Com o objetivo de apoiar diretamente o currículo, promovendo o bom uso da língua portuguesa pelos alunos do 3.º ciclo, todas as turmas do 9.º ano foram convidadas a participar nas Olimpíadas do Bom Português.
Assim, numa parceria com a Raiz Editora, as mesmas decorreram na Biblioteca D. Carlos I nos dias 29 e 31 de maio.
Ao estilo do concurso "Quem quer ser milionário?", cada turma organizou-se em grupos, compostos por 4 a 5 elementos, tendo elegido um porta-voz.
Os grupos vencedores de cada turma irão posteriormente concorrer entre si numa "Finalíssima" - com data a anunciar oportunamente - de onde sairá o grupo vencedor da EB D. Carlos I.
Todos os grupos vencedores receberam um conjunto de fantásticos brindes.
Atividade: Exposição “Candeeiros Sustentáveis à maneira de um artista ou movimento artístico”
Data de Realização: Maio de 2024
Na disciplina de Expressão Artística, os alunos dos 9.º ano foram desafiados a criar um candeeiro sustentável, através da reutilização de diversos materiais, de forma a reduzir a sua pegada ecológica.
Com base na metodologia projetual, os alunos, depois de pesquisarem, procederam ao registo gráfico das suas ideias, de forma criativa, sustentável e inspirada num artista ou movimento artístico.
Seguiram-se momentos de experimentação e de contacto com diversos materiais, de modo a construírem a estrutura do candeeiro.
Pretendeu-se consciencializar os alunos para a mudança de atitudes e de comportamentos, face ao ambiente, através da integração das políticas de proteção ambiental, integrando os “5 R’s - Reduzir, Reutilizar, Recuperar, Renovar e Reciclar”, estimulando a sua participação ativa e criativa.
Os alunos aderiram com muito entusiasmo ao desafio proposto e elaboraram os seus trabalhos com bastante criatividade.
Objetivos:
- Explorar e comunicar ideias conectando pensamento, imaginação, sentidos e
sentimentos, desenvolvendo a sensibilidade estética e artística;
- Transformar ideias criativas em obras expressivas que comunicam significados,
através da ação criativa e intuitiva;
- Desenvolver a literacia em artes.
- Promover a consciencialização e responsabilização por uma cidadania ambiental
Decorreram nos dias 22 e 24 de maio de 2024 nas turmas do 6.º B e 6.º G, respetivamente, mais duas sessões deste ano letivo dos CLE – Clubes de Leitura na Escola – nas turmas do 6.º ano.
Assim, e no âmbito das atividades dos Clubes de Leitura na Escola, as três turmas tiveram a oportunidade de assistir a um encantatório teatro de fantoches ao som de Rodrigo Leão, e que teve por base a fábula a preto-e-branco de Shel Silverstein: A Árvore Generosa.
A obra é uma fábula sobre a amizade, a consciência ecológica e a passagem para a vida adulta. Os estreitos laços que aproximam o menino e a árvore transformam-se, pouco a pouco, em distância e silêncio.
Ela sempre acolhe e oferta; ele tudo pede e retira. A árvore propõe uma relação de troca sincera e desinteressada - essa que o menino parece desaprender à medida que cresce e se torna adulto.
A obra foi ainda ponto de partida para uma segunda sessão de Filosofia para Crianças com base na obra explorada, em que os mais novos questionaram e analisaram alguns dos conceitos veiculados na história, tais como “felicidade”, “altruísmo”, “amizade”, “preservação ambiental”.
Através de um diálogo socrático, os alunos puderam verbalizar o seu pensamento e estabelecer um confronto de ideias, desenvolvendo a sua capacidade de pensar em conjunto e, consequentemente, caminhar no sentido de se tornarem cidadãos autónomos, com sentido crítico e consciência moral, e sobretudo capazes de agir em conjunto em prol de um bem comum e de uma sociedade mais justa.
Um dos momentos mais agradáveis foi quando alguns dos alunos estabeleceram um paralelismo literário entre a A Árvore Generosa de Shel Silverstein e o fabuloso conto “O Príncipe Feliz” de Oscar Wilde.
Num exercício de associação, os alunos foram capazes de recordar o conceito de altruísmo e abnegação veiculados na obra de Wilde e identificar a similitude entre a árvore, que por amor se dá por inteiro a um menino, e o jovem príncipe, que também através de um amor supremo, até dos seus olhos se desfaz para ajudar os pobres da sua cidade.
Sem dúvida que com esta sessão se cumpriu com um dos objetivos deste projeto de leitura, que é o de levar os alunos a participar em ações favorecedoras da formação cívica, do desenvolvimento do pensamento crítico e de uma sensibilização para as questões de ordem cultural e social.
“Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à biblioteca”.
