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quarta-feira, 26 de julho de 2023

HISTÓRIAS EMOCIONANTES DESPEDEM-SE COM DOIS FANTÁSTICOS MOMENTOS

 Confia em Ti, de Kobi Yamada, ilustrado por Elise Hurst, foi a história que escolhemos para o 7.º ano, a convite das Professoras Joana Pedras e Cláudia Manuel. 

Há que referir, que Kobi Yamada é um escritor especializado em livros inspiradores. Este livro foi publicado pela editora Edições 0 a 8, em janeiro de 2023.

Trata-se de uma história que, tal como o nome indica, aponta para duas características essenciais para os jovens no início da adolescência - a autoconfiança e a autoestima.

Adjacente à história em si, e uma vez que ela está construída à volta da escultura, delineámos uma abordagem simples e precisa sobre o percurso da escultura ao longo dos tempos, como reflexo da espiritualidade e do ambiente vivido em cada época.

Não foi difícil, numa zona de mármore como aquela em que nos encontramos, permitir aos alunos ver amostras de mármore em bruto, de várias cores e texturas, que nos foram oferecidas numa pedreira.

Os alunos de ambas as turmas participaram ativamente nas sessões, estabelecendo-se uma conversa muito interessante, o que nos deu, de imediato, um feedback positivo do que viram e ouviram.

Estas "Conversas à Volta de uma História" envolveram vários “saberes”...

Professoras Ana Gil Vila e Ana Nascimento


18 de abril de 2023 _7.º E

Confia em Ti de de Kobi Yamada e Ilustração de Elise Hurst






28 de abril de 2023 _7.º A





“Eu confio em mim porque sei que consigo fazer o que quer que seja, basta querer! Sem a minha autoconfiança não iria conseguir fazer metade das coisas que já fiz.”

Sofia Resende 7º E

 

“Eu confio em mim porque acredito que, se tiver força de vontade, eu consigo. Às vezes não acredito muito em mim, mas aprendi que nunca devemos desistir por mais difícil que o desafio seja.”

Rita Campos 7.º E

 

“Eu confio em mim porque com confiança tudo se alcança e temos de confiar sempre em nós próprios e fazer o que o nosso instinto manda. Não podemos ter medo de falhar, temos de confiar.

Carolina Amaral 7.ºE

“Eu não confio em mim, porque às vezes faço coisas que não fazem sentido e que me levam ao fundo do poço. É complicado explicar o que eu sinto às vezes. Também sou um bocado lenta. Explicando por outras palavras, eu demoro um pouco a perceber as coisas logo à primeira, mas espero que um dia venha a ter mais confiança em mim e nos meus atos.”

Matilde Martins 7.ºE

 

“Eu confio em mim porque sei que sou capaz de fazer qualquer coisa quando eu quero.”

Gonçalo Fonseca 7.º E

 

 “Eu confio em mim porque sei que, com muito esforço e dedicação, consigo fazer qualquer coisa.”

Diana Seabra 7.ºE

 

“Eu confio em mim porque sei o que valho e sei do meu valor. Também porque sei que sou forte, caso contrário não estaria a passar por esta lesão. Também confio em mim porque, com esforço e dedicação, consigo alcançar o que quero.”

Laura Romão 7.ºE

 

“Eu confio em mim, porque se eu não confiar em mim, quem irá confiar?”

João Lobo 7.ºE


“Eu confio em mim porque me dedico muito, esforço-me muito.”

Jéssica Magalhães 7.º E


“Eu confio em mim, porque se tentar fazer aquilo em que tenho dificuldades e esforçar-me, vou conseguir!”

Madalena Barreto 7.º E

 

“Eu confio em mim porque assim sou mais forte. E para fazer coisas novas é preciso confiar em mim próprio.”

Afonso Romão 7.º E

 

“Eu confio em mim porque acho que tenho capacidade para fazer as coisas, mesmo não conseguindo à primeira.”

Rodrigo Grilo 7.º E


“Eu confio em mim porque às vezes tenho situações que eu duvido que consiga fazer, mas eu tento e consigo.”

Diogo Santos 7.º E

“Eu acredito em mim porque eu confio que se eu me esforçar, eu consigo alcançar qualquer coisa e consigo chegar aonde eu quiser. E eu acho que para acreditar nos outros, o mais importante é acreditar em mim mesmo, porque se eu não confiar em mim, como é que eu vou confiar nos outros? E é por isso que eu acredito em mim.

Martim Martins 7.º E

“Eu não confio em mim porque simplesmente não consigo confiar em mim, nunca consegui. Até hoje tenho medos e frustrações.”

