quinta-feira, 15 de junho de 2017

PLANO NACIONAL DE CINEMA

Pelo segundo ano consecutivo, a Biblioteca Escolar D. Carlos I participou no Plano Nacional de Cinema. 

O Plano Nacional de Cinema é uma iniciativa conjunta da Presidência do Conselho de Ministros, através do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, e do Ministério da Educação e Ciência, pelo Gabinete  do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, e operacionalizado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), pela Cinemateca e pela Direção-Geral da Educação (DGE). 

O Plano Nacional de Cinema (PNC) está previsto como um plano de literacia para o cinema e de divulgação de obras cinematográficas nacionais junto do público escolar e pretende formar públicos escolares, despertando nos jovens o hábito de ver cinema, bem como valorizá-lo enquanto arte junto das comunidades educativas.



No Agrupamento D. Carlos I, e sobretudo na Biblioteca Escolar, temos como missão a promoção das várias literacias: da leitura, da informação e dos media e acreditamos que um programa para a literacia do cinema junto dos nossos alunos ajudaria a consolidar essa missão. Gostaríamos igualmente de nos continuarmos a associar às iniciativas de aplicação da Nova Lei do Cinema que preveem a divulgação de obras cinematográficas de importância histórica, e em particular das longas-metragens, curtas-metragens, documentários e filmes de animação de produção nacional.



Também, a educação para a cultura cinematográfica, possível através do desenvolvimento deste programa, continuará a ser uma boa estratégia para promover o trabalho articulado entre a Biblioteca Escolar e os Docentes, com vista ao planeamento e ensino contextualizado das literacias da informação e dos media nos objetivos e programas curriculares, e para explorar a natureza, linguagem e discurso deste medium e as implicações individuais e sociais do seu uso. 

Acreditamos ainda que a implementação deste projeto contribui não somente para a gestão e uso pessoal da informação, como contribui também inequivocamente para o desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à cidadania e à aprendizagem ao longo da vida.  

No ano letivo de 2016-17 o projeto do Plano Nacional de Cinema foi reformulado pela Equipa da BECRE, pelo que em vez de serem tratados vários documentos, optou-se por trabalhar aprofundadamente um filme no 5.º ano e outro no 9.º ano. 

Assim, todas as turmas do 9.º ano e Cursos de Educação e Formação trabalharam O Cão Branco de Samuel Fuller nas seguintes datas: 13 fevereiro (9.º A); 6 março (9.º D); 13 março (9.º E); 20 março (9.º F); 27 março (9.º G); 3 abril (9.º C); 8 maio (9.º B); 22 maio (VHOTS).  

Por sua vez, todas as turmas do 5.º ano trabalharam o filme Os Coristas de Christophe Barratier nas seguintes datas: 
4 maio (5.º B); 11 maio (5.º C); 18 maio (5.º A); 22 maio (5.º E); 29 maio (5.º F); 5 junho (5.º G); 6 junho (5.º H); 6 junho (5.º D). 

As referidas sessões decorreram ao longo do segundo e terceiro períodos e tiveram lugar às segundas-feiras das 14.15h às 15.00h.
























E precisamente porque as temáticas tratadas em ambos os filmes se inscrevem diretamente no currículo de Educação para a Cidadania, a Biblioteca Escolar D. Carlos I solicitou a todos os Diretores de Turma a disponibilização de dois blocos de 45 m desta disciplina para o visionamento destas obras cinematográficas. 

Após este visionamente integral, cada turma, num total de 347 alunos, participou numa sessão orientada pela Equipa do PNC e a decorrer na Biblioteca Escolar que teve como objetivo a análise fílmica – forma e conteúdo - do filme e a participação num Atelier de Artes e Escrita Criativa. 

Estes ateliers foram dinamizados pelos elementos que integram a equipa PNC na escola: Cristina Didelet, Sandra Hormigo e Sandra Pratas.






Confiram aqui os melhores trabalhos:







quarta-feira, 14 de junho de 2017

PROJETO CRESCER SAUDÁVEL_3.º PERÍODO

Ao longo do terceiro período, a Biblioteca Escolar D. Carlos I levou a cabo em todas as salas do Jardim de Infância do Agrupamento, variadas sessões de promoção da leitura no âmbito do projeto “Crescer Saudável”.

