No dia 9 de junho de 2016, véspera do dia de Camões e das Comunidades Portuguesas, realizou-se o já tradicional Arraial.
Mais uma vez a BECRE se aliou a esta celebração, dinamizando uma Tenda de Histórias onde era possível ouvir histórias, ler livros e desenhar. A mesma foi decorada com poemas elaborados pelos alunos dos três ciclos de ensino.
Com o calor que se fazia sentir neste dia de festa, a mesma serviu ainda de lounge para um momento de pausa entre uma e outra visita às coloridas barraquinhas.
Terminámos mais um ano letivo na família D. Carlos I, mas não nos podemos despedir sem desejar a todos os nossos estimados leitores umas boas férias e, claro, recheadas de boas e inesquecíveis leituras!
Novamente integrado nas comemorações da Semana da Leitura, realizou-se pela segunda vez na EB D. Carlos I o "BEST READER COMPETITION"- Concurso de Leitura em Língua Inglesa - organizado pelo Subdepartamento de Inglês em articulação com a Biblioteca escolar.
Eis os grandes vencedores dos vários anos de ensino:
BEST READER
COMPETITION 2016
5.º Ano
1.º Lugar
Alexandre Borja n.º 1 5.º A
2.º Lugar
Tomé Sanfona n.º 20 5.º E
3.º Lugar
Martim Cabral n.º 18 5.º F
6.º ANO
1.º Lugar
Rita Cotrim n.º 18 6.º A
2.º Lugar
Miguel Gomes n.º 17 6.º E
3.º Lugar
Madalena ramalho n.º 18 6.º F
7.º ANO
1.º Lugar
Zoe Bellas n.º 25 7.º E
2.º Lugar
Carlota Andrade n.º 5 7.º E
3.º Lugar
Inês Martins n.º 8 7.º F
8.º ANO
1.º Lugar
José Resende n.º 15 8.º G
2.º Lugar
Catarina Ferreira n.º 4 8.º E
3.º Lugar
Margarida Pires n.º 19 8.º D
9.º ANO
1.º Lugar
Joana Piedade n.º 15 9.º C
2.º Lugar
Rita Domingos n.º 24 9.º E
3.º Lugar
Tomás Palha n.º 26 9.º E
A cerimónia de entrega de prémios e diplomas decorreu na BECRE no dia 6 de Junho de 2016.
Os primeiros lugares de cada ano de escolaridade receberam um cheque-livro no valor de 10,00€ gentilmente atribuído pela Direção Executiva. Os vencedores das diversas categorias receberam também um diploma oferecido pela Biblioteca Escolar.
No âmbito da habitual Hora do Conto, coube às duas salas do Jardim de Infância vir conhecer - dias 17 e 18 de maio - a belíssima história "Porque há tantas pedras no rio?" recontada por Belén Diaz a partir de um conto tradicional africano e novamente através do recurso à técnica do kamishibai,
Os pequeninos leitores discutiram o significado desta história, ponderaram sobre a origem das pedras, discutindo fenómenos de erosão, recordaram animais em vias de extinção, e conheceram alguns animais de que nunca tinham ouvido falar, tais como impalas, elandes, órixes e kudus.
Também, e como os colegas do 1.º Ciclo já haviam sido convidados a pintar uma pedra com as cores e padrões da savana, os alunos do pré-escolar pintaram peixinhos coloridos que se foram juntar aos animais selvagens da savana africana - o que calhou mesmo bem após uma visita recente ao Oceanário de Lisboa.
Fiquem aqui com algumas imagens da savana de pedras que está a enfeitar a entrada da nossa Biblioteca.
As pedras falam? Encontrem a resposta no belíssimo poema de
A passada Hora do Conto que contou com todas as turmas do 1.º Ciclo da EB D. Carlos I (2.º A e 3.º A - 22 de abril -; 4.º A e 4.º B - 26 de abril -; 3.º e 4.º B- 29 de abril - e 1.º A, 2.º e 3.º A - 6 maio) teve como pano de fundo as comemorações do Dia da Liberdade.
O livro O Tesouro de Manuel AntónioPina foi o ponto de partida para um debate sobre a vida em Portugal antes deste dia e as causas que conduziram à ação militar dos dias 24 e 25 de Abril de 1974 que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de Abril de 1976.
Após este debate os alunos tiveram ainda a oportunidade de realizar alguns jogos interativos sobre a revolução em que tiveram de descobrir palavras escondidas, completar o nome de militares de abril e construir puzzles com cartazes da revolução.
No final da atividade os alunos foram ainda convidados a fazer desenhos sobre o tema da liberdade e a descrever o que era para eles a liberdade e o que gostariam de fazer com ela.
A atividade culminou com a entoação da canção "Portugal Ressuscitado" de José Carlos Ary dos Santos.
Se quiserem ler esta magnífica história de Manuel António Pina cliquem na imagem:
Os alunos do 5.º ano - sob orientação das Professoras Ana Nascimento e Manuela Pereira - e dos Cursos de Educação e Formação de Adultos do Agrupamento D. Carlos I decidiram responder ao repto lançado pela Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), o Alto Comissariado para as Migrações, I.P. (ACM, I.P.) e o Conselho Nacional de Juventude (CNJ), e participar na iniciativa “E se fosse eu? Fazer a mochila e partir”.
