terça-feira, 18 de junho de 2024

TEATRO PARA GRAÚDOS COM MARIANA MAGALHÃES

O grupo “Teatro para graúdos” surgiu pela vontade de iniciar um grupo teatral que envolvesse todos os graúdos do Agrupamento de Escolas D. Carlos I. 
Assim, no ano letivo 2023/2024 iniciou-se esta aventura, dirigida pela artista residente Mariana Magalhães, na companhia de várias companheiras e alunas assíduas, sendo estas as professoras: Cristina Didelet, Regina Lambiza, Fernanda Azevedo, Joana Martins, Mónica Lopes, Vera Street, Andreia Serineu e Ana Filipa Nunes.


O grupo encontrou-se quinzenalmente, muitas vezes aos fins de semana, na escola D. Carlos I, de forma a cumprir essa vontade de construir um espetáculo teatral. Podemos dizer que estes encontros se basearam em jogos teatrais, em redescobrir o “brincar”, na leitura de obras dramáticas, mas, também, em partilhas profundas entre um conjunto de pessoas que, normalmente, só se encontrariam no contexto laboral. 


Após muitas discussões, o grupo chegou à conclusão de que gostaria de apresentar um espetáculo que estivesse relacionado com a temática do 25 de Abril, de forma a dar resposta às celebrações dos 50 anos do 25 de Abril que aconteceram ao longo de todo o Agrupamento.


O conto principal “Morais Soares n.º7”, no qual se baseou o espetáculo, foi escrito pela artista residente e encenadora Mariana Magalhães, e aborda a história de uma mulher de nome Maria da Liberdade, que nos apresenta o 25 de Abril através dos olhos de uma mulher de 77 anos que, por ironia do destino, nasceu no dia que havia de ficar conhecido em Portugal como a Revolução dos Cravos. E, porque a Revolução foi feita por muitas vozes, acrescentou-se a este conto outras palavras de resistência, como poemas de Sophia de Mello Breyner, de Manuel Alegre e alguns trechos de jornais ou artigos históricos alusivos à implantação da 1º República em Portugal. 


Como as vozes da revolução não são apenas discursos, o espetáculo incluía ainda canções como a de Sérgio Godinho “Que Força é essa”, o hino de liberdade “Bella Ciao” e, na apresentação final, “Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho e “Amanhã de Manhã” do grupo feminino As Doce.

A primeira apresentação concretizou-se no dia 24 de Abril, no âmbito das comemorações do 25 de Abril no Agrupamento, na sala de professores da Escola D. Carlos I e contou com a participação das professoras acima mencionadas. Contou ainda com a participação do aluno José Afonso do 9.º C que dançou uma dança alusiva à liberdade. No som, contou com a ajuda preciosa do professor Victor Santos. 


Todos os adereços presentes na apresentação foram doações das participantes. O Gangue da Malha construiu uma bandeira de Portugal especificamente para este espetáculo e, a D.ª Licínia Martins e a D.ª Helena Costa fizeram a leitura de um texto alusivo aos direitos da mulher.

A segunda e última apresentação concretizou-se no dia 18 de junho, na sala de professores da EB D. Carlos I. A esta apresentação juntou-se a professora Manuela Vaz que, impressionada com a primeira apresentação, quis juntar-se a este grupo de mulheres. 
A segunda apresentação pretendia contar a história de Maria da Liberdade até ao fim, já que a primeira apresentação apenas abriu o apetite e deixou a história em aberto.

Agora que terminou o ano letivo, ficam as saudades, os abraços partilhados, os sorrisos rasgados e a esperança de que o grupo regresse para o ano, com mais histórias para contar.

Mariana Magalhães, Artista Residente do AE D. Carlos I



sexta-feira, 14 de junho de 2024

BIBLIOTECA ESCOLAR ESTEVE PRESENTE NO ARRAIAL DA EB D. CARLOS I

No dia 14 de junho de 2024, a Biblioteca Escolar participou, como faz sempre, no Arraial anual da EB D. Carlos I, e pelo segundo ano consecutivo com uma "Feira do Livro Usado". 

