sexta-feira, 15 de outubro de 2021

TEATRO DE FANTOCHES "O COELHINHO BRANCO"

No âmbito das atividades do Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE), e respondendo ao repto lançado pela International Association of School Librarianship (IASL) que propôs, como anualmente faz, um tema aglutinador: “Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo”, a Biblioteca Escolar D. Carlos I  levou a cabo um TEATRO DE FANTOCHES com base no livro O Coelhinho Branco de António Torrado. 


As duas sessões decorreram nos dias 15 de outubro e 4 de novembro e tiveram como público-alvo as duas salas do Jardim de Infância da EB D. Carlos I. 


Após o visionamento do teatrinho de fantoches e com o objetivo de desenvolver competências literácitas e de expressão dramática, os pequenos leitores desenvolveram uma atividade de roleplaying com base na peça a que assistiram. 


SALA 1






SALA 2








Assistam vocês também a este conto tradicional: 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

1.º LIVRO DOS CLUBES DE LEITURA DO 6.º ANO_2021_22

Decorreram nos dias 11 de outubro –  6.º D  – ;12 de outubro –  6.º A –; e 14 de outubro – 6.º F  –, as primeiras três sessões deste ano letivo dos CLE – Clubes de Leitura na Escola – nas turmas do 6.º ano.  


A obra trabalhada foi História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar de Luis Sepúlveda. 
A metodologia da exploração foi a do reconto por parte dos alunos com a ajuda de imagens sobre a história que iam sendo projetadas e depois um debate sobre quais as principais mensagem veiculadas. 

A obra, para além da beleza da escrita, é um hino à humildade, à bondade, à honra, à lealdade, à nobreza de caráter, ao altruísmo, à amizade, à cumplicidade, à honestidade, à sensiblidade, ao sentido de responsabilidade, à tolerância, à aceitação da diferença. 

Com a promoção de todos estes valores positivos e fundamentais para a formação de uma cidadania ativa e de uma sensibilidade empática, a par de uma belíssima história que ora nos deixa os olhos humedecidos ora nos faz encaracolar os cantos dos lábios, a escolha sobre a primeira obra a abordar nestes encontros não poderia ter sido outra. 



A história começa com um bando de gaivotas do Farol da Areia Vermelha planando por correntes de ar cálido sobre a foz do rio Elba, no mar do Norte, antes de continuarem voo para Den Helder, onde se lhes juntaria um outro bando das ilhas Frísias. 

No plano de voo estava previsto que seguiriam depois até ao estreito de Calais e ao Canal da Mancha, onde seriam recebidas pelos bandos da baía do Sena e de Saint-Malo, com os quais voariam juntas até chegarem aos céus de Biscaia. 

Esta mancha de prata iria aumentar depois com a incorporação dos bandos de Belle-Île e de Oléron, dos cabos de Machicaco, do Ajo e de Peñas. 

E seria precisamente o golfo de Biscaia o destino de todos estes bandos que se dirigiam à grande convenção das gaivotas do Mar Báltico, do Norte e do Atlântico. 

Infelizmente uma destas gaivotas, Kengah, apanhada por uma maré negra, acaba por, moribunda, aterrar numa varanda com vista sobre o porto de Hamburgo onde vivia um gato grande preto e gordo, o Zorbas

Antes de morrer Kengah põe um ovo e suplica a Zorbas que lhe faça três promessas: não comer o ovo, tomar  conta da sua cria e, quando esta nascesse, ensiná-la a voar. Sem saber muito bem no que se estava a meter, Zorbas aceita.

Imbuído do sentido de dever e decidido a fazer cumprir a sua palavra honesta de gato do porto, Zorbas empenha-se na educação da gaivotinha, mas como a tarefa de educar se revela mais difícil do que o esperado, Zorbas conta com a ajuda dos seus fiéis amigos, Secretário e Colonello, para o ajudarem a levar a missão a bom porto. Aliás, uma promessa de honra contraída por um gato do porto obriga todos os gatos do porto. 
Através das informações do livro do saber do Sabetudo e do voluntarismo dos restantes, os quatro gatos empreendem a missão de honrar a promessa de Zorbas ao participar na educação da gaivotinha a quem batizam de Ditosa. Bem-afortunada sob a proteção dos gatos do porto, Ditosa cresce a pensar e a agir como um gato. 
No entanto é preciso honrar as promessas feitas e chega ao momento em que é preciso ensiná-la a voar. Com a ajuda de um poeta e abençoada pela chuva, Ditosa encontra finalmente o anseio de voar que prevalece sobre o medo e assim, cumpre o seu destino.
A história termina com o seu pai adotivo a contemplá-la uma última vez com os seus olhos amarelos, embaciados pela chuva ou pela dor, olhos amarelos de gato grande, preto e gordo, de gato bom, de gato nobre, de gato do porto! 


