No
dia 20 de abril de 2022, realizou-se na Biblioteca da Escola, a final do
Concurso de Leitura dos 5º e 6º anos, com a participação de um aluno por turma,
em cada um dos anos.
Os
alunos já tinham passado por duas fases eliminatória que ocorreram na sua
turma, nas aulas de Português.
Na
final estiveram presentes, no Júri, as professoras Dora Justino, Ana Nascimento
e Maria Moscoso.
Os
alunos foram entrando à vez, na sala do conto onde leram o texto que
lhes foi fornecido na hora (textos diferentes para os alunos, de acordo como
ano de escolaridade). Os elementos do Júri foram votando e no fim apuraram-se
os seguintes classificados:
5º ano
1º lugar
André Martins – 5ºA
2º lugar
Rita Azevedo – 5ºF
3º lugar
Gonçalo Filipe – 5ºG
6º ano
1º lugar
Pedro Veiga – 6ºA
2º lugar
Rita Campos - 6ºF
3º lugar
Marta Lopes – 6ºB
Os
prémios a estes alunos, assim como os diplomas a todos os participantes na
final, foram entregues posteriormente, também na Biblioteca.
Parabéns
a todos os participantes que deram o seu melhor!
Nas
aulas de Português, o desafio foi lançado: os alunos seriam jornalistas por um
dia e deviam escolher alguém para entrevistar. Planificaram-se, em aula, as
entrevistas e depois a aventura começou…
Cada
entrevista foi registada da forma que cada grupo considerou mais interessante:
vídeo, áudio ou escrita.
Aqui podem ler algumas das entrevistas realizadas na
nossa escola pelos nossos alunos. Esperamos que gostem!
Professora
Joana Pedras
SR. JORGE DE CARVALHO, UM EXEMPLAR AUXILIAR
Todos o admiram, todos o conhecem e todos o adoram, o Sr. Jorge é um funcionário da nossa escola, a escola D. Carlos I,há 5 anos.
1. Fale-nos um pouco sobre si e sobre a sua vida. Porque escolheu ser auxiliar? Foi sempre esse o seu sonho?
Chamo-me Jorge, trabalho nesta escola como vocês sabem há cinco anos. Entrei aqui em fevereiro de 2016 … eu nunca tinha feito este trabalho. Como sabem, eu estudei toda a vida como vocês, depois não conclui o meu curso por razões pessoais, fui para a tropa, estive cinco anos nos paraquedistas, fui militar. Quando sai dos paraquedistas ingressei na Força Aérea. Trabalhei vinte e seis anos lá em Alverca, na aeronáutica, nos aviões. Eu era técnico de eletrónica. Entretanto, com o passar dos anos, precisei de sair. A minha mãe adoeceu e eu precisei de tomar conta dela. Então vim-me embora, deixei o meu trabalho, a minha carreira, e vim. A certa altura, vi que tinha perto dos cinquenta anos e o mercado de trabalho, como vocês sabem, para pessoas com cinquenta anos não é fácil. Nós, para sermos reformados somos muito novos, para trabalhar em empresas novas, somos velhos, é o costume aqui nesta sociedade. Então, como tinha sido militar, um coronel amigo convidou-me para ir para uma empresa de segurança. Estive nessa empresa seis anos como vigilante. Tomei conta de crianças, de jovens, adultos, estive no colégio Pedro Arrupe, um colégio privado no Parque das Nações. A certa altura, precisei de sair, para tomar conta do meu pai que estava doente, e arranjei emprego perto de casa para estar mais perto dele. Isto porque no colégio acompanhava os jovens para todo o lado, saía para Barcelona, para a Serra Nevada, e como nesse período eu não tinha ninguém que pudesse dar assistência ao meu pai, tive de me vir embora e vim parar aqui à vossa escola como auxiliar.
2. Qual é a sua relação com as crianças e os seus colegas?
Eu gosto muito dos jovens, gosto de trabalhar com eles, sinto-me bem. Os meus colegas são pessoas simpáticas, às vezes poderão não estar no sítio certo, adequado à função para a qual eles têm vocação, mas isso é uma coisa que nos ultrapassa. A Câmara é que faz as escolhas e isso é uma coisa que está acima de nós. No entanto, eu penso que qualquer um dos meus colegas faz o melhor que sabe e o melhor que pode para vos ajudar, assim como todos nós aqui na escola.
