sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

SALA 1 DO JI VEIO AO PROJETO NEWTON FAZER GELADO SEM FRIGORÍFICO

  “Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à biblioteca”

No dia 21 de fevereiro de 2025, os alunos da sala 1 do Jardim de Infância da EB D. Carlos I, vieram à Biblioteca D. Carlos I participar numa sessão deste projeto que teve como pano de fundo a realização de um “GELADO CIENTÍFICO”. 


A primeira parte da atividade prendeu-se com o visionamento de um excerto do filme A Idade do Gelo 2: Descongelados de Carlos Saldanha. 

"Manny, Sid e Diego estão de regresso numa nova e incrível aventura. A Idade do Gelo chegou ao fim e os animais estão deliciados com o seu novo mundo - um paraíso descongelado, cheio de parques de água, géisers e poços... Mas quando, Manny o mamute, Sid a preguiça e Diego o tigre, descobrem que as milhas de gelo derretido poderão inundar o seu vale, eles têm de avisar os outros animais seus companheiros, e de alguma maneira encontrar um caminho para escaparem ao dilúvio que se aproxima."




Num ambiente de diálogo informal, a segunda parte da sessão foi dedicada à exploração dos conteúdos científicos. Os alunos começaram por conhecer a história do gelado ao longo da história, nomeadamente que a palavra  “Sberbeth”, ou seja “Neve Doce” em árabe, originou a atual palavra “Sorvete”, mistura de neve com mel e sumos de fruta. 

Os alunos aprenderam também alguns factos sobre a origem das essências naturais, dos aromatizantes artificiais e da sacarose. 
A apresentação teórica acabou com a explicação, passo a passo, do processo de transformação da emulsão de gordura em gelado.




A terceira parte da atividade consistiu na confeção por parte dos alunos de gelado de acordo com as fases de fabrico aprendidas. 
O resultado foi um delicioso gelado apresentando as habituais características de suavidade, corpo e  sabor que nenhum dos presentes quis deixar de provar!
















quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

DIA INTERNACIONAL DAS RAPARIGAS E MULHERES NA CIÊNCIA

Dia 11 de fevereiro celebra-se o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, uma iniciativa criada em 2015, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, como forma de alertar para a desigualdade de género que penaliza as oportunidades e carreiras das mulheres nos domínios da ciência, da tecnologia e da inovação.

Para ilustrar esta luta, nada melhor do que o visionamento de filmes onde se demonstre  o papel preponderante das mulheres para o avanço da ciência.

Assim, de 11 a 20 de fevereiro, no âmbito das atividades do Plano Nacional de Cinema e em articulação com as docentes de Físico-Química, foram realizadas 16 sessões para todas as turmas do 9.º ano  e alunos dos Cursos de Educação e Formação na Biblioteca Escolar D. Carlos I, onde estes tiveram a oportunidade de visionar os filmes Radioactive, um filme sobre Marie Sklodowska, e Hidden Figures, um filme sobre Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson,  três mulheres afro-americanas cujos cérebros brilhantes lhes valeram cargos na NASA, apesar da segregação racial e sexual ser ainda uma realidade. 



Marie Curie foi efetivamente uma mulher extraordinária, que, mesmo numa época onde imperava o machismo e a xenofobia, venceu preconceitos e trabalhou arduamente, realizando descobertas que tiveram um forte impacto no mundo. 



As suas conquistas, dois prémios Nobel, o facto de ter sido a primeira mulher a lecionar na Universidade de Paris, revelaram-se tanto ou mais extraordinárias considerando o machismo que imperava na época e as dificuldades que daí decorriam, nomeadamente as que sentiu no exercício das suas atividades académicas e na obtenção de recursos e equipamentos para as suas pesquisas. 

Marie também foi vítima de preconceito por ter se envolvido com um homem casado, que não sofreu as mesmas ofensas públicas, após o falecimento de seu marido Pierre Curie.


Início da década de 1960. Os EUA e a União Soviética encontram-se em plena Guerra Fria. A disputa pela corrida espacial entre as duas potências é uma evidência e nenhum dos países está disposto a perder a oportunidade de colocar o primeiro homem no espaço. 

Numa época em que os computadores eram ainda muito rudimentares, foram as suas extraordinárias capacidades de cálculo matemático de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson que definiram as complexas trajectórias que tornaram possível colocar na órbita da Terra o astronauta John Glenn, no dia 20 de Fevereiro de 1962. 

Tornou-se assim o primeiro norte-americano a fazê-lo. O soviético Yuri Alekseyevich Gagarin, a bordo da nave Vostok 1, já o tinha conseguido em de Abril do ano anterior. 


Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson


 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

SEMANA DOS AFETOS NO AE D. CARLOS I

Decorreu de 10 a 14 de fevereiro de 2025 no AE D. Carlos I a Semana dos Afetos

Para além da exposição de trabalhos alusivos à efeméride, alguns provenientes de outras escolas do Agrupamento, todos os elementos da comunidade educativa foram convidados a deixar uma mensagem de afeto numa caixinha construída para esse efeito. 












