terça-feira, 1 de dezembro de 2020

EXPOSIÇÃO DO PNC "QUANDO O TEMPO PAROU: MEMÓRIAS DE UMA QUARENTENA"


No dia 13 de março de 2020 fomos confrontados com a inevitabilidade de entrarmos em confinamento devido à pandemia provocada pelo Sars-Cov2, que se tinha disseminado pelo mundo desde finais de 2019.
Fomos para casa e, de uma forma abrupta, tivemos de iniciar um ensino de emergência à distância. Foi devastador, porque todo um ciclo de progressão, de saber, de partilha e de relações afetivas que o ensino presencial proporciona foi interrompido. Ficámos desorientados e tristes. 



Por isso, pensei numa maneira de os nossos alunos nos contarem o que se passava com eles durante esta inesperada pandemia, através de um texto meio confessional, meio reflexivo em que pudessem expor algumas das dúvidas, medos, sucessos e glórias. Basicamente, queria pô-los a escrever sobre o que sentiram durante este confinamento que nos isolou fisicamente uns dos outros. 




Os textos foram para mim inesperados pela sua intensidade e pela sua intimidade, por serem divertidos ou por esconderem uma enorme ansiedade, por nos colocarem questões pertinentes como as questões ambientais, questões afetivas, de preocupação pelos outros. Enfim, percebi que os meus alunos estavam deveras preocupados com o mundo e com o que se passava à sua volta. Foi nesse sentido uma agradável surpresa que como é evidente teria de partilhar com a escola. Nasceu, assim, esta compilação que espelha as emoções, os sentimentos, as dúvidas e as certezas dos nossos alunos, numa altura das nossas vidas que jamais esqueceremos.









Por outro lado, enquanto estivemos em confinamento, continuámos com o projeto do Plano Nacional de Cinema desenvolvido pela Biblioteca Escolar D. Carlos I, na pessoa da Professora Sandra Pratas, e os alunos envolvidos no projeto. Orientados pela nossa realizadora Nathalie Mansoux, fomos filmando pequenos filmes através de propostas que ela nos foi fazendo, refletindo sobre a nossa solidão, sobre como é que o mundo se encontrava e encontrando paralelo em outros produtos artísticos que nos confrontassem com o que estávamos a viver.


E foi esta vivência única, aterradora, mas enriquecedora ao mesmo tempo, que fez surgir a ideia de, no âmbito do Plano Nacional de Cinema, conceber uma exposição conjunta de todos estes trabalhos de textos e de filmes com a intenção de nunca nos esquecermos o que experienciámos, mas ao mesmo tempo mostrando como vivemos de forma solidária e criativa esta pandemia. 

Posteriormente e para além desta exposição, desenvolvemos um conjunto de sessões de promoção de leitura junto de todas as turmas do 7.º e do 9.º ano com base nos exercícios fílmicos e de escrita criativa.  



Dada a qualidade dos textos, decidimos ainda atribuir prémios aos três melhores textos. Assim, o primeiro lugar foi atribuído ao aluno Tiago Lourenço do antigo 9ºA e o segundo lugar foi arrecadado pelo aluno Rodrigo Rocha do antigo 9.º C. Foi ainda atribuído um prémio originalidade ao aluno Eduardo Dias, antigo 8ºF, que imaginou uma entrevista imaginária no Clube de rádio da escola. Todos os premiados receberam um exemplar do livro Uma Escuridão Bonita de Ondjaki.


 Por fim, uma palavra de muito apreço ao professor Afonso Carrolo sem o qual esta exposição não seria possível, nem teria o impacto visual e artístico que se pretendia desde o início.

Um outro agradecimento é também devido à Professora Sandra Hormigo que concebeu a capa desta publicação que poderá ser consultada na Biblioteca D. Carlos I.