Primeiramente importa salientar a dicotomia estabelecida por esta obra, a todos os títulos excecional, entre humanos, corrompidos pelos vícios, e os animais, regidos por fortes valores de honra e de dever e nobres sentimentos, valores esses que os primeiros abandonaram. 
 
Curioso como o chimpanzé Matias é o único animal que não obedece aos rígidos códigos morais dos outros habitantes do porto. Talvez porque fisicamente é o que está mais próximo do homem, já se apresenta corrompido pela ganância e pela mentira. 

Na verdade, e a obra ensina-nos isso. Há homens bons, como os ambientalistas nos seus barquitos de borracha tentando impedir a maldição dos mares. Infelizmente os homens sem consciência moral ou ambiental sobrepõem-se-lhes, envenenando o oceano com manchas viscosas de petróleo e os rios com pneus, toneladas de garrafas plásticas e barris de inseticidas. 

O poeta é também dos poucos que escapa à dura crítica do narrador, que ao voar com palavras belas que alegram ou entristecem, produzindo sempre prazer e suscitando o desejo de continuar a ouvir, inspira confiança. E daí os animais o escolherem para ajudar a sua filha adotiva a cumprir o seu destino de gaivota. 

Mais do que uma fábula, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, assume contornos de parábola onde, mediante o uso de situções e linguagem figuradas, se transmitem ensinamentos morais, e dando como exemplo a profunda dignidade dos animais que nos surgem imbuídos de maior humanidade do que os próprios humanos.

kengah morre ao tentar alcançar o campanário de São Miguel e Ditosa encontra a sua verdadeira natureza lançando-se do mesmo, funcionando assim a torre da igreja de hamburgo como símbolo simultâneo de morte e renascimento. 

Esta obra, parafraseando Saramago, deveria ser de leitura obrigatória também para adultos, sobretudo porque nos relembra que "só voa quem se atreve a fazê-lo".  

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

1.º LIVRO DOS CLUBES DE LEITURA DO 5.º ANO_2021_22

Decorreram no dia 13 de outubro de 2022 as três primeiras sessões do projeto Clube de Leitura nas Escolas (CLE) respetivamente nas turmas do 5.º A e 5.º H e 5.º G.  

A Biblioteca Escolar D. Carlos I aceitou o desafio lançado pelo PNL de criar um espaço dedicado à partilha e socialização da leitura de um mesmo livro, onde professores e alunos possam questionar-se, pôr em comum as suas reflexões sobre os textos e debater os seus gostos acerca dos livros lidos. 

Dinamizar Clubes de Leitura é sempre uma forma de promover a leitura e de motivar para a leitura, com relação quer com a leitura orientada em sala de aula, quer com a leitura autónoma e partilhada, sejam estes realizados de forma presencial ou à distância. Como indica a ideia que subjaz ao projeto, a leitura não tem de ser obrigatoriamente uma atividade solitária. Através deste ponto de encontro e do debate das obras selecionadas, os alunos têm a possibilidade de melhorar as suas competências literácitas, partilhar experiências, desenvolver o sentido crítico, e sobretudo de se fazerem leitores! 

Considerando os gostos e interesses dos alunos, a obra escolhida para as primeiras sessões foi Mouschi, O Gato de Anne Frank de José Jorge Letria. O livro conta a triste história de Anne Frank, do ponto de vista do seu gato Mouschi e apresenta magníficas ilustrações de Danuta Wojciechowska.