A D.ª Maria José Matos e a D.ª Célia Sebastião, membros da equipa da BECRE D. Carlos I foram os cupidos de serviço e trataram de distribuir pelas várias turmas, assistentes operacionais e professores, as muitas mensagens de amor e amizade que encheram de alegria os seus destinatários. 




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

APRENDER A COZINHAR COM LEONARDO DA VINCI NO PROJETO NEWTON

“Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à biblioteca”.



Nos dias 22 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025 , os alunos do 7.º E e 9.º B, respetivamente, vieram à Biblioteca D. Carlos I participar numa sessão deste projeto que teve como pano de fundo a realização de uma “Experiência Emulsionante”. 

Assim sendo, a primeira parte da atividade prendeu-se com a leitura de alguns excertos do livro Notas de Cozinha de Leonardo da Vinci de Shelagh Routh e Jonathan Routh. 

Poucas pessoas no mundo devem desconhecer quem foi Leonardo da Vinci, ou melhor, Leonardo di Ser Piero da Vinci, uma das mais importantes figuras do Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. 

São mundialmente famosas as pinturas deste génio incomparável. Quem não conhece as famosíssimas pinturas de Mona LisaA Última CeiaSalvator MundiHomem VitruvianoVirgem das Rochas ou a Dama com Arminho?


Nos livros de história Leonardo da Vinci é frequentemente descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. Na verdade, Leonardo da Vinci afigura-se-nos como uma personagem sobre-humana, dotada dos talentos mais diversos, que se interessou profundamente por quase todos os assuntos e lançou as bases para muitas das invenções da civilização moderna. 

Aquilo que muitos alunos não sabiam, e descobriram com esta sessão, foi que este grande génio do Renascimento sempre teve um interesse especial pelos assuntos relacionados com a comida. Em boa verdade, desconhecia-se esta faceta do invulgar mestre do Renascimento, ou até que tivesse escrito sobre o tema da culinária, até ao aparecimento daquilo que hoje é conhecido como Codex Romanoff

Jonathan Routh foi um apresentador de TV e ator britânico. Ele e a sua última esposa, Shelagh Marvin Routh, publicitária, atualmente residente em Itália, foram responsáveis pela perseguição da pista culinária de Leonardo da Vinci, que deu origem à revelação do chamado Codex Romanoff, a partir de uma cópia de um manuscrito com uma nota que reza assim: «Este é o texto que eu, Pasquale Pisapia, copiei por extenso a partir do manuscrito de Leonardo da Vinci, que agora se encontra no Ermitage, em Leninegrado».

O Codex Romanoff é portanto o que se julga ser o Caderno de Apontamentos de Leonardo sobre tudo o que se relacionava com cozinha, desde as receitas até à etiqueta à mesa. Pensa-se que este caderno foi sendo escrito,  na sua habitual caligrafia espelhada, enquanto desempenhava o cargo, durante vários anos, de «Mestre de Festas e Banquetes» na corte de Ludovico Sforza. 

A leitura deste livro, ilustrado com desenhos de da Vinci, revela-se tão fascinante quanto hilariante. Graças a uma enorme profusão de receitas, descrições de regras de etiqueta à mesa e anotações diversas, ficamos a conhecer a sua devoção obsessiva pela comida, a forma de a preparar e apresentar,  

Quem diria que foi  Leonardo da Vinci o inventor do guardanapo, da máquina de fazer spaghetti e da Nouvelle Cuisine, entre outras coisas? 

A par de alguns excertos muito interessantes sobre a criação de máquinas extraordinárias, multiplicam-se os episódios supremamente divertidos sobre a muita fraca etiqueta à mesa dos comensais da corte de Ludovico Sforza e até de uma tentativa falhada de Leonardo de introduzir o guardanapo nos hábitos de higiene da altura.  


Após a leitura destes episódios que arrancaram bastantes gargalhadas aos ouvintes, chegou o momento de os alunos deitarem mãos à massa e de se aventurarem na realização de uma atividade experimental, para a qual apenas necessitaram de um frasco com tampa, uma pedrinha, uma faca e um garfo e um pacote de natas frescas. 

A mesma consistiu em comprovar que, através da agitação mecânica, é possível originar a migração dos triglicéridos cristalinos (rígidos) para o exterior do glóbulo das bolas de gordura, danificando a membrana e expondo o seu conteúdo.  

Na verdade, não é preciso ser um génio do Renascimento para criar uma solução emulsionante e fazer manteiga está ao alcance de todos. 

O encontro terminou com uma saborosa prova de tostas com manteiga onde, graças a Leonardo da Vinci, nem faltaram os guardanapos. 

7.º E - 22 DE JANEIRO









9.º B- 5 DE FEVEREIRO