 

Professora Cristina Didelet


VENCEDORA DO CONCURSO DE ILUSTRAÇÃO DE POSTAIS DA AJUDARIS

 No âmbito da comemoração do Dia Nacional da Partilha e dos Afetos que se celebra a 14 de fevereiro, os alunos do 3.º e 4.º anos da EB1 D. Carlos I foram convidados pela Biblioteca Escolar D. Carlos I a participar no CONCURSO COMPARTILH’ARTE, um concurso de ilustração dirigido às crianças do 1.º e 2.º Ciclos.

http://becredcarlosi.blogspot.com/2020/02/projeto-compartilh-arte.html

O Projeto “Compartilharte” nasceu a partir da sugestão de Professores Solidários e neste as crianças são convidadas a ilustrarem postais e a construírem um coração em Origami.


Este projeto simboliza e incentiva a "partilha de afetos, valores e emoções", através da partilha do postal, com alguém especial e paralelamente angariar fundos para a causa social da Ajudaris.



Beatriz Nunes Lopes, aluna do 4.º A da EB1 D. Carlos I arrecadou o 3º lugar do 1º ciclo, a nível nacional, no concurso de ilustração dos postais COMPARTILH’ARTE com um magnífico trabalho. Por ter trazido este prémio para a nossa escola, a Beatriz recebeu um lindíssimo livro de Luísa Ducla Soares com CD e um diploma de vencedora.

Parabéns Beatriz por demonstrares a máxima da Ajudaris que nos diz que “todos são importantes para continuarmos a ajudar quem mais precisa”.

HORA DO CONTO EM ARTICULAÇÃO COM O PROJETO ARTE E GEOMETRIA

No âmbito do Projeto de Leitura “Hora do Conto” da Biblioteca Escolar D. Carlos I e em articulação com o Projeto “Arte & Geometria”, realizaram-se quatro sessões de promoção do livro e da leitura nos dias 6 de novembro (JI- Sala 2); 13 novembro (JI- Sala 1); e 9 de dezembro (1.º A e 1.º/2.º A). 


As sessões tiveram o seu início com a leitura do poema “As Pedras” de Maria Alberta Menéres que nos diz que as pedras, habitualmente vistas como frias, duras e sem coração, na verdade “cantam nos lagos”, “riem nos muros ao sol”, “tremem de frio e de medo”, e até falam, já que “todas as coisas sabem uma história que não calam”. De facto, quem nunca ouviu histórias tão tristes que até fazem chorar as pedras da calçada?

A leitura do poema deu o pontapé de saída para uma história passada nas planícies do Chad em plena savana africana: “Porque há tantas pedras no rio?"

Também nas histórias africanas, que as mulheres contam para as crianças sorrirem enquanto preparam a comida ou moem o trigo miúdo, todas as coisas estão cheias de vida: as pessoas, os animais, as árvores e até as pedras!

Esta história divertida e simples, recontada por Belén Diaz a partir de um conto tradicional africano, foi apresentada aos alunos recorrendo à técnica do kamishibai ou “Teatro de Papel”

Para quem não está familiarizado com o termo, Kamishibai é uma forma de contar histórias que se originou em templos budistas japoneses no século XII, onde os monges usavam o emakimono ou “rolo de pintura” para transmitir histórias com lições de moral, e sem dúvida capaz de concentrar a atenção maravilhada das crianças.  

Através de um diálogo informal, os pequeninos leitores discutiram o significado desta história, ponderaram sobre a origem das pedras, discutindo fenómenos de erosão, e apontaram a moral da história. 




 







Adicionar legenda




Como atividade de pós-leitura, os alunos tiveram ainda a hipótese de aprender sobre a savana e conhecer o seu clima e vegetação característicos. Também, com base nas personagens apresentadas na história, puderam distinguir entre animais carnívoros e herbívoros e identificar quais os que se encontram em vias de extinção. 

A terceira parte da atividade prendeu-se com a aquisição do conceito de padrão através da observação do desenho do pêlo dos animais da savana, inclusive alguns de que nunca tinham ouvido falar, tais como impalas, elandes, órixes e kudus.