Eu gosto desta escola, os professores aqui são simpáticos para vocês, são muito vossos amigos. Como vos disse, estive num colégio privado e via professores que não tinham tanto empenho como estes aqui, e eram professores do privado e aqui são do público.
3. O que faz na escola como funcionário?
Aqui na escola faço quase tudo o que é preciso fazer. Eu sou assistente operacional, a minha função é ajudar os professores, colaborar na manutenção, na limpeza, tratar da nossa amiga Happy. Basicamente é isto, é fazer o que for preciso.
4. O que gosta de fazer nos tempos livres?
Quando era mais novo, fazia paraquedismo. Com o avançar da idade, deixei os paraquedas e passei para o parapente. Entretanto a idade foi avançando, as articulações vão piorando, o esqueleto vai-se modificando e então agora dedico-me a caminhar. Gosto de passear com os meus netos, gosto muito de ler, entretenho-me a fazer algumas coisas que é preciso fazer, coisas que às vezes eu faço aqui e deixo em casa por fazer.
5. Tem objetivos para o futuro?
O meu desejo era que os jovens aqui da escola aproveitassem o que têm, agora que a escola está a ser toda remodelada, está tudo a ficar bonito, que tratassem melhor as coisas que estão a ser feitas para eles, que cuidassem mais da escola, que não partissem às vezes as coisas, porque todos nós aqui fazemos um esforço para termos uma escola engraçada e bonita, basicamente é isso.
6. O que gostava de mudar na nossa escola e no seu emprego? Porquê?
Gostava que, por exemplo, nós tivéssemos instalações mais adequadas para quando está a chover, salas de convívio para vocês poderem conviver, talvez umas melhores infraestruturas para vocês poderem usufruir do tempo que aqui estão, uns cacifos novos, em condições, que estes já estão muito velhotes. Olha, o meu objetivo aqui na escola é colaborar convosco e sentir-me bem. Com a idade que tenho, com as coisas que já fiz, eu estou satisfeito. Gosto de evoluir, gosto de ter conhecimentos novos, gosto de estar sempre adaptado às novas tecnologias.
7. Se pudesse começar tudo de novo faria algo diferente na sua vida?
Isso é uma pergunta muito manhosa. Não. Não me arrependo das coisas que fiz, não me arrependo de nada do que fiz e se calhar teria feito algumas coisas com um bocadinho mais de bom senso, mais ponderação, portanto, não seria tão impetuoso, se calhar em algumas decisões que tomei, mas voltar atrás não, nem me arrependo de nada da minha vida, estou perfeitamente feliz.
8. O que lhe traz felicidade e o que o faz sorrir?
Vamos lá a ver, o que me faz sentir bem é poder conviver com pessoas como vocês.
9. O que diz o seu coração?
Olha, não sei, sinceramente não sei. Sei que sou feliz e gosto de estar aqui com vocês.
Assim terminamos a entrevista ao Sr. Jorge, um dos mais queridos funcionários da nossa escola.
Autoras: Isabel Gomes nº9 e Matilde Silva nº16, 8ºC
UMA PROFESSORA AMIGA DO AMBIENTE
A Professora Elsa Florêncio é uma das professoras da nossa escola. No âmbito da disciplina de Português, realizámos esta entrevista para conhecer melhor esta professora que nos ensina a defender a Natureza.
1. Sempre quis ser professora? O que a levou a gostar ou escolher esta profissão?
Não, na verdade não. Comecei a tirar um curso de biologia e trabalhava no Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, fiz inúmeros projetos, foram trabalhos muito interessantes. Mas, na altura, eu sentia que fazíamos os trabalhos e não havia seguimento, ou seja, não havia grande produtividade. Achava que era importante mas que o “a seguir” não acontecia, e eu queria fazer alguma coisa que tivesse resultados… Então, decidi começar a dar aulas, e aí vi que, de facto fazia a diferença. Mais tarde fiz a profissionalização e evolui na carreira. Agora estou a dar aulas e estou muito satisfeita.
2. Arrepende-se de ter escolhido esta carreira?
Não, não me arrependo de ter escolhido esta carreira. Agora, se me perguntares se estou completamente satisfeita, não estou. Há coisas que sabemos que na carreira dos professores não estão corretas. Acho que é uma profissão que devia ser mais valorizada, realmente já o foi, por que de facto é a base de um dos pilares da nossa sociedade, a educação, e se não tivermos uma boa estrutura do ensino para fazermos o que realmente é importante, por mais que estejamos aqui todos os dias não conseguimos atingir os nossos objetivos.