As sessões deste período tiveram como ponto de partida os problemas de visão e formas de os corrigir. Assim, tomando como ponto de partida a leitura e exploração do livro Uns óculos para a Rita, de Luísa Ducla Soares e recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, os pequenos leitores tiveram a oportunidade de conhecer a morfologia e o funcionamento do globo ocular bem como os defeitos de visão de que podem sofrer, tais como a miopia, o astigmatismo, a hipermetropia, a presbiopia, o daltonismo, o estrabismo e cataratas. 

Na segunda parte da atividade e a partir da leitura do livro Não Quero Usar Óculos de Carla Maia de Almeida, cada criança ilustrou o seu par de óculos e atribuiu-lhe poderes mágicos. 


Muitos quiseram óculos para se tornarem invisíveis, outros óculos para ver a Mãe e o Pai, óculos para não ter medo do escuro, óculos para viajarem para dentro de si, óculos para se tornarem em tudo o que desejarem, enfim, óculos de todos os feitios e de todas as cores e relicários de todos os sonhos! 

E a conclusão foi que é bom usar óculos. Para além de nos ajudarem a ver o mundo com nitidez, umas bonitas armações servem ainda de moldura a uns lindos olhos. 


Estas sessões, em que se procurou novamente aliar a leitura à literacia para a saúde, decorreram nas seguintes datas:  16 maio – Sala 1 do JI da EB1 D. Carlos I; 18 maio – Salas 1 e 2 da EB1 de Lourel ; 23 maio – Salas 1 e 2 do JI do Ral; 13 junho – Salas 2 e 3 do JI da Várzea; 14 junho – Sala 2 do JI da EB1 D. Carlos I; 14 junho – Sala 1 da EB1 da Várzea. 


 JARDIM DE INFÂNCIA D. CARLOS I - SALAS 1 E 2:


JARDIM DE INFÂNCIA DO RAL: 




JARDIM DE INFÂNCIA DE LOUREL:


JARDIM DE INFÂNCIA DA VÁRZEA:






                                                                                                                                                                                                                                                              Há crianças que resistem a usar óculos porque acham que eles as desfavorecem. Mas não reparam que os óculos servem de moldura a uns lindos olhos. Com eles o mundo, de repente, torna-se mais rico, mais nítido e colorido. Conseguem ver a formiga atarefada, o botão que caiu na carpete, a pintinha do i, o berlinde que rebolou para longe.Passam de alunos desatentos a garotos interessados. E começam a ter boas notas…                                                                                                                                                       Plano Nacional de Leitura_Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada. 





"Ontem fiquei a saber uma coisa. Vou ter de usar óculos. Foi o que a mãe disse. Eu acredito sempre nela, mas desta vez não quero. Não quero nada usar óculos!"



Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

terça-feira, 13 de junho de 2017

EXPOSIÇÃO "O LIXO NÃO É FIXE!"

No âmbito do Projeto Eco-Escolas e sob orientação das Professoras Inês Galvão, Emília Marques e Paula Mendes, os alunos do 8.º B assumiram a missão de serem repórteres para o ambiente e registaram vários exemplos de lixo deitado para o chão  no recinto escolar.

Deste modo, e com o objetivo de alertar para a preservação ambiental, essa reportagem integrou a exposição "O LIXO NÃO É FIXE!" que estará exposta até ao final do mês de junho na galeria Almada Negreiros da EB2,3 D. Carlos I. 











segunda-feira, 5 de junho de 2017

EXPOSIÇÃO MAQUETES DO 6.º F

Durante o terceiro período e no âmbito da disciplina de Educação Visual, os alunos do 6º F empenharam-se na divertida tarefa que foi idealizar e construir uma maquete representando uma cidade, vila ou aldeia.

Este projeto começou com um desenho pintado a lápis de cor, onde cada aluno inventou parte de uma cidade, vila ou aldeia imaginária, como se tivesse tirado uma fotografia vista de frente, representando-a depois vista de cima.

Após a idealização do projeto,  os alunos do 6.º F puderam passar à fase da construção da maquete, utilizando para isso caixas de cartão como suporte, caixinhas diversas, feltro, vários papéis, pedrinhas, madeiras, tintas, cola, e claro, muita criatividade!