Assim, ao som dos ritmos das vastas planícies do Serengueti, cada par foi convidado a pintar um desses padrões numa das faces de uma pedra, através de linhas curvas e retas, e de forma a que o animal representado fosse facilmente identificável pelos outros elementos do grupo. 

As lindíssimas pedras pintadas com os padrões e as cores quentes da savana foram depois colocadas à volta da árvore de Natal da Biblioteca Escolar e ajudaram a prestar uma homenagem à dignidade africana e à sabedoria profunda de um mundo antigo.  






segunda-feira, 30 de novembro de 2020

O TEATRO VEIO À ESCOLA!

 Estávamos em novembro de 2020 e o tempo ameaçava chuva, mas graças à magia da Fada Oriana, pudemos conhecer a sua história, muito bem contada pela companhia de teatro profissional "TapaFuros".

A peça baseada na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen foi apresentada num dos magníficos espaços verdes da escola, o cenário perfeito, nem os pássaros e a brisa faltaram!

Esta apresentação, com música ao vivo, foi muito apreciada pelas crianças, cujas caras atestavam bem o quanto estavam a viver aquela maravilhosa história. Esta é a magia do teatro!

Parabéns à companhia teatral "TapaFuros" que desde há 30 anos, completados precisamente neste mês, traz a beleza do teatro a todos nós. 

Professora Dulce Ferreira




“(...) O mundo está desencantado. Quero ir para a cidade e quero tornar-me igual aos outros homens (...)". Assim diz o poeta e assim faz: No seu quarto nove malas já estão feitas, de formatos e cores diversas, com mundos lá fechados e a descobrir, é só abrir! Mas batem à porta, agora? Uma menina amiga, de há muito, imaginou-a sempre o Poeta com asas, vem despedir-se... é tempo de ir, tempo que sempre falta, cada vez mais! Mas a menina de olhos sonhadores mira e remira cada mala ou malinha. A curiosidade nunca matou o gato, ela sabe, e por isso já vai abrindo uma, tinha o poeta só virado costas para olhar paisagem. E tudo se transforma."

 

Encenador Rui Mário

VENCEDORES DOS BIBLIOCONCURSOS DE NOVEMBRO 2020


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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

2.ª SESSÃO DOS CLUBES DE LEITURA NA ESCOLA: "35 KILOS DE ESPERANÇA"

Decorreu no dia 11 de novembro de 2020 a segunda sessão do CLE - Clubes de Leitura na Escola- nas turmas do 5.º B e do 6.º A.


A obra escolhida para este encontro foi 35 Quilos de Esperança de Anna Gavalda. O livro oscila entre o registo humorístico e a comoção, e torna-se frequente ao lê-lo, sorrir com uma lágrima no canto do olho, marca de uma belíssima escrita e de um conhecimento profundo da alma humana por parte de Anna Gavalda que passa muito do seu tempo “a ver as pessoas viverem” . 


Que adolescente poderá resistir a um livro que começa com:

["Detesto a escola. 
É a coisa que mais odeio no mundo. 
E mais ainda ...
Ela dá cabo da minha vida. ]


O livro, pontuado por tiradas cómicas e desventuras hilariantes de um rapaz de doze anos inadaptado ao sistema escolar, atinge momentos de poesia pura como em: 

[No meu boletim de final do pré-escolar, Marie escreveu: 
"Este rapaz tem a cabeça em forma de coador, dedos de fada e um grande coração. Tem de se conseguir fazer alguma coisa dele."
Foi a primeira e a última vez em que um membro do ensino oficial me tratou com atenção.]

A autora de Enfim, Juntos; Queria Ter Alguém à Minha Espera Num Sítio Qualquer e Eu Amava-a, traz-nos agora a história de Grégoire, um rapazinho que pesa exatamente 35 Quilos de Esperança. 