3. Como foi a sua experiência a dar as suas primeiras aulas e quais foram as sensações?
[Risos] A experiência… Olha eu lembro-me da primeira vez que estava na sala de professores, no primeiro dia de escola, e fui dar aulas. Eu estava “super” nervosa para ir para a sala de aula, mal sabiam aqueles alunos [Risos]. Curiosamente, o primeiro ano em que dei aulas foi nesta escola, onde eu também fui aluna, depois fui andando cada ano de escola em escola, até que fiquei efetiva aqui. Agora estou há doze anos a dar aulas nesta escola. Mas pronto, a sensação era de curiosidade, de imaginar o que ia acontecer, de expetativa, mas correu bem, foi “giro”!
4. A sua pessoa de alguns anos atrás … imagina-a no lugar que está hoje?
Ah, sim pronto, já respondi um pouco a isso na primeira pergunta, mas eu, por exemplo, como tive algumas dificuldades a tirar o curso, não, não me imaginaria onde estou… No entanto, acho que fiz a escolha certa.
5. Qual o conselho e a mensagem que gostaria de passar aos seus alunos?
A mensagem que quero passar aos meus alunos é que, mais do que saberem, por exemplo, nomes de coisas ou definições de cor, é necessário termos capacidade para alcançarmos os nossos objetivos. Por isso eu prefiro ensinar, e vocês sabem, fazendo projetos, fazendo pesquisas, promovendo as competências de autonomia, o saber fazer planos a longo curto, médio e longo prazo. O conhecimento que hoje sabemos que temos, à distância de um toque, temos de o saber usar. Precisamos de saber pesquisar, de saber selecionar, não irmos pela primeira coisa que nos aparece à frente, ter capacidade de chegar àquilo que nós queremos, e isso é o mais importante nos dias que correm. Também é importante termos aquela capacidade, de apresentar os trabalhos, de apresentar a mensagem que queremos passar para os outros. Isso é o mais importante, é aquilo que acho que devem aprender na escola. E depois é seguir sempre os vossos sonhos, não desistir só porque alguém diz que isso não serve para nada. Isso e em qualquer escolha que façamos na nossa vida, ter sempre em atenção que vivemos num planeta e que pertencemos a um ecossistema. Esta é uma daquelas mensagens que eu gosto que os meus alunos levem para a vida.
6. O que mais gosta e o que menos gosta na sua profissão de professora?
O que mais gosto… o que mais gosto é quando estou na sala com os alunos e vejo que a coisa está a fluir, as coisas estão a funcionar, os alunos estão a aprender, estão a conseguir trabalhar… ah, e que estão a evoluir!
7. Durante todos estes anos de carreira houve alguma turma que a marcou mais?
Ah, sim. Já houve algumas que me marcaram. Assim ultimamente, foi a minha última Direção de Turma. Estive com eles três anos, do sétimo ao nono, há três anos. Foi uma turma que me ficou assim… No coração.
8. A professora faz parte do programa Eco-Escolas, como Coordenadora. O que a levou a participar?
O ambiente sempre foi a minha área de maior interesse porque já na faculdade era da área da biologia, mas era biologia mais direcionada para o ambiente. Preocupam-me todas as situações ambientais e todos estes problemas ambientais pelos quais estamos a passar e para os quais temos de arranjar solução! E é aí que vocês entram!
9. O que o seu coração diz?
O que o meu coração diz… O que o meu coração diz é que eu gostava muito que houvesse uma mudança nas mentalidades, e principalmente na dos jovens. Que todos percebessem a importância e o papel que cada um de nós tem na mudança que é necessária fazer para conseguirmos manter… não é o planeta, o planeta já passou por muitas alterações, já houve muitas extinções, já desapareceram muitas espécies e apareceram outras e o planeta continua cá! Agora a nossa espécie e as outras é que têm de arranjar maneira para continuarem cá também [Risos]. Gostaria de ver que estão a existir aquelas alterações que são necessárias para que, de facto, continuemos todos a conseguir viver neste planeta lindo e maravilhoso que é o planeta Terra!
E assim ficámos a conhecer mais sobre a nossa querida professora Elsa Florêncio, a sua história, a sua mensagem, e até o seu lema de vida. Conseguimos ver que é uma pessoa determinada e um excelente exemplo para todos nós!