Esta iniciativa pretendeu sensibilizar crianças e jovens para as dificuldades pelas quais os refugiados passam para fugir da guerra, procurando, promovendo também o compromisso de bem acolher quem procura proteção humanitária e concretizando os princípios de uma sociedade democrática e inclusiva.
Assim, os alunos do Agrupamento D. Carlos I foram desafiados a refletir sobre os bens que transportariam numa pequena mochila se estivessem no lugar de um refugiado, devendo depois partilhar a razão das suas escolhas.
Os alunos do 5.º ano escreveram reflexões que se apresentam no livro digital abaixo e os alunos dos cursos EFA representaram essa reflexão por meio de imagens e desenhos.
No âmbito da Semana da Leitura 2016 - e numa articulação entre o subdepartamento de Português e a Biblioteca Escolar - foi realizada uma exposição de poemas gráficos subordinada ao tema este ano proposto pela RBE: ElOS DE LEITURA.
A mesma exposição estará patente na galeria almeida Negreiros do AE D. Carlos I ao longo de todo o mês de Abril.
No
âmbito da Semana da Leitura 2016 e a
convite da Biblioteca Escolar D. Carlos I, o Professor Carlos Bettencourt abordou
a temática em epígrafe com a presença da turma C do 9.º ano acompanhada pela Professora
Isabel Delgado.
O
docente entrou na sala ao som da ária “Oh Mio Babino Caro” da ópera Gianni
Schichi de Giacomo Puccini,
explicando em seguida que esta ária é um pedido de uma jovem ao seu pai para
que a deixe ir ver o seu amado, pelo qual está perdida de amor. Seguidamente,
leu alguns excertos do livro bíblico “Cânticos
de Salomão”, escrito entre 1009 e 992 AC, que é um verdadeiro hino ao amor,
destacando-se entre outros os seguintes: “Beije-me ele com os beijos da sua
boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.”, “Levanta-te, meu amor,
formosa minha e vem.”
Prosseguiu a sua apresentação, citando o poeta romano Horácio que viveu entre 65 a 8 AC: “Mas eu não te procuro para dilacerar-te como um tigre cruel ou um leão africano. (Ó Cloe) deixa afinal tua mãe: já estás no tempo de começar a amar.” (Carm. I, 23). E prosseguindo a sua viagem no tempo, o professor Carlos Bettencourt levou até à sua assistência ecos da Lírica Trovadoresca, do diálogo singelo entre as donzelas e a Natureza, sempre inquietas perguntando “novas do seu amigo, novas do seu amado”. Continuando a sua deambulação, detém-se brevemente em Dante Alighieri e na sua formosa Beatriz a quem dedicou tantos dos seus poemas: “Então a minha frágil alma sinto/ Tão doce, que o meu rosto empalidece,/ Pois Amor tem em mim tanto poder/ Que faz os meus suspiros me deixarem/ E saírem chamando/ A minha amada, para dar-me alento.”
E de Dante passa a Luís de Camões que de forma tão intensa e tão perfeita cantou o amor nos seus sonetos, destacando “Amor é um Fogo que Arde sem se Ver”, verdadeira síntese das contrariedades do amor e “Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente” no qual atribui a causa da sua perdição ao amor.
Breve passagem ainda por Shakespeare e a sua tragédia Romeu e Julieta e pelos sonetos que idolatram a graça e a beleza femininas, emolduradas pelo amor. E a viagem prossegue, agora com uma paragem no século XVII e a leitura de alguns passos das cartas de Soror Mariana Alcoforado, uma freira portuguesa e uma das primeiras vozes no feminino a falar dos efeitos e contrariedades do amor, num desnudar completo e plangente da alma de uma mulher apaixonada: “Suporto contudo o meu mal sem me queixar, porque me vem de ti. É então isto que me dás em troca de tanto amor?” Já no século XIX, uma referência a Almeida Garrett e à sua famosa paixão por Rosa Mantufar, transcrita nas páginas do seu temporão Folhas Caídas: “Eu no teu seio divino/ Vim cumprir o meu destino…/ Vim, que em ti só sei viver,/ Só por ti posso morrer.”
Chegados às primeiras décadas do século XX, eis-nos perante Florbela Espanca, outra das vozes femininas a cantar o desejo e a força do amor que parecia até então ser coisa só de homens: “E, olhos postos em ti, digo de rastros:/ Ah! Podem voar mundos, morrer astros,/ Que tu és como Deus: princípio e fim!...” e “E é como um cravo ao sol a minha boca…/ Quando os olhos se me cerram de desejo…/ E os meus braços se estendem para ti…”.
E no meio de tantas palavras e explosão de sentimentos, eis que a viagem chega ao fim, com o breve poema “Quase Nada” de Eugénio de Andrade: “O amor/ é uma ave a tremer/ nas mãos de uma criança./ Serve-se de palavras/ por ignorar/ que as manhãs mais limpas/ não têm voz.”
A Biblioteca Escolar D. Carlos I agradece ao ilustre Professor esta inebriante viagem pelos caminhos inesgotáveis do amor na literatura que constituiu um dos momentos altos da nossa festa da leitura.