Embora extremamente inteligente e criativo, Grégoire detesta a escola. Reprova, acumula faltas e expulsões e os pais têm dificuldade em encontrar um estabelecimento de ensino que o aceite. Acresce a todo este drama o casamento deteriorado dos pais de Grégoire que encontram neste insucesso uma desculpa para se agredirem mutuamente. 


Grégoire só é feliz quando faz trabalhos manuais com as suas mãos de fada, atividade onde é excepcionalmente bom. O que mais gosta na vida é de passar horas a fio a conversar e a fazer bricolage com o seu avô Léon com quem estabelece uma relação quase telepática. Mas chega o momento em que Grégoire é obrigado a crescer e a encontrar o seu caminho. 

A metodologia usada nesta sessão foi a de distribuir várias questões pelos membros do Clube para aprofundar o conhecimento da obra e fomentar um debate que passou pela inadequação do sistema de ensino em casos como o de Grégoire, a adolescência, os problemas no seio da família e acabou no amor aos nossos avós e no poder curativo do amor. 



Mais uma vez alunos e professores saíram do Clube de Leitura de coração cheio e enriquecidos por uma leitura que os marcará para sempre e, parafraseando Saramago, deveria ser de leitura obrigatória para todos os adultos. 




Anna Gavalda nasceu em 1970 em Boulogne-Billancourt. Fez o mestrado em Letras Modernas na Sorbonne. Vive na região parisiense. Tem dois filhos e escreve quando eles estão na escola. O resto do seu tempo passa-o a ver as pessoas viverem.

Para além de Enfim, Juntos é autora dos livros Queria Ter Alguém à Minha Espera Num Sítio Qualquer, Grande Prémio RTL ¿ LIRE 2000, Eu Amava-a e 35 Quilos de Esperança.

A sua obra encontra-se traduzida em vários idiomas.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

FORMAÇÃO DE UTILIZADORES DA BECRE 2020_2021

No âmbito das atividades do Mês das Bibliotecas Escolares 2020, decorreram na Biblioteca Escolar D. Carlos I, cinco sessões de Formação de Utilizadores dirigidas a cinco turmas do 5.º ano.


As mesmas decorreram nos dias 6 de outubro - 5.º A -; 7 de outubro - 5.º B -; 8 de outubro - 5.º C-; 16 de outubro - 5.º F -; e dia 10 de novembro - 5.º E. 

A partir da exploração do documento Guia do Utilizador, recentemente atualizado e adaptado à situação pandémica, os alunos ficaram a conhecer as várias zonas funcionais da Biblioteca Escolar bem como os serviços e recursos que a mesma disponibiliza.

Os alunos tiveram ainda a oportunidade de conhecer as regras de comportamento e de utilização da Biblioteca Escolar e, através da realização de um jogo de caça ao livro, conhecerem de forma simplificada a organização da Biblioteca por cores e números de acordo com as regras de CDU - Classificação Decimal Universal.


Todos os alunos foram ainda informados das atividades mensais dinamizadas pela Biblioteca Escolar dirigidas a este ciclos de ensino, nomeadamente “A caça ao Erro”; “O Problema do Mês”; " Quebra-Cabeças"; “O Escritor do Mês”, para além das atividades periódicas tais como as exposições e os concursos de escrita criativa e tantos outros.

Para além da formação de utilizadores, os alunos do 5.º ano foram conduzidos numa viagem no tempo até aos primórdios das Bibliotecas na antiga Mesopotâmia, mais especificamente em Ninive, passando pela mítica biblioteca de Alexandria, e de volta às mais avançadas bibliotecas digitais da era contemporânea.

A formação culminou com um jogo online que tu também podes jogar e aproveitar para testar a tua cultura geral. 