Com este trabalho os alunos trabalharam a capacidade de transpor um projeto a duas dimensões para três dimensões e desenvolveram noções de espaço. O mesmo permitiu ainda trabalhar, de forma visível e acessível, os pontos de vista, perspetiva e projeção, dando a possibilidade a cada um de materializar um espaço por si criado.

A exposição estará patente na Biblioteca Escolar D. Carlos I até ao final do mês de Junho. 

Prof.ª Sandra Hormigo









quinta-feira, 1 de junho de 2017

UMA VALSA A MIL TEMPOS COM CARLOS DO CARMO

Para os mais novos e que não sabem quem foi, Carlos do Carmo nasceu em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939. Era filho da fadista Lucília do Carmo e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados “O Faia”, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística, em 1964. Distinguido com o Grammy Latino de Carreira, em 2014, entre muitos outros galardões, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do “Canecão”, no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres. O cantor despediu-se dos palcos a 9 de novembro de 2019, com um concerto lotado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. No mesmo dia, o primeiro-ministro António Costa condecorou o artista com a medalha de mérito cultural pelo “inestimável contributo” para a música portuguesa.

É impressionante o facto de uma figura da cultura portuguesa com a envergadura de Carlos do Carmo, ter honrado a pequenina escola D. Carlos I com a sua presença, mas de facto aconteceu pela mão das professoras Ana Nascimento e Maria José Sebastião no dia 1 de junho de 2017.

Após semanas de intensa azáfama que envolveram a preparação de uma exposição de ilustrações baseadas nas canções que o cantor imortalizou e se intitulou “O Fado em Nós”, professores, pais e alunos aguardavam, de telemóveis em punho e com visível expetativa, a chegada do aclamado artista. Foi ao som de “Lisboa, Menina e Moça” e de “Os Putos”, magistralmente ensaiadas pelo Professor de Educação Musical, Victor Santos, e belissimamente interpretada pelos alunos do 6.º B e do 6.º E, que Carlos do Carmo foi recebido ao chegar à galeria Almada Negreiras e mesmo antes de entrar na Biblioteca Escolar.

As Professoras Ana Nascimento e Maria José Sebastião, mentoras da iniciativa, começaram por agradecer a presença do ilustre convidado na E.B. D. Carlos I, recordando o dia em que o na altura recém-falecido escritor e jornalista Baptista-Bastos, estivera na nossa escola e descrevera a voz de Carlos do Carmo como “a voz humana em pleno voo”.

A atividade decorreu, como a valsa, a três tempos, com perguntas muito pensadas pelos jovens alunos do sexto ano e que traziam escritas em papel, respostas muito sentidas pelo convidado de honra e declamação na ponta da língua de poemas que vestiram os seus mais famosos fados, nomeadamente “Estrela da Tarde” e “Pedra Filosofal”.

Referindo-se à candidatura Portuguesa do fado a património cultural e imaterial da humanidade, Carlos do Carmo referiu que fora um esforço conjunto onde musicólogos e académicos trabalharam diretamente com fadistas. A si coube o papel de embaixador e porta-voz dessa candidatura que reconheceu o valor inestimável da canção urbana de Lisboa. Segundo Carlos do Carmo, fora uma tarefa muito interessante já que muitos dos que participaram nessa demanda desconheciam a história do fado. Mais, quando se iniciou o Museu do Fado só havia quatro livros e agora as exposições chegavam à Coreia do Sul, e os livros sobre o fado sucediam-se em catadupa, pelo que essa dinâmica justificara o empenho de todos os que para essa iniciativa contribuíram. Carlos do Carmo acrescentou que a maior parte dos países apresentava uma música eclética - Itália tinha o Bel Canto, Andaluzia tinha o Flamenco - mas apenas algumas cidades têm uma canção própria: Buenos Aires tem o tango, e Lisboa tem o fado. “Nós temos a beleza de ter uma canção própria. Mas ainda vamos no princípio da investigação”.