Entrevistas realizadas por Carolina Loureiro n.º 5 e Sara malheiro n.º20
UMA ENTREVISTA MATEMÁTICA
Patrícia Arouca, professora da disciplina de Matemática, destaca-se pela sua simpatia, disponibilidade e elevação nos conteúdos que leciona. Procurámos saber através desta entrevista um pouco mais sobre a sua vida e a sua carreira de professora.
Foi sempre o seu sonho, ser professora? É professora há quanto tempo?
Não foi logo desde pequenina. Já quis ser cabeleireira porque gostava de fazer penteados, e também quis ser veterinária porque gostava de animais.
No 9.º ano gostava muito de Ciências e de Matemática. Então, no 10.º ano escolhi o ramo de Ciências. Mas no final não sabia que curso superior escolher. Acabei por escolher Matemática porque gostava muito. A partir do 3º ano da faculdade decidi que tinha de transmitir estes conhecimentos a outros, portanto escolhi ser professora. Não me arrependo de nada. Comecei no ano letivo de 1999/2000, há cerca de vinte e um anos.
O que achava da escola quando era mais nova?
Quando andava na escola em Lisboa achava a escola muito grande, mas quando voltei lá em adulta, afinal a escola era muito mais pequena do que eu achava. Eu gostava de tudo na escola e quando ia de férias sentia falta dela. Tenho muitas saudades do tempo em que andava na escola.
Qual é sua área de formação? Em que universidade se formou? Há quanto tempo?
Segui a via profissionalizante de Matemática, que é Matemática aplicada ao ensino. Formei-me na Faculdade de Ciências e de Tecnologia que pertence à Universidade Nova de Lisboa na Costa da Caparica há cerca de vinte e um anos. De vez em quando ia à praia para descansar um pouco dos estudos.
Quando escolheu a sua profissão, teve apoio da sua família e amigos?
Sim, tive. Não tive nenhum obstáculo por parte da família. Os meus pais sempre me apoiaram e ajudaram-me bastante. Queriam que eu estudasse para acabar o curso. Quanto mais estudarem, mais oportunidades têm.
Como prepara as aulas? Que tipo de aulas prefere dar?
Tento sempre ter muito respeito pelos meus alunos. Preparo as aulas em casa e dou o meu melhor para as preparar, vejo os exercícios que os alunos devem fazer e tento explicar-lhes a matéria da melhor maneira possível. Gosto das aulas práticas. Gosto de ver os alunos a fazerem os exercícios e de os ver a ajudarem-se uns aos outros. Acho divertidos os jogos e quizzes que fazemos em sala de aula.
Qual é a sua relação com os alunos e os outros professores?
Quando saltava de escola em escola não criava laços com os outros professores, mas como estou na D. Carlos I há nove anos, já tenho algumas amizades. O relacionamento com os alunos normalmente é bom.
Onde nasceu? Qual foi o lugar mais longe de casa em que trabalhou?
Nasci no hospital de Santa Maria em Lisboa e o lugar mais longe de casa em que trabalhei foi em Santarém.
Que turmas a marcaram mais? Porquê?
Tive várias turmas que me marcaram, as primeiras turmas que tive, pois foram os primeiros e gostei muito de estar com eles, uma outra turma em Santarém, pois fizemos várias atividades juntos, e as turmas do ano passado.
Sabemos que atualmente não está na nossa escola. Pode dizer-nos o que está a fazer neste momento?
Trabalho na CPCJ mas ainda pertenço à escola. É uma instituição muito importante que ajuda os alunos com dificuldades em casa falando com os pais e informando-os do que eles podem fazer acerca do comportamento dos filhos, podendo ou não serem levados a tribunal.
Gostou de trabalhar na nossa escola? Porquê?
Gostei de trabalhar lá, ainda pertenço à escola, como mencionei anteriormente. Já trabalhei em muitas escolas e esta é diferente, é mais humana. É uma escola em que a Direção tem muita atenção aos alunos. Há escolas muito frias, mas a D. Carlos I é uma escola mais “quentinha”.
O que é que o seu coração diz?
Gratidão. Sou muito grata pela vida que tenho, pela profissão que tenho, por ter participado na vida de alguns alunos, por ter a minha família… No fundo, o meu coração diz gratidão.
Com esta entrevista ficámos a conhecer mais um pouco sobre uma professora maravilhosa e inspiradora.