Na azáfama de participar em todas as atividades lúdicas, visitar as exposições ou comprar iguarias nas mais variadas barraquinhas, os visitantes não deixaram de adquirir, a preços simbólicos, os livros usados mas como novos que tínhamos à venda. As férias grandes estão à porta e há mais tempo para lazer e prazer de ler. 

Foi mais um dia muito feliz para toda a comunidade escolar e educativa e no qual a Biblioteca Escolar D. Carlos I não poderia deixar de estar presente! 


















segunda-feira, 10 de junho de 2024

PROJETO BIBLIOTECA AO LEME DA INFORMAÇÃO

Ao longo deste ano letivo, a BE/CRE D. CARLOS I organizou e realizou várias sessões do Projeto "Biblioteca ao Leme da Informação" cujo foco foi precisamente a literacia da informação. 


Assim, durante os dois semestres, as turmas de 5.º ano passaram pela Biblioteca Escolar onde assistiram a apresentações sobre o tema “Como fazer uma pesquisa e elaborar um trabalho escolar”. 

As sessões decorreram sempre à segunda-feira e foram dinamizadas pela Professora Maria Moscoso. Os alunos, acompanhados pelos seus professores, no calendário pré-estabelecido desde o início do ano, tiveram a oportunidade de ficar a conhecer o tipo de fontes que existem na biblioteca e na Internet, como fazer uma pesquisa corretamente, como tratar a informação e como elaborar o texto de um trabalho, desde o seu índice até à indicação correta da bibliografia e Webgrafia. 

Insistiu-se sobretudo nas fontes e no tratamento da informação, uma vez que muitos alunos estão mais habituados a “copiar e colar” informação para os seus trabalhos escolares. Também se valorizou o respeito pelos direitos de autor, inclusive a nível das imagens. 

Toda a informação fornecida aos alunos foi posteriormente colocada na Classroom de cada turma em forma de PowerPoint, pela Pprofessora Bibliotecária, para assim os alunos poderem consultar e rever, quando fizessem um trabalho de qualquer disciplina. 

Os alunos mostraram-se sempre interessados e participativos em relação a esta atividade. E também admirados, sobretudo com as implicações dos direitos de autor de livros, músicas, filmes e outros. Esperemos que estes ensinamentos tenham dado, ou venham a dar frutos!

sexta-feira, 7 de junho de 2024

OFICINA ARTÍSTICA DO PROJETO "O MUSEU AQUI E AGORA E O FUTURO QUE LÁ MORA!"

No âmbito do projeto “O Museu Aqui e Agora e o Futuro que lá Mora”, decorreu no dia 7 de junho de 2024 uma oficina orientada pela Ilustradora Joana Paz e na qual participou o Núcleo de Consolidação com Desenvolvimento da EB D. Carlos I. 


A observação e os registos dos fósseis, feitos no Museu de História Natural de Sintra, bem como o material de inspiração visual impresso, foram o ponto de partida para as pinturas das placas de um totem. Assim, em cada placa de cartão distribuída, cada um dos alunos participantes representou a imagem de uma criatura selecionada, inserindo deste modo os animais no ambiente em que viviam — no mar, na terra ou no ar. 

No seu conjunto, o totem resultante acabou por constituir uma timeline ilustrada onde se pode observar a evolução da vida na terra

 PREPARAÇÃO DA ATIVIDADE / MATERIAL DE INSPIRAÇÃO VISUAL

Antes do dia da atividade, foi feita uma recolha de material visual para facilitar e suportar as representações visuais. No caso dos nossos alunos, e tendo sido escolhido o Museu de História Natural de Sintra, recorreu-se sobretudo a imagens/ilustrações de caráter científico, tendo estas referências visuais ficado colocadas nas mesas ao lado das placas.



