sexta-feira, 22 de novembro de 2024

REENCONTRO COM RODOLFO CASTRO _ O "PIOR" CONTADOR DE HISTÓRIAS DO MUNDO"!

A pedido dos professores de Português e com o intuito de aprofundar a narrativa, conteúdo temático lecionado em todos os 7.º anos, recebemos pela terceira vez na Biblioteca Escolar D. Carlos I , o escritor, contador de histórias e performer extraordinário Rodolfo Castro.

O modus operandi não diferiu muito daquele a que nos habituou. Apresentando-se como o pior contador de histórias do mundo, feito que tentou e não conseguiu, a formulação que se segue na cabeça de todos os presentes, no decorrer de uma sessão pautada pelo chicote das gargalhadas, é a de que foram enganados e este é provavelmente o melhor contador de histórias do mundo. 

Este encontro apresentou contudo algumas novidades, com o escritor e contador de histórias a deixar retalhos íntimos da sua vida e da sua infância. 

Começou por alertar para os perigos dos extremismos, e de como em todos os regimes autoritários, a primeira perseguição ser feita aos livros e à liberdade que eles nos concedem. 

E foi graças a um livro que falava de uma revolução feita com cravos e de um país onde as pessoas podiam pensar e falar livremente, que acabou por vir contar histórias a Portugal e aqui permaneceu. 

Com a sua expressividade ímpar aliada a um trabalho corporal e vocal burilados pelas muitas e muitas histórias que tem contado ao longo dos anos, Rodolfo Castro submergiu-nos numa espécie de realismo mágico com as cores e os cheiros da Argentina. 

E no meio dos risos e das gargalhadas, e sem nos darmos conta disso, somos transportados para os bairros urbanos de Buenos Aires do final dos anos sessenta e para uma infância que caminhava sobre a pestilência da pobreza e as cicatrizes da ditadura militar. Um lugar onde as crianças jogavam à bola evitando os detritos dos cães e liam livros censurados às escondidas; um lugar onde os mortos se levantavam dos caixões para reivindicar o devido respeito e as crianças iam ao encontro de bruxas com sede de aventura.  

E também sem darmos conta, já estamos a percorrer caminhos lamacentos e intermináveis que nos conduzem a uma aldeia no meio do nada, uma aldeia que poderia ter-se chamado Macondo mas dava as boas-vindas à Realidade; e logo depois encontramo-nos parados a olhar para a imensidão daquelas coisas negras que se mexem ao sabor dos muitos perigos que nela habitam e que são as florestas da América Latina.

Rodolfo Castro é a corporização da premissa, muitas vezes por si enunciada, que efetivamente "A leitura e a narração oral colocam enormes desafios para quem lê e quem conta, e estes desafios estimulam o desenvolvimento da imaginação, qualidade essencial para a dinâmica social, laboral e cultural de uma comunidade em crescimento.

Nas palavras do próprio Rodolfo Castro, "a leitura é um bem e um direito, e ouvir e contar contos faz parte essencial da cultura humana. A leitura dá-nos olhares e ferramentas para uma melhor interpretação da realidade e ajuda-nos a ser mais analíticos e mais críticos. A narração oral transforma o facto lido ou narrado num acontecimento significativo, lúdico e comunicativo de primeira ordem." 

Com uma plateia ao rubro, Rodolfo Castro prometeu voltar para as comemorações da Semana da Leitura, mas desta vez para os alunos do Jardim de Infância e do 1.º Ciclo. 

Vamos esperá-lo ansiosamente, com a certeza de que somos feitos de histórias e que Rodolfo Castro é a melhor pessoa para contá-las! 































quarta-feira, 20 de novembro de 2024

OFICINA DE ARTES COM FILIPA CORREIA

Decorreram no dia 20 de novembro dois magníficos ateliers de artes com a escritora e ilustradora Filipa Correia para as duas salas do JI e para as turmas do 5.º A e 5.º E. 

Filipa Correia, escritora e ilustradora de histórias infantis, desde cedo teve gosto pelas artes. Frequentou vários cursos de Desenho, Pintura, Escrita Criativa e Infantil, Ilustração e Pedagogia da Arte. 

Desenvolveu o projeto das Oficinas Criativas que leva às escolas e bibliotecas em conjunto com a leitura dos livros. 

E foram precisamente duas Oficinas Criativas que veio desenvolver na Biblioteca Escolar D. Carlos I, desta vez usando o barro como matéria-prima. Noutras ocasiões dinamiza também ateliers de ilustração, de pintura e de desenho. 

Para além de conhecerem o método criativo  a que recorre para realizar as suas impressionantes e belíssimas ilustrações, os alunos puderam meter a mão na massa, sujar-se, brincar, divertir-se, ao mesmo tempo trabalhando a motricidade fina e a imaginação. 

Foram duas sessões muito agradáveis e que neste tempo tão tecnológico, nos fizeram recuar para a simplicidade das coisas puras e verdadeiras do antigamente. 

1.ª SESSÃO COM AS SALAS 1 E 2 DO JARDIM DE INFÂNCIA

DA EB D. CARLOS I









2.ª SESSÃO COM O 5.º A E O 5.º E

















Podem conhecer os seus trabalhos da filipa Correia em https://afsscorreia.wixsite.com/ilustradora/