Quanto ao facto de o Grammy ter sido o momento alto da sua vida e carreira, esclareceu que a sua importância fora relativa. E de coração aberto explicou que estivera à morte há 17 anos. E assumiu-se crente. Aparentemente a vida concedera-lhe mais um bocadinho de tempo, tempo onde lhe foram acontecendo coisas muito bonitas. A sua vida, disse, não mudou com o Grammy, que no fundo não passara de uma consagração comercial. Continuava a gostar de aprender, continuava a gostar de viver. E rematou dizendo que o que se estava a passar ali, naquele momento, com crianças tão novas, a conhecer a poesia dos grandes autores como Ary dos Santos ou Alexandre O’Neal, e a interessarem-se pelo fado, tinha muito mais importância. A boca das crianças arredondou-se num largo ohhhh! Ter sido padrinho de uma iniciativa em Castelo Branco em que a guitarra portuguesa era uma cadeira, ou ter assistido a meninos Madeirenses a tocar no cordafone, isto é que eram os Grammies, acrescentou. Mas ganhar um prémio no estrangeiro era sempre bom, era fazer falar de Portugal, um país pobre e periférico.


Também considerou muito bonita a homenagem que lhe foi prestada pela Rádio Comercial, ao produzir um vídeo onde 35 cantores portugueses de diferentes gerações cantam “Lisboa Menina e Moça”, entre eles Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Rui Reininho, Camané, Mariza, Ana Moura, Tiago Bettencourt ou David Fonseca, e recordou, divertido, o momento em que conseguira participar numa emissão radiofónica logo pela manhã. Confesso noctívago, gostava de entrar pelo silêncio da noite de Lisboa e de às cinco da manhã ouvir o chilreio dos passarinhos. Mas não pensassem os alunos que passava a madrugada a jiboiar, não, trabalhava muito mesmo, mas no momento em que as pessoas são mais dóceis.

Ainda sobre a rádio exprimiu o desejo de que nas suas direções perpassasse um sentimento que sobra aos espanhóis e que por cá escasseia e que é a autoestima. Há muita gente com qualidade que não passa nas rádios. Também teria gostado de viver num país onde os músicos tivessem trabalho e aqui a Rádio Comercial dera o exemplo.

Assumiu-se como um homem que gostava de sonhar. Sonhar dá grandes impulsos. Não sonhando fica-se com a ideia de que tudo era irrelevante. E por isso sonhava, continuava a sonhar com o dia em que o fado fosse ensinado nas escolas. Todo o Português tem de perceber de fado. O fado está à nossa porta. E depois explicou ainda que o fado é uma tradição oral. É para ouvir. Quando participou no The Voice passou por arrogante quando pediu que não se batessem palmas. Assim tinha aprendido, assim era a sua obrigação transmiti-lo!

À pergunta de como tinha sido a sua primeira vez no Olympia de Paris, recordou como fora importante e de como então as coisas eram diferentes. Quando se contratava um artista, havia um público fiel que ia àquela sala. Agora bastava alugar-se a sala.

Sobre Lisboa frisou que era sua cidade e gostava muito de ser de Lisboa. Cantava Lisboa porque a sentia! Nascera na Bica, aburguesara-se, disse a rir, e fora viver para as Avenidas Novas, mas o seu coração permanecera sempre nesses bairros. E depois discorreu sobre a luz de Lisboa, o facto de a cidade ter um rio, uma alma e uma canção. Lembrou-se nesse momento do poeta Ary dos Santos, outro grande apaixonado da cidade de Lisboa, com quem fizera um trabalho em liberdade: o primeiro disco onde Lisboa fora cantada livremente.



Após a declamação de “Estrela da Tarde” de Ary Dos Santos e Fernando Tordo, Carlos do Carmo contou como fora o Thilo Krassman, maestro e compositor alemão estabelecido em Portugal, que o ensinara a declamar essa canção. Enquanto o compositor fazia os arranjos, Carlos do Carmo subia a descia as escadas a cantá-la. Ia dando em maluco. Na verdade Carlos do Carmo tivera de aprender as canções todas para o Festival da Canção de 1976 onde fora o único intérprete.

Duas semanas após a vitória de Salvador Sobral que trouxera para Portugal pela primeira vez o troféu da Eurovisão para Portugal, após vencer o Festival RTP da Canção 2017 com a música Amar pelos Dois, Carlos do Carmo confessou que o jovem intérprete era do melhor que já tinha visto, tecendo-lhe rasgados elogios. Cantava muito bem. Pensava muito bem. Era muito interessante do ponto de vista artístico e humano. E como se podia constatar, a língua portuguesa não era nenhum obstáculo.

