa.


Para o sucesso desta atividade, a colaboração de todos foi preciosa:

* Elaboração das máscaras (EV/ET - prof. Teresa Silveira);  
* Enquadramento do Carnaval de Veneza no século XVIII e elaboração de móbiles alusivos à época (HGP - prof. Paula Fachadas); 
* Seleção das músicas adequadas à época (Ed. Musical - prof. Victor Santos);
* Ensaio do desfile, treino da postura e realização de uma coreografia (Ed. Física - prof. Carla Vaqueiro);
* Realização de trabalhos escritos sobre as personagens que os alunos encarnaram (Português - prof. Ana Nascimento);
* Estudo de uma canção, em inglês, do musical “Fantasma da Ópera”, relativa a um baile de máscaras (Inglês - prof. Fátima Silva);
* Estudo da dicotomia dos efeitos benéficos e dos efeitos nocivos da água em Veneza (C. Naturais - prof. Sandra Ribeiro);
* Promoção do trabalho de equipa e do gosto pela celebração dos momentos importantes do ano (Ed. Cidadania - Ana Nascimento);
* Envolvimento da comunidade: realização das capas dos alunos pelos Enc. Educação e colaboração na maquilhagem e preparação dos alunos para o desfile.

Conceção da Exposição: prof. José Heitor
Montagem da Exposição: prof. José Heitor, prof. Ana Nascimento, prof. Paula Fachadas, colaboração de alunos do 9ºF - Sara Baltazar, Maria Margarida Alves, Marisol Oliveira e João Paulo Lavrador.

​Colaboração: Prof. Bibliotecária Sandra Pratas
​                    Assistentes operacionais:
                                                           BECRE - D. Beatriz e D. Angélica;
                                                           Reprografia - D. Tina e D. Patrícia;
                                                           Sala dos Professores - D. Helena;
                                                           D. Rosa Margarida;
                                                           Sr. Marques.