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quinta-feira, 9 de junho de 2016

UMA TENDA DE HISTÓRIAS NO ARRAIAL DA D. CARLOS I 2016

No dia 9 de junho de 2016, véspera do dia de Camões e das Comunidades Portuguesas, realizou-se o já tradicional Arraial.
Mais uma vez a BECRE se aliou a esta celebração, dinamizando uma Tenda de Histórias onde era possível ouvir histórias, ler livros e desenhar. A mesma foi decorada com poemas elaborados pelos alunos dos três ciclos de ensino. 


Com o calor que se fazia sentir neste dia de festa, a mesma serviu ainda de lounge para um momento de pausa entre uma e outra visita às coloridas barraquinhas. 


Terminámos mais um ano letivo na família D. Carlos I, mas não nos podemos despedir sem desejar a todos os nossos estimados leitores umas boas férias e, claro, recheadas de boas e inesquecíveis leituras!






segunda-feira, 6 de junho de 2016

2.ª EDIÇÃO DO BEST READER COMPETITION_VENCEDORES

Novamente integrado nas comemorações da Semana da Leitura, realizou-se pela segunda vez na EB D. Carlos I o "BEST READER COMPETITION"- Concurso de Leitura em Língua Inglesa - organizado pelo Subdepartamento de Inglês em articulação com a Biblioteca escolar.

Eis os grandes vencedores dos vários anos de ensino:


BEST READER COMPETITION 2016


5.º Ano
1.º Lugar
Alexandre Borja n.º 1 5.º A
2.º Lugar
Tomé Sanfona n.º 20 5.º E
3.º Lugar
Martim Cabral n.º 18 5.º F


6.º ANO
1.º Lugar
Rita Cotrim n.º 18 6.º A
2.º Lugar
Miguel Gomes n.º 17 6.º E
3.º Lugar
Madalena ramalho n.º 18 6.º F


7.º ANO
1.º Lugar
Zoe Bellas  n.º 25  7.º E
2.º Lugar
Carlota Andrade n.º 5 7.º E
3.º Lugar
Inês Martins n.º 8 7.º F


8.º ANO
1.º Lugar
José Resende n.º 15 8.º G
2.º Lugar
Catarina Ferreira n.º 4 8.º E
3.º Lugar
Margarida Pires n.º 19 8.º D


9.º ANO
1.º Lugar
Joana Piedade  n.º 15 9.º C
2.º Lugar
Rita Domingos n.º 24 9.º E
3.º Lugar
Tomás Palha n.º 26 9.º E

A cerimónia de entrega de prémios e diplomas decorreu na BECRE no dia 6 de Junho de 2016.

Os primeiros lugares de cada ano de escolaridade receberam um cheque-livro no valor de 10,00€ gentilmente atribuído pela Direção Executiva. Os vencedores das diversas categorias receberam também um diploma oferecido pela Biblioteca Escolar. 

Parabéns a todos os participantes!





quarta-feira, 18 de maio de 2016

TODAS AS COISAS TÊM UMA COISA POR DIZER

No âmbito da habitual Hora do Conto, coube às duas salas do Jardim de Infância vir conhecer  - dias 17 e 18 de maio - a belíssima história  "Porque há tantas pedras no rio?" recontada por Belén Diaz  a partir de um conto tradicional africano e novamente através do recurso à técnica do kamishibai,

Os pequeninos leitores discutiram o significado desta história, ponderaram sobre a origem das pedras, discutindo fenómenos de erosão, recordaram animais em vias de extinção, e conheceram alguns animais de que nunca tinham ouvido falar, tais como impalas, elandes, órixes e kudus.



Também, e como os colegas do 1.º Ciclo já haviam sido convidados a pintar uma pedra com as cores e padrões da savana, os alunos do pré-escolar pintaram peixinhos coloridos que se foram juntar aos animais selvagens da savana africana - o que calhou mesmo bem após uma visita recente ao Oceanário de Lisboa. 

Fiquem aqui com algumas imagens da savana de pedras que está a enfeitar a entrada da nossa Biblioteca.


