terça-feira, 17 de janeiro de 2023

2.º LIVRO DOS CLUBES DE LEITURA DO 5.º ANO

 Decorreram nos dias 10 e 17 de janeiro de 2023, respetivamente, mais duas sessões de promoção da leitura no âmbito do projeto CLE, Clubes de Leitura na Escola. 


A obra escolhida foi Fora de Serviço de António Mota. Ora este livrinho recomendado para o 5º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e leitura com apoio do professor ou dos pais, aborda a história de uma mãe explorada, cansada e ignorada, tanto pelos filhos como pelo marido, que um dia decide dar o seu grito do Ipiranga e ensinar uma importante lição à família. 

Contado através do ponto de vista de Rui, a personagem principal, a obra é um alerta para a condição feminina e a tão desejada igualdade de géneros. 

A primeira parte da atividade começou pela participação num divertido kahoot que permitiu descobrir como todos os detalhes da obra estavam ainda muito presentes nas mentes dos nossos membros do clube de leitura. 

Após este momento que provocou alguma euforia, sobretudo pelo uso do telemóvel em contexto de sala de aula, foi tempo de os jovens leitores refletirem sobre a mensagem mais profunda veiculada pelo texto.

Depois de desmistificadas expressões como “ajudar a mulher em casa” ou “abandonar os filhos para ir trabalhar” e onde foi fácil verificar como as palavras são importantes na  representação das ideias e na perpetuação de estereótipos, os alunos encetaram um diálogo sobre a igualdade de géneros na sociedade atual, constatando o muito que há ainda a fazer para mudar estes contínuos atropelos aos direitos das mulheres aprisionadas numa infindável dupla jornada. 





Basta ver as campanhas que pretendem sensibilizar a sociedade para a necessidade da partilha do tempo de trabalho pago e do tempo dedicado ao cuidado ou tarefas domésticas, basta ver que há em Portugal uma Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego que luta diariamente para mostrar que a igualdade é fundamental no equilíbrio da sociedade. 

Estudos recentes comprovaram que entre cozinhar, passar a ferro e cuidar dos filhos, as mulheres portuguesas afetam todos os dias mais de 1h30m ao trabalho doméstico do que os homens. Isto, mesmo nos casais em que ambos trabalham fora de casa e partilham as despesas. 

A perceção destas desigualdades é mínima pelo facto de estas práticas estarem de tal forma enraizadas na sociedade. As mulheres abdicam muito mais do que os homens do tempo para si próprias e deixam de fazer coisas que também lhes dariam gratificação. 

Ao colocar-se “fora de serviço” Isabel está a lutar contra esta naturalização do que continua a ser socialmente esperado das mulheres e a chamar a atenção para as injustiças que rodeiam a condição feminina.

Para além de uma experiência de leitura prazerosa como são todas as que António Mota proporciona, o encontro permaneceu um exercício de cidadania ativa e um contributo para a formação integral dos alunos. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

EXPOSIÇÃO "OLHÓ ROBOT"!

O projeto "OlhÓ Robot" foi realizado no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica nas turmas do 6.º D, 6.º F e 6.º H, aproveitando uma das aprendizagens estudadas: "Método de Resolução de Problemas".

Assim, os alunos tiveram de projetar um robot com materiais reutilizáveis, passando pelas diversas fases do Método de Resolução de Problemas até à conclusão do trabalho. 

Por fim, realizaram uma exposição coletiva e criativa com os trabalhos elaborados.

Professor João Rosinha





Informamos os nossos leitores que a exposição "OlhÓ Robot" estará patente na Galeria Almada Negreiros da escola sede ao longo de todo o mês de janeiro! 

Algumas alunas do 1.º Ciclo aproveitaram para admirar os trabalhos vencedores do Concurso de presépios. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

1.º LIVRO DOS CLUBES DE LEITURA DO 5.º ANO

Decorreram nos dias 6 de dezembro de 2022 e 3 de janeiro de 2023 as duas primeiras sessões do projeto Clube de Leitura nas Escolas (CLE) nas turmas do 5.º A e do 5.º E. 