FORMAÇÃO DE UTILIZADORES

sábado, 31 de outubro de 2020

BIBLIOTECA ESCOLAR D. CARLOS I ADERE PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO AO PROGRAMA INTERNACIONAL “CINEMA, 100 ANS DE JEUNESSE”

Pelo sexto ano consecutivo, a Biblioteca Escolar D. Carlos I desenvolve atividades no âmbito do Plano Nacional de Cinema. O Plano Nacional de Cinema (PNC) está previsto como um plano de literacia para o cinema e de divulgação de obras cinematográficas junto do público escolar e pretende formar públicos escolares, despertando nos jovens o hábito de ver cinema, bem como valorizá-lo enquanto arte junto das comunidades educativas. 

De referir que o Plano Nacional de Cinema é uma iniciativa conjunta da Presidência do Conselho de Ministros, através do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, e do Ministério da Educação e Ciência, pelo Gabinete do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, e operacionalizado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), pela Cinemateca e pela Direção-Geral da Educação (DGE).


A BECRE D. Carlos I associa-se assim às iniciativas de aplicação da “Nova Lei do Cinema” que preveem a divulgação de obras cinematográficas de importância histórica, e em particular das longas-metragens, curtas-metragens, documentários e filmes de animação de produção nacional. 

Assim sendo, e uma vez que a Biblioteca Escolar D. Carlos I tem como missão a promoção das várias literacias: da leitura, da informação e dos media e acreditando que um programa para a literacia do cinema junto dos nossos alunos ajudaria a consolidar essa missão, a mesma decidiu continuar a integrar as oficinas do programa internacional CINEMA CEM ANOS DE JUVENTUDE como programa de reflexão pedagógica. 

O projeto CINEMA CENT ANS DE JEUNESSE /CINEMA CEM ANOS DE JUVENTUDE, é coordenado pela CINÉMATÈQUE FRANÇAISE e tem como parceiro cultural em Portugal a Associação *Os Filhos de Lumière com a Cinemateca Portuguesa em Lisboa. 

As oficinas que tiveram o seu início em outubro de 2020 e decorrerão até ao final de junho de 2021, são animadas por um profissional de cinema, neste caso a Cineasta Nathalie Mansoux, em colaboração com uma Equipa Pedagógica, Professoras Cristina Didelet e Sandra Pratas, e nela participam os alunos do 9.º H.  

Ao longo do primeiro semestre, e de acordo com as *Regras do Jogo que são dadas a todos os participantes, os alunos realizaram primeiramente pequenos exercícios individuais. As Regras do Jogo são a base do que deverá ser pensado e posto em prática com cineastas, professores e alunos ao longo do ano, através de exercícios práticos, para que estes possam explorar e apropriar-se da questão a ser trabalhada este ano e que trata “O TEMPO NO CINEMA”. 

Estes exercícios culminarão no segundo semestre com a criação de um filme-ensaio coletivo, sempre em relação com a *Questão de Cinema do ano em curso, ou seja, o tempo. De referir que a mesma é pensada e escolhida em cada ano em conjunto (pelos parceiros culturais dos países envolvidos e os coordenadores da Cinemateca Francesa) e a sua metodologia é trabalhada sob a coordenação pedagógica de Alain Bergala.

Antes de se passar à fase de realização deste *Filme-Ensaio coletivo, será imprescindível o visionamento de excertos de filmes associados à realização dos exercícios, que ajudaram a precisar e a compreender a questão. E obviamente que ao longo destas oficinas será prática regular o visionamento dos excertos de filmes, a fim de estimular o questionamento e a criatividade dos alunos participantes.  

A apresentação dos filmes-ensaio dos alunos terá lugar no verão de 2021 na Cinémathèque Française em Paris, e contará, dependendo da pandemia que vivemos, com a presença dos professores, cineastas, parceiros culturais, mas também de pequenas delegações de alunos oriundos dos países envolvidos. 

Um outro objetivo a perseguir será o de que cada oficina se apresente, comunique e estabeleça um verdadeiro intercâmbio com as outras oficinas de Portugal bem como com as dos restantes países ao longo de todo o ano.  