Entrevistadores: Alice Talento, Beatriz Azevedo, Bernardo Amaro e João Almeida / 8ºC
CONVERSAS COM O SR. PEDRO NOGUEIRA
Vamos entrevistar o Sr. Pedro, um funcionário icónico da nossa escola. O senhor Pedro é conhecido por estar sempre presente e atento.
Em que ano começou a trabalhar na nossa escola?
Comecei a trabalhar nesta escola mais ou menos em 2011/2012.
Quais foram as tarefas que já executou na nossa escola?
Já executei várias tarefas, como por exemplo tarefas administrativas na secretaria e agora estou na biblioteca a fazer tarefas administrativas e técnicas.
Como é que é trabalhar numa biblioteca?
Trabalhar numa biblioteca é muito agradável. Gosto bastante de falar com os meninos que por aqui passam.
Gosta do trabalho que faz?
Gosto muito de trabalhar numa biblioteca e poder ajudar os alunos a encontrar aquilo que precisam é muito bom.
Como consegue conciliar o trabalho e a família?
Muitas das vezes consigo conciliar o trabalho com a família porque entro mais cedo no trabalho para conseguir sair mais cedo, e assim consigo ir buscar a minha filha à escola.
Qual a sua profissão de sonho?
A minha profissão de sonho era ser piloto de avião e poder ver o céu, as nuvens. Isso era o que eu gostaria de fazer.
Gosta de viajar? Qual foi o país que mais o marcou?
O país que mais gostei de visitar foi a Tailândia. É um país lindo para se viajar.
O que gostaria de fazer daqui a dez anos?
Eu sinceramente gostaria de não fazer nada, gosto de poder acordar às horas que quiser.
Que conselhos costuma dar aos alunos que por aqui vão passando?
Depende muito do que eles estão a pedir. Mas dou-lhes sempre bons conselhos!
O que diz a sua alma?
A minha alma diz que a essência do pensamento tem que estar além!
Com esta entrevista ficamos a conhecer um pouco melhor o Sr. Pedro, um dos funcionários mais queridos da nossa escola e, mais especificamente, da nossa biblioteca.
Trabalho realizado por:
Beatriz Alexandre nº5
Rodrigo Neto nº21
Rebecca Amad nº22
ENTREVISTA A JOÃO SEMEDO
1 – Como foi a sua infância? O que é que
o marcou mais durante os primeiros anos de vida?
Até aos nove anos morei com os meus pais
e em casa era um bom rapaz. No entanto, nas ruas só fazia disparates e metia-me
com quem não devia.
2- Por que razão saiu de casa?
Saí de casa, pois não queria deixar mal
a minha família por causa das asneiras que fazia…Todos nos conheciam e minha
família “era do bem”. Depois, meti-me nas drogas pesadas, comecei a andar com
as pessoas erradas e passei a viver nas ruas.
3- Como foram esses tempos em que viveu
na rua?
O ser humano é naturalmente um
sobrevivente e habitua-se com facilidade a viver em situações extremas, por
isso, fui sobrevivendo... Mas foram tempos terríveis…
4- Em que circunstâncias foi para a
prisão?
A certa altura acabei por ser preso por
um conjunto de fatores: consumo de drogas, tráfico e roubo.
5- Como foi a sua vida na cadeia?
Atrás das grades, a vida é difícil. A
falta de liberdade sufoca e passei muito tempo fechado numa cela minúscula.
6- Quando é que percebeu que tinha que
mudar de vida?
Quando o meu pai morreu, percebi que
tinha de mudar de vida, mas não o consegui fazer. Com a morte da minha “velha”,
percebi que as drogas me estavam a destruir e que acabariam por me levar à
destruição, por isso, decidi mudar.
7- Quem foram os seus pilares, quem o ajudou a
encontrar o seu caminho?
Para além dos meus pais, que me deram
sempre os melhores conselhos, o “Mister lá de cima” foi sempre o meu guia e
acredito que me tenha salvado.
8- Qual foi a melhor altura da sua vida?
Os melhores tempos da minha vida foram
quando estive a cuidar da minha mãe, durante dois anos, sem consumir. Foi
precisamente nessa altura que percebi que tinha de mudar.
9- Como surgiu a ideia de criar uma
associação desportiva?
Como sabem, eu sou da Cova da Moura onde
existem muitos jovens a seguir o caminho que eu segui… O desporto e o futebol sempre
me fascinaram, e eu achei que podia ajudar os outros, impedindo-os de entrarem
por “maus caminhos” e levando-os a dedicarem-se ao futebol.