Decorreram nos dias 16 e 23 de maio de 2024, mais duas sessões do Projeto “Newton Gostava de Ler” para os Núcleos de Consolidação com Desenvolvimento da EB D. Carlos I.
A obra trabalhada foi O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. Le Petit Prince é uma novela do escritor, aviador aristocrata francês Antoine de Saint-Exupéry, originalmente publicada em inglês e francês em abril de 1943 nos Estados Unidos.
Como exercício de pré-leitura os alunos foram convidados a observar a famosa imagem da jiboia a digerir um elefante, a mesma que o Principezinho mostrava às pessoas grandes, perguntando se o seu desenho lhes metia medo, ao que invariavelmente elas respondiam com “ Porque havia um chapéu de meter medo?”. Demonstrando que ao contrário dos adultos que precisam sempre de explicações, ao ponto de uma criança se cansar de ter de lhes explicar tudo, muitas foram as hipóteses aventadas, tendo inclusive uma aluna descrito a imagem como uma cobra grávida.
Depois deste desafio inicial, os nossos convidados puderam ouvir a narração de alguns excertos desta obra poética que descreve a viagem de um pequeno príncipe de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto, numa maravilhosa sequência criativa evocando não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino.
Ainda durante a primeira parte deste encontro os alunos puderam manusear uma semente verdadeira de embondeiro, das mesmas árvores gigantescas que ameaçavam o asteróide B-612.
Habitavam também o pequeno planeta três vulcões, dois ativos e um extinto. E foi esta existência que deu o mote para mais um fascinante novo módulo do projeto Newton: “ A Grande Erupção”.
Após o visionamento das partes que constituem o nosso planeta, núcleo, manta e crosta terrestre, os alunos observaram o posicionamento dos continentes sobre as placas tectónicas, os mesmos que há muitos milhões de anos eram um só e se denominavam por Pangeia.
Foi com espanto que os alunos descobriram que os vulcões são o resultado da movimentação dessas placas tectónicas no interior da Terra, que, por causa desse movimento, podem chocar-se, tocar-se levemente ou mergulharem umas sob as outras.
Antes da parte experimental da sessão, houve ainda lugar para a análise da constituição de um vulcão, com a sua câmara magmática, chaminé e cratera e fazer um périplo pelos mais famosos vulcões do nosso planeta, quer os extintos, como os do Domicílio do Diabo no parque nacional Pali Aike no sul do Chile ou do Krafla na Islândia, quer os cerca de 1300, 1600 que ainda continuam ativos.
As grandes erupções vulcânicas na História provocaram enorme espanto e admiração, sobretudo a do Vesúvio em 79 d.C. que espalhou uma nuvem mortal de rochas, cinzas e fumo a uma altura de mais de 30 quilómetros, cuspindo lava e pedras a uma proporção de 1,5 milhão de toneladas por segundo e libertando no total uma energia térmica centenas de milhares de vezes maior do que a do bombardeamento de Hiroxima.
Também, a erupção do Monte Tambora, a erupção mais mortal da história humana recente, enviando cinzas vulcânicas 40 km céu acima e matando 120.000 pessoas, fez arredondar os olhos e as bocas de quem assistia. Este monstro causou uma série de tsunamis gigantescos e graças à enorme quantidade de dióxido de enxofre emitida, o mundo experimentou uma queda severa de temperatura.
A sessão terminou com uma erupção mais modesta, mas ainda assim muito entusiasmante, de um pequeno vulcão feito de massa de modelar pela D.ª Maria José Matos, membro da equipa da Biblioteca Escolar D. Carlos I, e a quem muito agradecemos mais uma demonstração das suas mãos de fada.
Com um pouco de vinagre, corante vermelho, bicarbonato de sódio e algum detergente em pó, deu-se uma verdadeira explosão de alegria e gritos de euforia que nos relembrou a todos que realmente o essencial é invisível aos olhos.
Quem foi Antoine de Saint-Exupéry?
Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon, em 1900. Desde cedo sentiu grande vocação para a aventura. A sua maior ambição era ser oficial da marinha, mas ao chumbar no exame de admissão, enveredou pela aviação.
Tornou-se assim piloto aos 27 anos e participou ativamente em perigosas missões sobre o Mediterrâneo, o Deserto do Sahara e os elevados cumes da Cordilheira dos Andes. Voar era para Saint-Exupéry uma reflexão sobre a solidão, a amizade, o verdadeiro significado da vida, a condição humana e a liberdade.
Devido a problemas financeiros da companhia de aviação, Saint-Ex, como era chamado pelos companheiros e amigos, tornou-se jornalista, viajando um pouco por todo o mundo.
Com a chegada da 2ª Guerra Mundial, Saint-Exupéry alistou-se no exército francês, mas rapidamente teve que abandonar o seu país natal refugiando-se nos EUA. Aí, na Terra das Oportunidades deu asas à sua imaginação e tornou-se escritor.