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quarta-feira, 23 de junho de 2021

PROJETO ARTE & GEOMETRIA COM "OS AMORES DE UIRAPURU"

Nos dias 22 e 23 de junho de 2021 e no âmbito do projeto "Hora do Conto" em articulação com o projeto "Arte & Geometria", as duas salas do Jardim de Infância bem como as duas turmas do 2.º ano da EB1 D. Carlos I vieram à Biblioteca Escolar ouvir a história d'"Os amores de Uirapuru". 

A partir de uma lenda tradicional do Brasil retirada do livro Rãs, Príncipes e Feiticeiros - Oito histórias dos oito países que falam português
de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, os pequenos leitores tiveram a oportunidade de conhecer a história de uma nativa americana que, apesar de concedida em casamento a um velho e terrível feiticeiro, se apaixona por um lindo pássaro de plumagem avermelhada. 

Embalados pela música índigena da Amazónia e pelo canto magnético do uirapuru que se esconde nas copas cerrradas das mais altas árvores, os mais pequenos embrenharam-se nas cores e cheiros quentes do Brasil e buscaram inspiração para a tarefa que os aguardava. 


Assim, como atividade de pós-leitura, os pequenos leitores foram convidados a transformar uma folha bidimensional num majestoso uirapuru a três dimensões e colori-lo com as cores quentes da história que tinham acabado de ver e ouvir. 

Os magnifícos e coloridos uirapurus construídos por estes alunos integrarão em setembro uma exposição de maquetes baseadas nas pinturas de Tarsila do Amaral que têm vindo a ser desenvolvidas nas sessões do projeto Arte & Geometria. 

Deixamos-vos aqui alguns exemplos da criatividade dos nossos artistas. 


SALA 2 DO JARDIM DE INFÂNCIA DA EB1 D. CARLOS I






SALA 1 DO JARDIM DE INFÂNCIA DA EB1 D. CARLOS I







NÚCLEOS DE INICIAÇÃO DA EB1 D. CARLOS I











terça-feira, 1 de dezembro de 2020

HORA DO CONTO EM ARTICULAÇÃO COM O PROJETO ARTE E GEOMETRIA

No âmbito do Projeto de Leitura “Hora do Conto” da Biblioteca Escolar D. Carlos I e em articulação com o Projeto “Arte & Geometria”, realizaram-se quatro sessões de promoção do livro e da leitura nos dias 6 de novembro (JI- Sala 2); 13 novembro (JI- Sala 1); e 9 de dezembro (1.º A e 1.º/2.º A). 


As sessões tiveram o seu início com a leitura do poema “As Pedras” de Maria Alberta Menéres que nos diz que as pedras, habitualmente vistas como frias, duras e sem coração, na verdade “cantam nos lagos”, “riem nos muros ao sol”, “tremem de frio e de medo”, e até falam, já que “todas as coisas sabem uma história que não calam”. De facto, quem nunca ouviu histórias tão tristes que até fazem chorar as pedras da calçada?

A leitura do poema deu o pontapé de saída para uma história passada nas planícies do Chad em plena savana africana: “Porque há tantas pedras no rio?"

Também nas histórias africanas, que as mulheres contam para as crianças sorrirem enquanto preparam a comida ou moem o trigo miúdo, todas as coisas estão cheias de vida: as pessoas, os animais, as árvores e até as pedras!

Esta história divertida e simples, recontada por Belén Diaz a partir de um conto tradicional africano, foi apresentada aos alunos recorrendo à técnica do kamishibai ou “Teatro de Papel”

Para quem não está familiarizado com o termo, Kamishibai é uma forma de contar histórias que se originou em templos budistas japoneses no século XII, onde os monges usavam o emakimono ou “rolo de pintura” para transmitir histórias com lições de moral, e sem dúvida capaz de concentrar a atenção maravilhada das crianças.  

Através de um diálogo informal, os pequeninos leitores discutiram o significado desta história, ponderaram sobre a origem das pedras, discutindo fenómenos de erosão, e apontaram a moral da história. 




 







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Como atividade de pós-leitura, os alunos tiveram ainda a hipótese de aprender sobre a savana e conhecer o seu clima e vegetação característicos. Também, com base nas personagens apresentadas na história, puderam distinguir entre animais carnívoros e herbívoros e identificar quais os que se encontram em vias de extinção. 

A terceira parte da atividade prendeu-se com a aquisição do conceito de padrão através da observação do desenho do pêlo dos animais da savana, inclusive alguns de que nunca tinham ouvido falar, tais como impalas, elandes, órixes e kudus.

Assim, ao som dos ritmos das vastas planícies do Serengueti, cada par foi convidado a pintar um desses padrões numa das faces de uma pedra, através de linhas curvas e retas, e de forma a que o animal representado fosse facilmente identificável pelos outros elementos do grupo. 

As lindíssimas pedras pintadas com os padrões e as cores quentes da savana foram depois colocadas à volta da árvore de Natal da Biblioteca Escolar e ajudaram a prestar uma homenagem à dignidade africana e à sabedoria profunda de um mundo antigo.