10- Sente-se feliz?
Sim, hoje sinto que sou uma pessoa feliz
e sempre que ajudo alguém, sinto-me bem. Consegui mudar a minha vida e ajudo
muitas pessoas, de todas as idades. A minha associação, A Academia do Johnson,
significa muito para mim e até os meus filhos me ajudam neste projeto. A
associação é, para todos, uma grande família e, quando quiserem, podem vir
visitar-nos!
Terminamos esta inspiradora entrevista
dizendo que foi um momento muito interessante, na medida em que nos permitiu
conhecer melhor os caminhos e os ensinamentos da vida de João Semedo, “o
Johnson da Academia”.
A presente entrevista foi redigida por
toda a turma, 9.º H, na aula de Português, e no seguimento do encontro do dia
30 de novembro com o fundador da Associação Academia do Johnson, João Semedo.
ENTREVISTA AO PROFESSOR ARLINDO SOUZA
PELAS ALUNAS CAROLINA BRITES E MARIANA FERREIRA DO 8.º E
Decorreram nos dias 18 e 23 de março – 5.º H –; 23 e 30 de março – 5.º G –; e 6 de abril de 2022, cinco sessões relativas à exploração do 4.º livro dos Clubes de Leitura na Escola nas turmas do 5.º ano.
A história lida foi A
Namorada Japonesa do Meu Avô de José Fanha, que apela a miúdos e
graúdos sem exceção.
O avô Jaime é divertido, toca
muitíssimo bem violino, conta histórias desaparafusadas e nunca pára com as
suas “pantominices”. A avó Emília é doce, gosta de crochet e de fazer geleia de
mão de vaca. Os dois vivem felizes na companhia da filha, do genro e do neto,
até ao dia em que uma “doença má” leva a princesa do avô Jaime para o céu.
Para impedir o avô de se afundar
numa depressão, Zezinho ensina-o a usar o computador e apresenta-o ao mundo
aditivo das redes sociais. Depois de um percurso de iniciação nestes novos mundos
virtuais que o lançam num estado de verdadeira euforia, o avô Jaime descobre com
pena que nunca receberá uma resposta do Papa ou do Presidente dos Estados
Unidos da América aos seus emails ou que o mais recente
convite de amizade que recebera não é mesmo da Hanna Montana. A perda da
inocência virtual culmina com o fim de uma relação virtual com uma namorada
Japonesa que lhe deixa o coração partido.
Com esta adição ao mundo virtual
e a fuga à solidão da viuvez, os papéis de neto e avô invertem-se, sendo agora
o neto a fazer os reparos que há algum tempo atrás o avô lhe fazia a ele. E é
precisamente Zezinho que vai ajudar este “rapazinho um bocado velho” a crescer,
mostrando-lhe que por muito interessante que seja o mundo online, apenas o céu, a praia, o mar, os jardins, as árvores, as
namoradas e os amigos de carne e osso, com as suas alegrias e tristezas, as
suas palavras amargas e doces, os seus poemas, nos podem ajudar a descobrir o
prazer de viver.
A obra é mais uma confirmação de
José Fanha como um dos grandes autores da literatura infanto-juvenil portuguesa
e sem dúvida homenageia, tal como em 35 Quilos de Esperança de Anna
Gavalda, a relação ímpar que se estabelece entre avós e netos.
A segunda parte deste encontro consistiu na realização de uma introdução à cultura e história do Japão.
“Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à biblioteca”.
Decorreram nos dias 30 de março – 5.º F – e 6 de abril – 5.º E – de 2022, mais duas sessões do projeto “Newton Gostava de Ler” que tiveram como pano de fundo a biodiversidade da manta-morta
A metodologia foi a já habitual neste projeto, partindo-se da leitura e exploração de um recurso literário, criam-se pontes para a realização de pequenas experiências científicas.
E diga-se que não poderia haver recurso mais divertido do que a obra Há um cabelo na minha terra! - Uma História de Minhocas de Gary Larson. Apesar de aparentar ser um normal livro infantil, esta obra surpreende pelo humor negro e cáustico como descreve a nossa perspetiva romântica e idealizada do mundo natural e nos confronta com a realidade difícil e lúgubre dos seres vivos, inclusive os da raça humana.
