Mostrar mensagens com a etiqueta CAMÕES 24_25. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CAMÕES 24_25. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de junho de 2025

CAMÕES EM CARNE E OSSO NA EB D. CARLOS I

No âmbito das comemorações do V centenário do nascimento de Camões, o Professor Carlos Bettencourt incarnou o príncipe dos poetas e declamou poesia nas turmas do 5.º ano. 



Saio da casa de banho da Direção e começo a descer as escadas. Há olhares de espanto, sorrisos incrédulos e uma ou outra palavra de aprovação. Pelo caminho, a Sara Rocha vai tirando fotografias. 
Tudo começou com uma frase, meio a brincar, meio a sério. Esboçavam-se as atividades para as comemorações na escola do V centenário do nascimento de Camões e eu disse à Helena Carapinha: “- Se quiseres, eu faço de Camões!”. Pouco depois, a nossa Diretora chamou-me e com aquele ar sonhador a que ninguém consegue dizer não, pediu-me para fazer mesmo de Camões e percorrer as salas das turmas do 5º ano, recitando alguns poemas do nosso insigne poeta.
Entramos na primeira sala de aula. A Sara faz uma pequena introdução. Os alunos observam-me com espanto, enquanto recito alguns dos poemas mais conhecidos  de Camões. “Descalça vai para a fonte, Lianor pela verdura” é o primeiro e seguem-se outros, sempre com um breve comentário introdutório. Depois há espaço para perguntas e uma delas vai repetir-se nas outras turmas: “Camões, como é que conseguiste viver até agora?”. Repondo-lhes que as pessoas só morrem quando não existir mais ninguém que se lembre delas.

Passaram-se mais de trinta anos e ali está ela, a professora Isabel Almeida, de quem fui aluno em Literatura Portuguesa II, na Faculdade de Letras de Lisboa. Estamos mais velhos. Vêm-me à memória as aulas sobre Camões, tema que já na altura apresentava com mestria, apesar de estar ainda na verdura da juventude. Vamos para o pavilhão desportivo, ao encontro dos alunos do 9.º ano. Isabel vem falar sobre o episódio de “A Ilha dos Amores” ou “A Ilha Namorada”, como gosta de dizer, em “Os Lusíadas”. Tínhamos combinado que já que eu, “Camões”, estava ali, poderia ler as estrofes que ela indicasse. E fui lendo, no tom mais épico que consegui, sentindo-me elevado às alturas. Há momentos perfeitos.

E que mais hei-de dizer? Recordo o ar surpreso e assustado de uma aluna que veio abrir a porta da sala de aula e se deparou comigo, trajado de Camões. Ou a observação de uma menina do 1.º Ciclo: “És um Camões falso!”. Quando me parecia que não tinha corrido tão bem, recebia relatos encantadores das colegas que estavam com as turmas. Contavam que alguns alunos diziam ter acreditado piamente que eu era mesmo Camões e outros que afirmaram que nunca mais iam esquecer aquela aula de Português. Lembro-me também das palavras da nossa Diretora, na sessão solene, no dia 5 de junho, tratando-me como se eu fosse mesmo Camões. 
Termino de tentar dizer o indizível expressando a felicidade de experienciar o quanto a nossa escola é capaz de se unir à volta de um objectivo comum e fazer a magia acontecer. Estamos todos de parabéns!

Sintra, 19 de junho de 2025


Professor Carlos Bettencourt










26 MAIO 2025




 
DOUTORA ISABEL ALMEIDA





DIA DE CAMÕES E DIA DA CIDADANIA






CAMÕES ENTRE AS DAMAS






quarta-feira, 18 de junho de 2025

PERDIGÃO PERDEU A PENA

No âmbito do processo de Diagnóstico da Fluência Leitora, os Professores Bibliotecários receberam instruções da RBE para auxiliar no processo.

Assim, em simultâneo com o o diagnóstico de fluência leitora, as bibliotecas escolares foram chamadas a organizar e implementar atividades de leitura com os alunos do 2.º ano. 

As professoras titulares de turma puderam escolher quatro hipóteses de atividades para serem desenvolvidas em articulação com a Biblioteca escolar.  

1.ª - À descoberta de Camões: Atividades de leitura e escrita, para descoberta de quem foi Camões e da sua importância para a língua e cultura portuguesas.

2.ª - A misteriosa viagem de Lianor: Abordagem interativa e criativa ao poema "Descalça vai para a fonte" de Luís de Camões.

3.ª- Perdigão perdeu a pena: Atividade de leitura e escrita, a partir do vilancete de Luís de Camões "Perdigão perdeu a pena".

4.ª Vamos à caça do livro: Exploração de livros a partir de excertos: leitura, interpretação, produção textual e expressão artística.

Ora, tendo sido escolhida a terceira sugestão, todos os alunos do 2.º ano da EB D. Carlos I participaram numa atividade de leitura e escrita, a partir do vilancete de Luís de Camões "Perdigão perdeu a pena".

A mesma teve como objetivos levar os alunos a contactar com a obra de Camões; desenvolver o gosto pela poesia e pela literatura em geral, compreender o significado geral de um poema; e desenvolver a sensibilidade estética.

Num primeiro de quatro momentos os alunos fizeram uma chuva de ideias e jogaram os jogos interativos: "Aves aos pares" e "Duas palavras, vários sentidos". 

Num segundo momento, procedeu-se à leitura do poema "Perdigão perdeu a pena" de Luís de Camões e jogaram os jogos "Verso a Verso, se chega ao sentido"; "Será verdade?" e "Antes ou depois?". 

O terceiro momento da atividade consistiu num trabalho de recuperação de informação. Deste modo, após a distribuição de um desdobrável, os alunos leram, a pares, as informações sobre perdizes e perdigões e procederam ao preenchimento de uma tabela de registo.  

O encontro terminou com uma atividade de Expressão artística em que, individualmente, os alunos decoram máscaras de Perdigão ao som de Amália e Kátia Guerreiro. 

Em simultâneo com o desenrolar destas propostas, os alunos, um por um, interrompiam a atividade para participarem no Diagnóstico da Fluência Leitora a decorrer em sala contígua e lerem o melhor que souberam. 

Ambas as atividades decorreram de forma prazerosa e foi visível a satisfação de todos no final deste encontro à volta da leitura, da escrita e da poesia de Camões.