As pedras falam? Encontrem a resposta no belíssimo poema de 

Maria Alberta Menéres

As pedras

As pedras falam? pois falam
mas não à nossa maneira,
que todas as coisas sabem
uma história que não calam.

Debaixo dos nossos pés
ou dentro da nossa mão
o que pensarão de nós?
o que de nós pensarão?

As pedras cantam nos lagos
choram no meio da rua
tremem de frio e de medo
quando a noite é fria e escura.

Riem nos muros ao sol,
no fundo do mar se esquecem.
Umas partem como as aves
e nem mais tarde regressam.

Brilham quando a chuva cai.
Vestem-se de musgo verde
em casa velha ou em fonte
que saiba matar a sede.

Foi de duas pedras duras
que a faísca rebentou:
uma germinou em flor
e a outra nos céus voou.

As pedras falam? pois falam.
Só as entende quem quer,
que todas as coisas têm
uma coisa para dizer.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

HORA DO CONTO: O TESOURO DE MANUEL PINA

A passada Hora do Conto que contou com todas as turmas do 1.º Ciclo da EB D. Carlos I (2.º A e 3.º A - 22 de abril -; 4.º A e 4.º B - 26 de abril -; 3.º e 4.º B- 29 de abril - e 1.º A, 2.º e 3.º A - 6 maio) teve como pano de fundo as comemorações do Dia da Liberdade.

O livro O Tesouro de Manuel António Pina foi o ponto de partida para um debate sobre a vida em Portugal antes deste dia e as causas que conduziram à ação militar dos dias 24 e 25 de Abril de 1974 que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de Abril de 1976.


Após este debate os alunos tiveram ainda a oportunidade de realizar alguns jogos interativos sobre a revolução em que tiveram de descobrir palavras escondidas, completar o nome de militares de abril e construir puzzles com cartazes da revolução.

No final da atividade os alunos foram ainda convidados a fazer desenhos sobre o tema da liberdade e a descrever o que era para eles a liberdade e o que gostariam de fazer com ela.



A atividade culminou com a entoação da canção "Portugal Ressuscitado" de José Carlos Ary dos Santos.





 Se quiserem ler esta magnífica história de Manuel António Pina cliquem na imagem:


quarta-feira, 6 de abril de 2016

INICIATIVA “E SE FOSSE EU? FAZER A MOCHILA E PARTIR”_6 de abril de 2016

Os alunos do 5.º ano - sob orientação das Professoras Ana Nascimento e Manuela Pereira - e dos Cursos de Educação e Formação de Adultos do Agrupamento D. Carlos I decidiram responder ao repto lançado pela  Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), o Alto Comissariado para as Migrações, I.P. (ACM, I.P.) e o Conselho Nacional de Juventude (CNJ), e participar na iniciativa  “E se fosse eu? Fazer a mochila e partir”. 
Esta iniciativa pretendeu sensibilizar crianças e jovens para as dificuldades pelas quais os refugiados passam para fugir da guerra, procurando, promovendo também o compromisso de bem acolher quem procura proteção humanitária e concretizando os princípios de uma sociedade democrática e inclusiva.
Assim, os alunos do Agrupamento D. Carlos I foram desafiados a refletir sobre os bens que transportariam numa pequena mochila se estivessem no lugar de um refugiado, devendo depois partilhar a razão das suas escolhas.
Os alunos do 5.º ano escreveram reflexões que se apresentam no livro digital abaixo e os alunos dos cursos EFA representaram essa reflexão por meio de imagens e desenhos. 

Leiam e emocionem-se!




sábado, 19 de março de 2016

EXPOSIÇÃO DE POEMAS GRÁFICOS "ELOS DE LEITURA"

No âmbito da Semana da Leitura 2016 - e numa articulação entre o subdepartamento de Português e a Biblioteca Escolar - foi realizada uma exposição de poemas gráficos subordinada ao tema este ano proposto pela RBE: ElOS DE LEITURA.





A mesma exposição estará patente na galeria almeida Negreiros do AE D. Carlos I ao longo de todo o mês de Abril.