A história começa uns centímetros abaixo do chão, quando um filhote de minhoca, ao jantar, descobre que tem um cabelo no seu prato de terra. Fica bastante irritado, tal como nós humanos quando encontramos cabelos na nossa comida, e desata a lamentar-se pela sua existência miserável e sombria. Para acalmar a crise existencial do filho, o pai minhoca decide contar-lhe uma história inspiradora para as minhocas e outros invertebrados do planeta terra.
A história, tão hilariante quanto sarcástica, conta a saga da feia mas bondosa Henriqueta, que graças ao seu desconhecimento do mundo natural e visão idílica dos animais e da Natureza, acaba por provocar terríveis catástrofes nas suas deambulações pela floresta.
Depois da narração desta verdadeira fábula dos tempos modernos do mestre do humor Gary Larson, foi tempo de os alunos assimilarem alguns conceitos teóricos, nomeadamente os principais grupos taxonómicos, aprendendo a distinguir entre anelídios, artrópodes e moluscos e quais os invertebrados que se incluem em cada um destes três grandes grupos.
O terceiro momento deste encontro consistiu na divisão da turma em quatro grupos que se aventuraram na realização de uma atividade experimental para a qual foi necessário manta-morta, pinças e lupas.
A descoberta de uma enorme diversidade de invertebrados escondidos na terra húmida e escura, sobretudo rechonchudos e bem vivos anelídeos da classe das Aligoquetas e espécie Allolobophora caliginosa - as também comummente denominadas minhocas -, provocou alguns gritinhos de horror, bastante espanto e muita excitação geral.
Munidos de pinças e lupas e esgravatando na terra, os pequenos naturalistas observaram invertebrados e preencheram folhas de registo com as suas principais características morfológicas por forma a apurar os respetivos grupos taxonómicos. A tarefa concluiu-se com o desenho das espécies em análise.
Por fim todos puderam observar as gordas minhocas na lupa biocular e espantar-se com a sua anatomia anelada.
Os alunos do 5.º E e 5.º F foram naturalistas por um dia!
5.º F
“Gostámos porque aprendemos coisas novas sobre a biodiversidade da manta-morta e divertimo-nos a distinguir as formas de vida presentes no solo. Gostámos também do livro Há um cabelo na minha terra! Uma história de minhocas. Achamos que aprendemos com esta atividade e gostaríamos de repetir brevemente! :)”
“Gostámos porque foi uma experiência agradável e penso utilizar este livro para a ficha de leitura de Português. Gostámos muito da história porque era divertida e incentivadora, pois explica montes de coisas curiosas.”
“Gostámos porque temos uma aprendizagem sobre os seres vivos e adorei ver os insetos. A história era muito gira e adorámos, para além de que aprendemos muito.”
“Gostámos muito embora não gostemos de mexer em terra e bichos porque nos mete nojo. Mas adorámos a história que a professora nos contou: Há um cabelo na minha terra!. Achámos a Henriqueta muito engraçada apesar de o seu fim não ter sido lá muito engraçado. Mas de resto tudo ótimo!”
Ilustração de alguns dos seres vivos analisados:
5.º E
“Gostámos porque o livro foi interessante e aprendemos mais sobre os insetos e sobre animais e aprendemos curiosidades. Gostámos porque aprendemos coisas novas e gostámos de ver os invertebrados no microscópio.”
“Gostámos porque foi uma experiência diferente do que já tínhamos feito antes.”
“Gostámos porque nós vimos muitas coisas muito giras e engraçadas. E aprendemos mais coisas novas.”
Depois desta história de minhocas e desta divertida aula de ciências, foi fácil comprovar-se mais uma vez que biblioteca escolar pode transformar-se num espaço de ciência, promovendo a autonomia e as aprendizagens ao longo da vida.
No âmbito das comemorações da Semana da Leitura 2022, os alunos do Núcleo de Consolidação da EB D. Carlos I (3.º ANO) decidiram participar na 2.ª Edição do Campeonato de Ciência e Escrita Criativa, uma iniciativa da 20|20 Editora, com o apoio da RBE (Rede de Bibliotecas Escolares).
Para isso contaram com a ajuda da Professora Bibliotecária Sandra Pratas para a construção do texto e deInês Bruno, Encarregada de Educação, para a investigação científica.
