terça-feira, 30 de abril de 2024

3.ª OFICINA DE LEITURA DO PROJETO "O MUSEU AQUI E AGORA E O FUTURO QUE LÁ MORA!"

No âmbito do projeto "O Museu Aqui e Agora e o Futuro que lá Mora" e ao longo do mês de Abril, o Núcleo de Consolidação com Desenvolvimento da EB D. Carlos I irá proceder à leitura e exploração paratextual, capítulo a capítulo, do livro Tantas Voltas e Voltinhas até Chegarmos Aqui de José Fanha sobre o Museu de História Natural.  

A terceira sessão destas oficinas decorreu no dia 30 de Abril, sob a orientação das Professoras Marinela Neves e Sandra Pratas, e centrou-se nos capítulos "O Nautilus" e “O fantástico peso das palavras”






4.º LIVRO DOS CLUBES DE LEITURA DO 5.º ANO_2023_24

Decorreram nos dias 16 de fevereiro  5.º E  e no dia 30 de abril  5.º H – de 2023, mais duas sessões dos CLE  Clubes de Leitura na Escola  nas turmas do 5.º ano.


A obra escolhida para estes encontros foi 35 Quilos de Esperança de Anna Gavalda. O livro oscila entre o registo humorístico e a comoção, e torna-se frequente ao lê-lo, sorrir com uma lágrima no canto do olho, marca de uma belíssima escrita e de um conhecimento profundo da alma humana por parte de Anna Gavalda que passa muito do seu tempo “a ver as pessoas viverem” . 

Que adolescente poderá resistir a um livro que começa com:

["Detesto a escola. 
É a coisa que mais odeio no mundo. 
E mais ainda ...
Ela dá cabo da minha vida. ]

O livro, pontuado por tiradas cómicas e desventuras hilariantes de um rapaz de doze anos inadaptado ao sistema escolar, atinge momentos de poesia pura como em: 

[No meu boletim de final do pré-escolar, Marie escreveu: 
"Este rapaz tem a cabeça em forma de coador, dedos de fada e um grande coração. Tem de se conseguir fazer alguma coisa dele."
Foi a primeira e a última vez em que um membro do ensino oficial me tratou com atenção.]

A autora de Enfim, Juntos; Queria Ter Alguém à Minha Espera Num Sítio Qualquer e Eu Amava-a, traz-nos agora a história de Grégoire, um rapazinho que pesa exatamente 35 quilos de esperança. 

Embora extremamente inteligente e criativo, Grégoire detesta a escola. Reprova, acumula faltas e expulsões e os pais têm dificuldade em encontrar um estabelecimento de ensino que o aceite. Acresce a todo este drama o casamento deteriorado dos pais de Grégoire que encontram neste insucesso uma desculpa para se agredirem mutuamente. 

Grégoire só é feliz quando faz trabalhos manuais com as suas mãos de fada, atividade onde é excepcionalmente bom. O que mais gosta na vida é de passar horas a fio a conversar e a fazer bricolage com o seu avô Léon com quem estabelece uma relação quase telepática. Mas chega o momento em que Grégoire é obrigado a crescer e a encontrar o seu caminho. 

A metodologia usada nesta sessão foi a de distribuir várias questões pelos membros do Clube para aprofundar o conhecimento da obra e fomentar um debate que passou pela inadequação do sistema de ensino em casos como o de Grégoire, a adolescência, os problemas no seio da família e acabou no amor aos nossos avós e no poder curativo do amor. 


Mais uma vez alunos e professores saíram do Clube de Leitura de coração cheio e enriquecidos por uma leitura que os marcará para sempre e, parafraseando Saramago, deveria ser de leitura obrigatória para todos os adultos. 






Anna Gavalda nasceu em 1970 em Boulogne-Billancourt. Fez o mestrado em Letras Modernas na Sorbonne. Vive na região parisiense. Tem dois filhos e escreve quando eles estão na escola. O resto do seu tempo passa-o a ver as pessoas viverem. 


Para além de Enfim, Juntos é autora dos livros Queria Ter Alguém à Minha Espera Num Sítio Qualquer

Grande Prémio RTL ¿ LIRE 2000, Eu Amava-a e 35 Quilos de Esperança

A sua obra encontra-se traduzida em vários idiomas.

VENCEDORES DOS BIBLIOCONCURSOS DE ABRIL 2024

quinta-feira, 25 de abril de 2024

CICLO DE CINEMA "FILMES DE ABRIL"

Ao completarmos 50 anos sobre a revolução do 25 de Abril, é imprescindível trabalhar com os jovens sobre a força simbólica e icónica da imagem em movimento, conhecer a sua relação com a História, e, como reconhecia Sergei Eisenstein, perceber o seu poder enquanto estratégia transformadora da realidade.

Assim sendo, e no âmbito das atividades do Plano Nacional de Cinema, implementado pela BECRE D. CARLOS I, 394 alunos do 2.º e 3.º ciclos assistiram, no mês de Abril, a mais de uma dezena de filmes que se relacionam de diferentes formas com este momento marcante do nascimento da democracia portuguesa.


Objetivos: 

_ Compreender a relevância do cinema para o estudo de determinadas conjunturas, processos históricos/culturais e para evitar o esquecimento sobre períodos, factos e personagens marcantes da História de Portugal e da conjuntura da transição da Ditadura para a Democracia.

_ Refletir sobre diferentes estratégias, formatos cinematográficos e tipos de narrativa fílmica para conhecer, abordar e desconstruir aspetos do período da ditadura: o filme de propaganda, o melodrama, a ficção resultante de adaptação de uma obra literária e o documentário.

_ Reconhecer a importância do cinema para conhecer o passado doloroso.

_ Articular a história e o presente, percebendo como o desconhecimento sobre o autoritarismo e o totalitarismo podem conduzir ao fanatismo e à instrumentalização da História, perspetivando desenvolver o sentido cívico e o espírito crítico dos alunos.

_ Trabalhar com os jovens a força simbólica e icónica da imagem em movimento, conhecer a sua relação com a História, e perceber o seu poder enquanto estratégia transformadora da realidade.

_ Perceber o cinema como um instrumento de consciencialização política e como modo de interpelação da História, incentivando a assumir com mais significado a participação na vida democrática.

_ No quadro da digitalização do cinema português, devolver o património cinematográfico português e seus principais autores às comunidades educativas.

_ Promover a criação de uma rede de partilha em torno da cultura do cinema.


"As efemérides transportam com frequência a vontade de lembrar conjunturas e compromissos assumidos coletivamente numa determinada época da História. Mas podemos perguntar: até que ponto têm os jovens portugueses uma ideia, uma opinião sobre o 25 de Abril e até que ponto reconhecem na imagem em movimento o poder de representar a História ou as memórias coletivas do seu país?

FILMES DE ABRIL: 

UM OLHAR COM ARTE SOBRE O 25 DE ABRIL

 Esteve patente ao longo do mês de Abril na galeria Almada Negreiros da EB D. Carlos I uma exposição da responsabilidade da Professora Sara Rocha.