sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

MENSAGENS ULTRA SECRETAS NO PROJETO NEWTON

“Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à Biblioteca”.

























Decorreu no dia 10 de janeiro de 2025 mais uma incrível sessão do projeto “Newton Gostava de Ler” e que contou com a participação dos alunos do 6.º B

Para este novo módulo do projeto, a obra escolhida foi Mistério no Hospital, o segundo livro da fabulosa Coleção O Clube dos Cientistas

Antes da experiência foram ainda apresentadas algumas curiosidades sobre o instrumento com que iriam escrever a mensagem secreta: a pena de ave. A pena de ganso, corvo, águia, coruja, falcão ou peru foi o instrumento de escrita predominante na época medieval, mas a utilizada nesta sessão foi mesmo uma pena de gaivota com ponta de cotonete. 

Os alunos conheceram então o material necessário para a experiência, nomeadamente a "fenolftaleína". A fenolftaleína é um indicador de pH, ou seja, serve para medir o pH (acidez ou alcalinidade) de soluções. Apresenta-se normalmente como um sólido em pó branco ou em solução alcoólica como um líquido incolor. É pouco solúvel em água, porém solúvel em etanol (álcool etílico). 

Assim, de pluma em punho, cada grupo escreveu uma mensagem que teria de ser revelada pelo grupo seguinte, o que obviamente suscitou grande interesse e entusiasmo. 

Depois de dominada a técnica científica para escrever e revelar mensagens secretas, muitos foram os que apontaram imensos usos para esta técnica secreta, nomeadamente deixar uma mensagem escondida para os eleitos do seu coração. 


Sabiam que há mais maneiras de escrever e revelar mensagens secretas, como por exemplo escrever com sumo de limão e deixar secar? Depois, para revelar a mensagem é só passá-la a ferro!

Sabiam que o chamado cotonete ou haste flexível foi inventada em 1920 por um polaco naturalizado americano, chamado Leo Gersternzang?

Quem quiser aprender a construir e a decifrar enigmas misteriosos, basta vir à Biblioteca Escolar e inscrever-se neste fantástico módulo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

ESCRITA CRIATIVA

Primeiro dia de aulas depois da interrupção do Natal…

Época de concretizações, desejos, sonhos…

                                                                                 Professora Joana Pedras


Sentir a areia infiltrar hesitantemente o seu calor nos meus pés foi, naquele solarengo dia, como um banho gelado, apagando naquelas dunas as mágoas da semana anterior.

Permiti ao meu olhar passear-se pelo manto amarelo que ao longe beijava o azul cristalino do mar. Como que numa hipnose, causada por todo aquele ambiente, senti o cheiro marítimo, tocado pelo verde das algas no meu nariz, os raios de sol, estendendo-se desde a minha pele ao horizonte e as ondas rebentando nos meus ouvidos... No meio de todo aquele transe comecei a caminhar…Aquele azul marítimo chamava-me com o seu canto ribombante, com o seu salgado aroma, com o seu fresco encanto.

Toda esta beleza acabou, no entanto para minha infelicidade, naquele mesmo momento, quando uma dor aguda invadiu o meu corpo, chegando diretamente a partir dos dedos do meu pé. Levantei então o objeto dourado, culpado de toda aquela agonia.

-Uma lamparina!- pensei. enquanto imagens de génios, desejos e quantias inimagináveis de ouro se formavam na minha imaginação. Não pude evitar esboçar um leve sorriso, divertido com a minha inocência perante tal objeto.

As minhas feições sofreram, no entanto, uma rápida metamorfose quando da lamparina algo se libertou. Instintivamente atirei-a enquanto contemplava para meu terror uma forma bem definida de um homem de tons azulados, luxuosamente vestido formar-se, envolta numa névoa que num instante substituiu o aroma do mar por um forte cheiro desértico.

-Cumprimentos jovem amigo! - disse ele com um sorriso aberto no rosto enquanto me estendia a sua mão num gesto casual - Pedirá o seu desejo em breve ou poderei voltar ao meu descanso na minha agradável lamparina?