Este concurso tem como objetivo estimular a leitura, a escrita e a experimentação; potenciar o pensamento crítico; despertar a criatividade; e fomentar a transdisciplinaridade, com base na coleção, recomendada pelo PNL, O Clube dos Cientistas, de Maria Francisca Macedo, autora distinguida pelo GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL (Prémio para o Melhor Professor de Portugal), com uma Menção Honrosa pelo elevado contributo para a Educação e Sustentabilidade.
Esta iniciativa vai também ao encontro do Plano para a Recuperação das Aprendizagens 21-23, que, para além de colocar a Biblioteca Escolar, a par da sala de aula, como um dos espaços privilegiados para a aprendizagem da leitura, preconiza «a promoção do trabalho interdisciplinar e da aprendizagem a partir de problemas transversais».
Sendo grandes fãs da coleção e querendo muito participar neste concurso, os alunos do Núcleo de Consolidação da EB D. Carlos I (3.º ANO) fizeram questão de escrever uma história que representasse a sua realidade, pelo que se atreveram, para além das 800 palavras solicitadas – aqui identificadas a azul –, a construir uma história completa que lhes permitiu ilustrar a beleza lendária e misteriosa de Sintra.
Também, para além de terem escrito uma história fantástica, onde todos mas todos puderam contribuir com as suas muitas ideias, foi pedido aos jovens leitores que investigassem, inventassem e construissem um protocolo experimental da experiência/invenção proposta na nova cena.
Assim sendo, ao estilo do Clube dos Cientistas, como figura no final de cada livro, os nossos alunos testaram o protocolo, descreveram-no por escrito e fotografaram-no passo a passo.
Leiam este protocolo e testem vocês mesmos esta genial invenção!
CADERNO
DE EXPERIÊNCIAS C3
“CARRINHOS
DE CORRIDA À MODA DOS GÉMEOS”
Transforma uma
garrafa de plástico num carrinho de corridas que anda sozinho sem teres de o
empurrar. Que combustível é este?
PRECISAS
DE:
⧫ um compasso
ou uma tesoura ou um canivete Suíço
⧫ uma garrafa
de plástico (pequena)
⧫ um balão
⧫ uma palhinha
⧫ fita-cola ou
plasticina
⧫ quatro
rodinhas
⧫ palitos
O QUE DEVES FAZER:
⧫ Começa por
furar as tampas das garrafas com a ajuda de um compasso.
⧫ Corta uma
palhinha em dois pequenos pedaços e prende-os à garrafa com fita-cola. Assim
terás a certeza que as tuas rodas irão girar.
⧫ Coloca um
palito numa das rodas e insere na palhinha. Depois coloca a 2.ª roda. Executa o
mesmo para o outro par de rodas.
⧫ Enfia metade
da palhinha dentro da garrafa e deixa a outra metade de fora. Usa fita-cola ou
plasticina para te assegurares de que a palhinha está presa e bem vedada dos
lados.
⧫ Enfia um
balão na extremidade da palhinha que ficou fora da garrafa. Usa um cordel para
prenderes muito bem o balão à palhinha. Não podes correr o risco de que este se
solte.
⧫ Agora enche
o balão com o ar todo que tiveres nos pulmões e tapa a saída de ar.
⧫ Põe o teu
carrinho em posição de partida e quando ouvires o sinal de partida é só
soltares a abertura do balão.
O QUE ACONTECE… E PORQUÊ?
⧫ A garrafa de plástico
desloca-se com a ajuda das rodinhas e do ar que está no balão. À medida que o
ar se liberta cria um movimento de ar que faz com que o carrinho se desloque no
chão.
PASSO A PASSO
SABIAS QUE…?
⧫ Chama-se propulsão ao processo de alterar o estado de um corpo de “parado” para “em movimento”.
IDEIAS PARA PAIS & PROFESSORES
⧫ Nesta experiência usamos o ar dos pulmões para provocar o movimento. Mas, e se juntos investigássemos os diversos tipos de propulsão, líquida, sólida e gasosa?
«A dimensão experimental no ensino das ciências é um dos principais factores motivadores para a vocação científica e um ativador da vontade de aprender, na medida em que envolve princípios exploraratórios, a aprendizagem a partir do questionamento, o desenvolvimento do raciocínio e o uso pedagógico do erro. Para potenciar o ensino experimental das ciências, será alargada a Rede de Clubes de Ciência Viva na Escola, como recurso fundamental para o desenvolvimento curricular, em articulação com outros programas em vigor e a desenvolver na área das ciências e tecnologias.»