Pelo terceiro ano consecutivo, a Biblioteca Escolar D. Carlos I aceitou o desafio lançado pelo Plano Nacional de Leitura de criar um espaço dedicado à partilha e socialização da leitura de um mesmo livro, onde professores e alunos possam questionar-se, pôr em comum as suas reflexões sobre os textos e debater os seus gostos acerca dos livros lidos. 

Dinamizar Clubes de Leitura é sempre uma forma de promover a leitura e de motivar para a leitura, com relação quer com a leitura orientada em sala de aula, quer com a leitura autónoma e partilhada, sejam estes realizados de forma presencial ou à distância. 

Como indica a ideia que subjaz ao projeto, a leitura não tem de ser obrigatoriamente uma atividade solitária. Através deste ponto de encontro e do debate das obras selecionadas, os alunos têm a possibilidade de melhorar as suas competências literácitas, partilhar experiências, desenvolver o sentido crítico, e sobretudo de se fazerem leitores! 

Considerando os gostos e interesses dos alunos do 5.º ano, a obra escolhida para as primeiras sessões foi O Meu Amigo Zeca Tum-Tum e os Outros de José Fanha. A história é contada do ponto de vista de José, um aluno do 5.º ano, e poderia passar-se numa qualquer escola do nosso país. 

Na turma do José há meninos de várias nacionalidades. Há a Maria Sarabandovitch, oriunda da Bielorússia, ou seja, era “Bielo meio Rússia, meio des-Rússia”; o Zeca Tum-Tum cujos pais eram de Cabo-Verde e passava a vida a “tumtuzar”, ou seja, a fazer Tum-Tum num tambor imaginário; o Pira-Pora, um dos meninos brasileiros cujo nome verdadeiro era Washington Petronilho Vademecum Azaraguá da Silva; o Tiago Ping-Pong que era chinês; e ainda um menino angolano e uma menina romena. Nesta amálgama de nacionalidades há ainda meninos de várias regiões do país: O Xico Cachola do Alentejo, o Zé Queijadas de Sintra; o Alberto Bê de Baca de Barcelos. Em comum tinham todos o facto de terem alcunhas descritivas das suas características. 

Graças a um valente encontrão que ia acabando em sarrafusca, estes alunos tão diferentes uns dos outros vão viver aventuras várias em que se confrontam com racismo e discriminação, acabando por, através de um saudável convívio em que as várias culturas a que pertencem se entrecruzam, aprender a viver numa sociedade com espaço para todos e onde é possível viver com igualdade e tolerância.

Ao desenvolver este tipo de relações interculturais, estes meninos do 2.º ciclo aprendem a ter respeito pela diversidade. E embora o aparecimento de conflitos seja inevitável e imprevisível, eles vão conseguir resolvê-los através do respeito e do diálogo. 

Mais do que um exemplo de multiculturalismo onde convivem diferentes culturas, línguas, religiões e costumes, este pequeno microcosmos funciona como um bom exemplo de interculturalidade em que várias culturas entram em interação de uma forma horizontal, sinérgica e onde nenhuma cultura está acima da outra. Há festas rijas em volta de cachupa de Cabo-Verde, chouriços de porco preto, sopa de ninho de andorinha e de barbatana de tubarão, feijoada à brasileira, queijadas e travesseiros de Sintra, filetes de polvo com arroz de tomate, tudo acompanhado ao som do violino de um país que em tempos pertenceu à antiga União Soviética. 

Assim, após um debate sobre as personagens e os principais acontecimentos da história, a segunda parte deste encontro aflorou o conceito de etnocentrismo e centrou-se em estabelecer a diferença entre multiculturalismo e interculturalidade. 

O multiculturalismo propõe a convivência num mesmo espaço social de culturas diferentes sob o princípio da tolerância e do respeito à diferença, mas não passa de um mosaico vertical, uma composição cultural sem verdadeira interação! O grande objetivo é o de crir um mundo intercultural onde se encoraja a interação de pessoas com vista a criar uma identidade coletiva que se baseia no pluralismo, nos direitos humanos, na igualdade entre homens e mulheres e não na discriminação. 

A ideia de uma educação multicultural desenvolveu-se a partir dos anos 60 com o movimento dos direitos civis acerca da justiça e igualdade para mulheres e pessoas de cor e tiveram como resultado a presença nas escolas de meninos e meninas de minorias, de grupos étnicos marginalizados. 