    Não sei o quão desentendida foi a cara que fiz naquele momento, o certo é que ele acabou a dar-me uma detalhada explicação do que tinha de fazer para pedir um desejo, no fim da qual, não tive outra reação se não rir-me. A cara do tal génio, completamente fechada, fez-me retomar rapidamente a compostura.

-Estou à espera - limitou-se a dizer, retirando do colete um relógio gigantesco onde apontou as horas.

    Fui por fim contagiado por toda aquela idiota seriedade e acabei a pedir o fim de toda aquela mágoa que antes na areia tinha por momentos afogado. Uma lágrima desceu timidamente do meu olho e sem ter de dizer mais nada, apenas mantendo a ideia no meu pensamento o ambiente alterou-se, o azul do mar foi substituído pelas brancas paredes do meu quarto e a areia cristalina foi substituída por um chão de madeira, tão bem por mim conhecido. Instintivamente olhei para o calendário e com uma chama de esperança no meu peito vi que as consultas de psicologia se tinham sumido das terças-feiras.

Subitamente uma brisa que apenas inflamou essa chama atravessou o ar na forma das palavras de minha mãe, banhadas numa doce serenidade: 

         - Querido vem jantar, o teu pai e a tua irmã já aqui estão à tua espera…

    "O teu pai está aqui", pensei enquanto as minhas lágrimas finalmente se desprendiam agora totalmente dos meus olhos, molhando o meu sorriso. Caminhei até à cozinha, tremendo de excitação, vendo então o mundo outrora desfeito reconstruído ao ver o meu pai e a minha mãe, lado a lado, sentados, com sorrisos desenhados nos seus lábios esperando por mim…

Lucas Lobo – 8.º C


    O sol brilhava como fogo e o céu estava lindo e azulado. O mar batia nas rochas com força e a areia queimava os pés. 

     Eu estava a passear pela praia e não resisti a molhar o corpo. A água estava fria, brilhante, limpa e pura. Como poderia alguém não dar um mergulho?! 

     Mal sentia os meus pés e quando dei por isso tinha a água pela cintura.

     De repente, vi algo a brilhar mais que o sol, tinha que o ter! Seria ouro? Ou uma embalagem brilhante? Tinha de descobrir…  Quando o tirei da água, aquele tesouro revelou a sua verdadeira forma. Não passava de uma lamparina ferrugenta, mas em mim, que sempre vi filmes sobre magia, experimentei esfregá-la. De súbito, saiu um génio da lamparina… Tinha a pele azulada e os olhos de ouro.

  Sem eu esperar, disse-me que, por tê-lo libertado, ia concretizar um desejo meu...Não podia acreditar, mas mesmo assim pedi para que o mundo fosse perfeito: sem guerra, fomes ou doenças… Apenas perfeito!

     O génio estalou os dedos e deixei de sentir por completo as minhas pernas…Depois, deixei de sentir as minhas mãos. Entrei em pânico, olhei à minha volta e as pessoas começaram a desaparecer…

  Compreendi tudo, e antes de tudo acabar, dei um mergulho para sentir a água pela última vez…

 

Maria Rita Frota – 8.º C



A areia estava quente, o mar azul e calmo, tão calmo como a minha professora de português…O sol a brilhava e o céu estava claro como nunca.

Nesse dia, estava eu na praia com os meus amigos quando decidi ir caminhar com o meu amigo Vasco, mais conhecido como Vascão. Estávamos a andar, há relativamente algum tempo, quando, de repente, uma enorme onda veio… A onda, que era tão grande como um prédio de sete andares, caiu sobre nós, trazendo com ela uma lâmpada… Para nosso espanto, do interior da lâmpada saiu um génio, dizendo:

-Rapaz, vejo que me encontraste e, por isso, irei conceder-te um desejo!

Depois de muito pensar, lembrei-me daquela aula de português e disse: 

-Senhor génio, o meu desejo serão cinco selos do “Continente”.

O génio ficou incrédulo, pois nunca ninguém tinha apresentado um desejo como aquele...

-Mas rapaz, podes pedir tudo o que quiseres e vais pedir isso? -perguntou ele.

-Sim, é um desejo para uma pessoa especial, a minha luz na escuridão… -respondi eu.

-Sendo assim, tudo bem, desejo concedido. -disse o génio, desaparecendo por entre as ondas com a sua lâmpada.