Lembramos que este programa faz parte das Academias do Conhecimento promovidas pela Fundação Calouste Gulbenkian e também do projeto O Mundo À Nossa Volta, apoiado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual, dois selos de indubitável qualidade cultural e didática. Também sem dúvida que esta participação assegurará uma experiência que certamente ficará para sempre na memória de todos quantos nela participaram.



sexta-feira, 30 de outubro de 2020

VENCEDORES DOS BIBLIOCONCURSOS DE OUTUBRO 2020

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

1.ª SESSÃO DO CLUBE DE LEITURA: "MOUSCHI, O GATO DE ANNE FRANK"

Decorreram nos dias 14 e 21 de outubro de 2020 as duas primeiras sessões do projeto Clube de Leitura nas Escolas (CLE) respetivamente nas turmas do 6.º A e 5.º B.  



A Biblioteca Escolar D. Carlos I aceitou o desafio lançado pelo PNL de criar um espaço dedicado à partilha e socialização da leitura de um mesmo livro, onde professores e alunos possam questionar-se, pôr em comum as suas reflexões sobre os textos e debater os seus gostos acerca dos livros lidos. 

Dinamizar Clubes de Leitura é sempre uma forma de promover a leitura e de motivar para a leitura, com relação quer com a leitura orientada em sala de aula, quer com a leitura autónoma e partilhada, sejam estes realizados de forma presencial ou à distância.

Como indica a ideia que subjaz ao projeto, a leitura não tem de ser obrigatoriamente uma atividade solitária. Através deste ponto de encontro e do debate das obras selecionadas, os alunos têm a possibilidade de melhorar as suas competências literácitas, partilhar experiências, desenvolver o sentido crítico, e sobretudo de se fazerem leitores! 


Considerando os gostos e interesses dos alunos do 5.º B e do 6.º A, a obra escolhida para as primeiras sessões foi Mouschi, O Gato de Anne Frank de José Jorge Letria. O livro conta a triste história de Anne Frank, do ponto de vista do seu gato Mouschi e apresenta magníficas ilustrações de Danuta Wojciechowska.



Para quem desconhece, Mouschi existiu mesmo e foi levado para o anexo por Peter van Pels, um jovem companheiro de cativeiro de Anne Frank. Através dos olhos amorosos de Mouschi é possível vislumbrar o que viveu este grupo de pessoas escondidas do terror Nazi e sobretudo conhecer a perspetiva do mundo e da tragédia vivida por Anne Frank.

Num exercício de intertextualidade os alunos foram convidados a comparar a leitura do livro de Letria com O Diário de Anne Frank em quadradinhos numa adaptação de Ari Folman e belíssimas ilustrações de David Polonski, tendo apontado diferenças e pontos comuns nas duas adaptações da história. 


A sessão, conduzida pela Professora Bibliotecária da EB D. Carlos I, partiu da explicação do conceito de diário para a análise das personagens e dos eventos, confluindo num debate apaixonado entre alunos e entre professores e alunos sobre o Nazismo, o antissemitismo que grassa nos tempos atuais, o espírito resiliente e estóico dos Judeus e a sua capacidade de renascer das cinzas com perdão e revigorado fulgor. Algumas crianças revelaram as suas origens Judaicas, outras falaram de trabalhos realizados sobre a perseguição aos Judeus, outros falaram de filmes que viram sobre o que se designou de “banalização do mal” e outras ainda exprimiram a sua incredulidade para com o maior holocausto vivido pelos seres humanos. 



O tempo foi curto para tanto que se disse e ficou por dizer. A sensação geral foi a de que é mesmo bom ler e depois partilhar leituras e opiniões. Acima de tudo homenageou-se o legado de Anne Frank e da sua crença inabalável nos seres humanos [“Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana!”] e demonstrou-se como a leitura e o conhecimento nos podem fornecer importantes ferramentas para uma cidadania mais justa e igualitária.