E foi precisamente a história dos movimentos dos direitos civis que deu o mote para a terceira parte desta sessão que se consubstanciou numa viagem através da história da segregação racial nos Estados Unidos, onde a separação de raças, principalmente para com os afro-americanos, foi imposta de forma legal ou por imposição social. 

Nesta terceira parte foram abordados temas como os das barreiras legais de discriminação racial; a existência de grupos de supremacia racial, como a Ku Klux Klan;  a violência usada para intimidar as comunidades negras presente nas canções e na poesia; as leis da antimiscigenação, o caso Rosa Parks; o movimento por direitos civis para negros no fim da década de 1950 e começo dos anos 60 e que graças a figuras proeminantes como Martin Luther King, Jr. ganharam notoriedade; a “Marcha sobre Washington”, até chegar à atualidade e a casos como os de Eric Garner em 2014 e George Floyd em 2016, culminando com o movimento “Black Lives Matter”. 

Os 90 minutos foram curtos para tanto que se disse e ficou por dizer. A sensação geral foi a de que é mesmo bom ler e depois partilhar leituras e opiniões. 

Acima de tudo homenageou-se o legado de tantos lutadores incansáveis pelos Direitos Humanos, reforçou-se a esperança de um dia vivermos numa sociedade igualitária onde não existe nenhum tipo de discriminação, e demonstrou-se como a leitura e o conhecimento nos podem fornecer importantes ferramentas para uma cidadania global.


"Strange Fruit" é uma canção cuja versão mais famosa é a de Billie Holiday. Condenando o racismo americano, especialmente o linchamento de afro-americanos que ocorreu principalmente no Sul dos Estados Unidos mas também aconteceu em outras regiões do país. "Strange Fruit" foi composta como um poema, escrito por Abel Meeropol (um professor judeu de colégio do Bronx), sobre o linchamento de dois homens de dois homens negros em Marion, Indiana, ocorrido em 7 de agosto de 1930. 

 Estranho Fruto

Árvores do sul produzem uma fruta estranha

Sangue nas folhas e sangue nas raízes

Corpos negros balançando na brisa do sul

Fruta estranha pendurada nos álamos


Cena pastoril do valente sul

Os olhos inchados e a boca torcida

Essência de magnólias, doce e fresca

Então o repentino cheiro de carne queimando


Aqui está a fruta para os corvos arrancarem

Para a chuva recolher, para o vento sugar

Para o sol apodrecer, para as árvores derrubarem

Aqui está a estranha e amarga colheita

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

NATAL NA BIBLIOTECA ESCOLAR D. CARLOS I

Desejamos a todos os nossos queridos leitores umas boas festas recheadas de inesquecíveis leituras e  relembramos que estaremos abertos durante todo o período de interrupção letiva.






A magia inconfundível de Natal já se espalhou por toda a escola! 




 

Bom Natal e um próspero Ano Novo de 2023! 

EXPOSIÇÃO DE MANDALAS















EXPOSIÇÃO DE PRESÉPIOS NA EB D. CARLOS I

Como tem sido prática no Agrupamento D. Carlos I, em anos anteriores, os docentes do Grupo de Artes Visuais apresentaram um concurso de presépios para todos os anos letivos assim como uma mostra de trabalhos realizados por algumas turmas de Mandalas feitas de rolos de papel. 

A exposição esteve patente à comunidade escolar junto à Biblioteca Escolar.

Relativamente ao concurso dos presépios, estes refletiram uma abordagem muito diversificada não apenas nos materiais, como também nas técnicas e parcerias de trabalho, como se pode constatar.

Os alunos da escola avaliaram os presépios e votaram, assim chegaram aos três primeiros lugares.


1º Lugar – Catarina Lopes 6ºB
2ºLugar – Afonso Marques 6ºA
3º Lugar – Rafael Borrego 5ºF e Miguel Borrego 6ºA


Foram entregues os prémios aos respetivos vencedores.

O Grupo de Artes Visuais agradece o trabalho colaborativo/interdisciplinar integrado nestes trabalhos.

Parabéns aos alunos envolvidos!

 Professor João Rosinha






Todos os presépios 




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