Visitem-nos!

sexta-feira, 18 de março de 2016

ELOS DE LEITURA_ O AMOR NA LITERATURA

No âmbito da Semana da Leitura 2016 e a convite da Biblioteca Escolar D. Carlos I, o Professor Carlos Bettencourt abordou a temática em epígrafe com a presença da turma C do 9.º ano acompanhada pela Professora Isabel Delgado. 


O docente entrou na sala ao som da ária “Oh Mio Babino Caro” da ópera Gianni Schichi de Giacomo Puccini, explicando em seguida que esta ária é um pedido de uma jovem ao seu pai para que a deixe ir ver o seu amado, pelo qual está perdida de amor. Seguidamente, leu alguns excertos do livro bíblico “Cânticos de Salomão”, escrito entre 1009 e 992 AC, que é um verdadeiro hino ao amor, destacando-se entre outros os seguintes: “Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.”, “Levanta-te, meu amor, formosa minha e vem.”
 Prosseguiu a sua apresentação, citando o poeta romano Horácio que viveu entre 65 a 8 AC: “Mas eu não te procuro para dilacerar-te como um tigre cruel ou um leão africano. (Ó Cloe) deixa afinal tua mãe: já estás no tempo de começar a amar.” (Carm. I, 23). E prosseguindo a sua viagem no tempo, o professor Carlos Bettencourt levou até à sua assistência ecos da Lírica Trovadoresca, do diálogo singelo entre as donzelas e a Natureza, sempre inquietas perguntando “novas do seu amigo, novas do seu amado”. Continuando a sua deambulação, detém-se brevemente em Dante Alighieri e na sua formosa Beatriz a quem dedicou tantos dos seus poemas: “Então a minha frágil alma sinto/ Tão doce, que o meu rosto empalidece,/ Pois Amor tem em mim tanto poder/ Que faz os meus suspiros me deixarem/ E saírem chamando/ A minha amada, para dar-me alento.”

E de Dante passa a Luís de Camões que de forma tão intensa e tão perfeita cantou o amor nos seus sonetos, destacando “Amor é um Fogo que Arde sem se Ver”, verdadeira síntese das contrariedades do amor e “Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente” no qual atribui a causa da sua perdição ao amor. 
Breve passagem ainda por Shakespeare e a sua tragédia Romeu e Julieta e pelos sonetos que idolatram a graça e a beleza femininas, emolduradas pelo amor. E a viagem prossegue, agora com uma paragem no século XVII e a leitura de alguns passos das cartas de Soror Mariana Alcoforado, uma freira portuguesa e uma das primeiras vozes no feminino a falar dos efeitos e contrariedades do amor, num desnudar completo e plangente da alma de uma mulher apaixonada: “Suporto contudo o meu mal sem me queixar, porque me vem de ti. É então isto que me dás em troca de tanto amor?” Já no século XIX, uma referência a Almeida Garrett e à sua famosa paixão por Rosa Mantufar, transcrita nas páginas do seu temporão Folhas Caídas: “Eu no teu seio divino/ Vim cumprir o meu destino…/ Vim, que em ti só sei viver,/ Só por ti posso morrer.”
            Chegados às primeiras décadas do século XX, eis-nos perante Florbela Espanca, outra das vozes femininas a cantar o desejo e a força do amor que parecia até então ser coisa só de homens: “E, olhos postos em ti, digo de rastros:/ Ah! Podem voar mundos, morrer astros,/ Que tu és como Deus: princípio e fim!...” e “E é como um cravo ao sol a minha boca…/ Quando os olhos se me cerram de desejo…/ E os meus braços se estendem para ti…”.
            E no meio de tantas palavras e explosão de sentimentos, eis que a viagem chega ao fim, com o breve poema “Quase Nada” de Eugénio de Andrade: “O amor/ é uma ave a tremer/ nas mãos de uma criança./ Serve-se de palavras/ por ignorar/ que as manhãs mais limpas/ não têm voz.”
            A Biblioteca Escolar D. Carlos I agradece ao ilustre Professor esta inebriante viagem pelos caminhos inesgotáveis do amor na literatura que constituiu um dos momentos altos da nossa festa da leitura.