Para quem desconhece, Mouschi existiu mesmo e foi levado para o anexo por Peter van Pels, um jovem companheiro de cativeiro de Anne Frank. Através dos olhos amorosos de Mouschi é possível vislumbrar o que viveu este grupo de pessoas escondidas do terror Nazi e sobretudo conhecer a perspetiva do mundo e da tragédia vivida por Anne Frank.

Num exercício de intertextualidade os alunos foram convidados a comparar a leitura do livro de Letria com O Diário de Anne Frank em quadradinhos numa adaptação de Ari Folman e belíssimas ilustrações de David Polonski, tendo apontado diferenças e pontos comuns nas duas adaptações da história. 


A sessão, conduzida pela Professora Bibliotecária da EB D. Carlos I, partiu da explicação do conceito de diário para a análise das personagens e dos eventos, confluindo num debate apaixonado entre alunos e entre professores e alunos sobre o Nazismo, o antissemitismo que grassa nos tempos atuais, o espírito resiliente e estóico dos Judeus e a sua capacidade de renascer das cinzas com perdão e revigorado fulgor. 

Algumas crianças revelaram as suas origens Judaicas, outras falaram de trabalhos realizados sobre a perseguição aos Judeus, outros falaram de filmes que viram sobre o que se designou de “banalização do mal” e outras ainda exprimiram a sua incredulidade para com o maior holocausto vivido pelos seres humanos. 

O tempo foi curto para tanto que se disse e ficou por dizer. A sensação geral foi a de que é mesmo bom ler e depois partilhar leituras e opiniões. Acima de tudo homenageou-se o legado de Anne Frank e da sua crença inabalável nos seres humanos [“Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana!”] e demonstrou-se como a leitura e o conhecimento nos podem fornecer importantes ferramentas para uma cidadania mais justa e igualitária.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES 2021

Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE), uma celebração anual das bibliotecas escolares em todo o mundo que é também uma oportunidade para estas darem a conhecer o trabalho que desenvolvem e mostrarem que não são apenas um serviço, mas um centro nevrálgico vital nas escolas.

International Association of School Librarianship (IASL) propôs, como anualmente faz, um tema aglutinador: “Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo”. 

Respondendo ao repto lançado pela IASL, as Bibliotecas Escolares do AE D. Carlos I irão desenvolver um conjunto de atividades de desenvolvimento das literacias da leitura e dos media, pensando e celebrando a ligação entre livros, leitura, bibliotecas escolares, contos de fadas e contos tradicionais. 

Em Portugal, o dia da Biblioteca Escolar é assinalado na 2ª feira, 25 de outubro de 2021.

Deste modo gostaríamos de convidar-vos a colaborar nas iniciativas das BECRE para este mês de outubro.  


Apreciem agora o nosso cartaz.



segunda-feira, 13 de setembro de 2021

EXPOSIÇÃO ARTE & GEOMETRIA


Informamos os nossos leitores que estará patente ao longo dos meses de setembro e outubro de 2021, uma exposição com os produtos artísticos resultantes do projeto "Arte & Geometria". 

Este projeto, que teve o seu início em setembro de 2019 e terminou em junho de 2021, contou com a participação dos alunos dos Jardins de Infância e Grupos de Iniciação da Várzea de Sintra, Lourel, Ral e D. Carlos I.

O projeto, dinamizado pelas Educadoras Ana Mendes e Ângela Godinho, e no qual participaram também ambas as Bibliotecas Escolares do Agrupamento D. Carlos I, centrou-se inicialmente na exploração das sensações através do contacto com texturas, cores, cheiros e sabores, partindo depois para a expressão com diferentes técnicas e materiais que resultaram na produção de grandes painéis presentes nesta mostra.

Posteriormente, a partir da obra de artistas plásticos como Nadir Afonso, Ângelo de Sousa e Sol LeWitt, os alunos tiveram a oportunidade de estabelecer uma ligação entre a arte e o ponto, a linha e as formas geométricas.


A ligação da arte às formas geométricas deu o mote para explorar e ajudar a desenvolver o sentido geométrico: formas, padrões, isometrias, figuras planas, formas bidimensionais e tridimensionais.

Destaque ainda para a construção em três dimensões, utilizando materiais do quotidiano (desperdício), a partir da obra da pintora modernista Tarsila do Amaral.

Venham visitar-nos!