Devo explicar que pedi este desejo para a minha professora de português, visto que gosto muito dela e das suas aulas e também sei que a professora queria os selos para poder comprar a “panela” dos seus sonhos… Missão cumprida!


Gonçalo Parracho –  8.º B


OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA COM ROSÁRIO ALÇADA ARAÚJO

Decorreram no dia 9 de janeiro de 2025, duas magníficas Oficinas de Escrita Criativa ministradas pela escritora Rosa Alçada Araújo

Os alunos do 5.º B e do 5.º G foram os felizes contemplados para participar nas sessões e demonstraram enorme criatividade e entusiasmos em todas as atividades propostas. 

Esta atividade foi da responsabilidade da Biblioteca Escolar D. Carlos I em parceria com a Divisão de Educação e Juventude da Câmara Municipal de Sintra, no âmbito da Animação do Livro e da Leitura que tem como desígnio promover a melhoria dos níveis de literacia nas escolas do concelho.



A escritora posa junto ao placard do Escritor do Mês que presta homenagem à sua intensa criação literária









Estes são os trabalhos resultantes da pena criativa dos pequenos escritores: 

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA_5.º B



OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA_5.º G



quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

6.º A CONSTRÓI LÂMPADA DE GELO NO PROJETO NEWTON

 “Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à Biblioteca”.


Decorreu nos dia 8 de janeiro – 6.º A – mais uma fantástica sessão do projeto “Newton Gostava de Ler” e que teve como pano de fundo o módulo “Lâmpada de Gelo!”

A metodologia foi a já habitual neste projeto, partindo-se da leitura e exploração de um recurso literário, criam-se pontes para a realização de pequenas experiências científicas. 

Assim, os alunos começaram por ouvir alguns excertos dos capítulos mais hilariantes de Os Mistérios de Casimiro de António Pocinho e as gargalhadas foram mais que muitas. Como resistir a um livro que começa assim: 

“Chamo-me Casimiro e estou aqui como podia estar noutro sítio qualquer. Não fui eu que escolhi. Após ter passado por provas difíceis, que incluíram ecografias e diagnóstico precoce, fui selecionado para um lugar que estava em aberto aqui na Terra. No dia em que eu nasci, abriu uma vaga para meterem mais um habitante no planeta, e aqui estou eu. Não foi preciso cunhas nem nada. Fui escolhido porque precisavam mesmo de mim. Não sei ao certo qual é a minha missão, mas, para já, puseram-me a jogar à bola, a estudar a composição química do Universo, que é o sítio de onde eu vim, a fazer testes sobre tudo e mais alguma coisa e a ir para a cama a horas.
Será que eu tenho mesmo uma missão na Terra? Serei um enviado especial de uma cadeia de televisão de extraterrestres ou um agente secreto de outra galáxia, encarregado de enviar relatórios periódicos sobre a situação no mundo?”

Após a audição das aventuras e desventuras de Casimiro e das suas interrogações sobre algumas questões científicas, nomeadamente como arranjar um candeeiro, os alunos foram convidados a aventurarem-se também na construção de uma lâmpada de gelo. 

Assim, na segunda metade deste encontro os alunos adquiriram alguns conceitos sobre circuitos elétricos, a constituição de um Díodo Emissor de Luz ou Led, as principais diferenças entre um Led e uma normal lâmpada incandescente, a constituição de uma pilha e o fenómeno de transformação da energia química em elétrica. 

Depois desta explanação teórica, foi altura de cada grupo deitar mãos à obra e construir a sua própria lâmpada de gelo, necessitando para isso dos seguintes materiais: um balão de látex; Leds coloridos; fios elétricos; um suporte para duas pilhas; duas pilhas AA de 1,5 Volt;  fita isoladora; cordel; e uma resistência elétrica. 

Depois de uma noite no congelador e de alguma expetativa, o fulgor colorido pela refração da luz no interior do gelo fez arredondar de espanto a boca dos alunos, satisfeitos com o bonito resultado das suas atividades experimentais. 

Mais um módulo e de novo a confirmação de que a Biblioteca Escolar pode de facto transformar-se num espaço de ciência, promovendo a autonomia e as aprendizagens ao longo da vida.