A turma foi dividida em grupos e essa divisão correspondeu às eras do Museu de História Natural de Sintra, ou seja, um grupo ficou com o tema da Terra primitiva e a origem da vida, ilustrando o planeta Terra em chamas a ser invadido por meteoritos; um outro grupo de alunos ficou com o tema da explosão de vida no Paleozóico, ilustrando a vida que surge na água, os seres marinhos primitivos e as criaturas que começam a sair da água; um terceiro grupo ficou com o tema do Mesozóico, a era dos dinossauros; e finalmente um quarto grupo ficou com era dos grandes mamíferos e dos primeiros hominídeos, o Cenozóico.

Os pratos de tinta e os frascos ficaram no centro das mesas de trabalho As tintas acrílicas foram dispostas em pratos de papel, em pequenas quantidades, organizadas segundo a rodas das cores. 

O primeiro registo a ser feito foi alusivo à COMPOSIÇÃO, de forma a que os alunos ganhassem  consciência do espaço que a prancha oferece, levando também em consideração os cortes de encaixe das placas.

Como os alunos não podiam utilizar lápis de carvão ou outro tipo de material de desenho para o esboço - apenas eram permitidas as tintas acrílicas – o mesmo foi inicialmente feito com recurso à tinta amarela, diluída em água para ficar mais clara. Posteriormente essas linhas foram integradas na pintura, acabando por desaparecer.

Deste modo, os alunos procuraram fazer um desenho que ocupasse a área disponível da placa, pensando-se na composição a partir do seu centro.

A ilustradora Joana Paz orientou os alunos no sentido de refletirem sobre o desenho que iriam fazer, delineando suavemente com tinta amarela a figura central, assim como outros pormenores relevantes para a composição.


De seguida os alunos foram convidados a pensar nas cores que iriam utilizar. As indicações que receberam foram as de que, para aumentar o efeito estético, deveriam recorrer a cores ou tonalidades contrastantes, e que deveriam considerar utilizar as cores correspondentes às diferentes eras. Por exemplo, fundos azuis para as representações do período Paleozóico, fundos verdes para o período do Mesozóico, fundos laranjas/amarelos para o período Cenozóico.

Ainda, as figuras deveriam ser representadas com cores que fizessem contraste com os respetivos fundos. Por exemplo, sobre fundos azuis foi sugerida a utilização de castanhos e laranjas para a figura central, de forma a criar-se um bom contraste entre fundo e figura.

Depois da figura levemente delineada, sugeriu-se trabalharem o fundo com os tons de referência, incentivando-se deste modo os alunos mais tímidos a avançarem com a pintura do fundo enquanto a figura se ia tornando mais evidente. Por outro lado puderam criar texturas de cor, utilizando diferentes tonalidades.





Após a pintura dos fundos, os alunos passaram para a pintura das figuras centrais, com as cores escolhidas. No final, retocaram toda a zona fronteira entre figura e fundo, assim como alguns pormenores. Nesta fase puderam recorrer ao branco para criar pontos de luz e a tons mais escuros para criar zonas de sombra.

A utilização do preto foi desaconselhada pois facilmente contamina as outras cores, criando borrões de cinzas e negros que não se conseguem corrigir. Os alunos foram incentivados a utilizar um azul muito escuro ou um castanho muito escuro para substituir o preto.

Um das estratégias implementadas foi a de incentivar os alunos a encontrar a sua própria expressão em vez de se limitarem a copiar uma expressão plástica. 




Após a finalização das pinturas as placas ficaram a secar à volta de meia hora, após o que se procedeu à construção do totem.

Sequencialmente, na ordem da timeline, começando-se pelas placas que representam a Terra incandescente, depois as placas do período Paleozóico, etc., cada aluno trouxe a sua placa, apresentou-a à turma explicando o que pintou e acrescentou-a ao totem. 

A sessão terminou com uma breve conversa com os alunos para se perceber quais as dificuldades com que se depararam e o que mais gostaram de fazer, o que funcionou como uma celebração do trabalho efetuado.