Não saberia identificar o seu melhor momento musical, o melhor momento é sempre aquele em que o público não nos deixa, e o seu fado preferido era sempre o próximo. Nem sempre quisera ser fadista. Era filho de uma grande fadista mas na adolescência até achava que aquilo era uma seca. O pai estava ligado aos livros e cedo aprendeu que ler é como respirar. Ler é uma grande companhia. Ler é aprender a ser livre. Frank Sinatra fora também uma das influências da sua vida que iria conservar até morrer. Sabia trinta canções de cor e ali não se perdia uma palavra, a maneira de fasear. Vê-lo ajudou-o a mexer as mãos, a estar em cima de um palco, a fazer do palco a sua sala de estar. De vez em quando dizia piadas. “Devo-lhe tanto!” Rematou.

A pergunta se já tinha cantado um fado escrito por si, Carlos do Carmo exclamou “Que horror!” “Eu sou um analfabeto, um infoexcluído, escrevo à mão coisas parecidas com poesia!” Mas tivera a sorte de ter os grandes poetas a escrever para si. E tudo poemas ralhados, discutidos verso a verso! Outras vezes contara com a ajuda da mulher, licenciada em Filosofia, e figura incontornável na sua vida, para o ajudar na escolha dos poemas. Por sua vez o filho, Gil do Carmo, de quem disse ter ficado orgulhoso por ter seguido a carreira de cantor, sabia compor e estudara no Berklee College of Music em Boston, embora não tivesse tido tanta sorte porque se deparara com uma sociedade muito mais competitiva.

À pergunta se mudaria algo na sua carreira, respondeu que não e que sempre arriscara. Não separava o fadista do cidadão. Já apanhara muita pancada por não querer agradar a tanta gente e logo não mudaria nada. 

À pergunta se se considerava uma referência, deixou claro que não, que não tinha a mania que era incontornável. Sentia-se reconhecido. Apenas isso. Mas também tinha inimigos. Fazia parte de se ter amigos. E sentia-se um homem com sorte, sobretudo quando a sua voz voltou. Tivera sempre sorte!

À pergunta “Considera a sua vida uma valsa a mil tempos”? Carlos do Carmo mostrou-se surpreendido. Nunca lhe haviam feito essa pergunta demolidora mas era capaz de ser mesmo assim, era provável que a sua vida tivesse sido assim… uma valsa a mil tempos. E depois de uma pausa e de mais um trago de água, agradeceu ao aluno por tê-lo ensinado a refletir sobre a sua vida dessa maneira.

A 1 de janeiro de 2021, vítima de um pós-operatório a um aneurisma da aorta abdominal, a valsa a mil tempos foi interrompida mas a sua voz perdurará para sempre e o rosto do fado será sempre o seu. Até sempre Carlos do Carmo!

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EXPOSIÇÃO "O FADO EM NÓS_VIAGEM PELO FADO COM CARLOS DO CARMO"

Os alunos do 6.º E e 6.º D organizaram uma exposição de ilustrações baseadas nas canções imortalizadas pelo grande Carlos do Carmo que estará patente ao longo do mês de Junho de 2017 na Galeria Almada Negreiros. A mesma intitulou-se “O Fado em Nós”








EXPOSIÇÃO "HAPPY CHILDREN'S DAY"

Sob a orientação da Professora Ana Isabel Oliveira, os alunos dos Cursos EFA do Estabelecimento Prisional de Sintra, decidiram homenagear o Dia da Criança na disciplina de Inglês, realizando para isso postais alusivos aos direitos inalienáveis da criança. Os mesmos foram depois oferecidos à Biblioteca Escolar no dia 1 de junho.

O Dia das Crianças é reconhecido em várias nações ao redor do mundo para homenagear as crianças, embora a data efetiva da sua comemoração varie de país para país.

Foi proclamado pela primeira vez durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança em Genebra em 1925, sendo celebrado desde então o Dia Internacional da Criança a 1 de junho - adotado em países como Angola, Portugal e Moçambique.

A ONU reconhece o dia 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança, por ser a data em que foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989.

Os mesmos foram expostos na Biblioteca Escolar D. Carlos I onde ficarão expostos até ao final do mês de junho!

A Biblioteca Escolar D.Carlos I agradece esta gentil oferta por parte dos alunos dos Cursos EFA!