Miguel Coragem 7.º E


“Eu confio mais ou menos em mim, porque às vezes, por exemplo nos testes, eu não confio muito em mim, não sei porquê. Mas em alguns testes confio em mim.”

Manuel Conde 7.º E

 

“Eu confio em mim porque, mesmo depois de muitas falhas, eu sei que tenho capacidade de fazer bem as coisas, e se não confiasse em mim não teria tomado várias atitudes sem medo das consequências ou de as coisas correrem mal.”

Anna Clara 7.º E

 

“Eu acredito em mim porque sei que se for mesmo uma coisa que eu quero, se eu trabalhar e me esforçar, eu consigo.”

Maria Lourenço 7.º E

 

“Eu confio em mim porque … Eu sei que, com esforço, tudo é possível.”

Cristiano Melnychuk 7.ºE

 

“Não confio em mim porque tenho medo de não ser capaz.”

Mariana Quitéria 7.ºE

 

“Eu não confio em mim e não sei o porquê, talvez porque sou desastrada, e mesmo pensando em muitas coisas, acabo por errar.”

Leonor Marques 7.ºE


“Eu não confio em mim porque eu ainda estou a tentar conhecer-me melhor. Eu ainda não me conheço a 100% e provavelmente nem sequer há um 100%. Talvez eu esteja sempre a evoluir e a transformar-me. Eu sequer confio bem nos outros e não quero dar aos outros uma ideia do que não sou…J Talvez no futuro eu confie…:P)

Constança Machado 7.º E


terça-feira, 3 de janeiro de 2023

1.º LIVRO DOS CLUBES DE LEITURA DO 5.º ANO

Decorreram nos dias 6 de dezembro de 2022 e 3 de janeiro de 2023 as duas primeiras sessões do projeto Clube de Leitura nas Escolas (CLE) nas turmas do 5.º A e do 5.º E. 

Pelo terceiro ano consecutivo, a Biblioteca Escolar D. Carlos I aceitou o desafio lançado pelo Plano Nacional de Leitura de criar um espaço dedicado à partilha e socialização da leitura de um mesmo livro, onde professores e alunos possam questionar-se, pôr em comum as suas reflexões sobre os textos e debater os seus gostos acerca dos livros lidos. 

Dinamizar Clubes de Leitura é sempre uma forma de promover a leitura e de motivar para a leitura, com relação quer com a leitura orientada em sala de aula, quer com a leitura autónoma e partilhada, sejam estes realizados de forma presencial ou à distância. 

Como indica a ideia que subjaz ao projeto, a leitura não tem de ser obrigatoriamente uma atividade solitária. Através deste ponto de encontro e do debate das obras selecionadas, os alunos têm a possibilidade de melhorar as suas competências literácitas, partilhar experiências, desenvolver o sentido crítico, e sobretudo de se fazerem leitores! 

Considerando os gostos e interesses dos alunos do 5.º ano, a obra escolhida para as primeiras sessões foi O Meu Amigo Zeca Tum-Tum e os Outros de José Fanha. A história é contada do ponto de vista de José, um aluno do 5.º ano, e poderia passar-se numa qualquer escola do nosso país. 

Na turma do José há meninos de várias nacionalidades. Há a Maria Sarabandovitch, oriunda da Bielorússia, ou seja, era “Bielo meio Rússia, meio des-Rússia”; o Zeca Tum-Tum cujos pais eram de Cabo-Verde e passava a vida a “tumtuzar”, ou seja, a fazer Tum-Tum num tambor imaginário; o Pira-Pora, um dos meninos brasileiros cujo nome verdadeiro era Washington Petronilho Vademecum Azaraguá da Silva; o Tiago Ping-Pong que era chinês; e ainda um menino angolano e uma menina romena. Nesta amálgama de nacionalidades há ainda meninos de várias regiões do país: O Xico Cachola do Alentejo, o Zé Queijadas de Sintra; o Alberto Bê de Baca de Barcelos. Em comum tinham todos o facto de terem alcunhas descritivas das suas características. 

Graças a um valente encontrão que ia acabando em sarrafusca, estes alunos tão diferentes uns dos outros vão viver aventuras várias em que se confrontam com racismo e discriminação, acabando por, através de um saudável convívio em que as várias culturas a que pertencem se entrecruzam, aprender a viver numa sociedade com espaço para todos e onde é possível viver com igualdade e tolerância.

Ao desenvolver este tipo de relações interculturais, estes meninos do 2.º ciclo aprendem a ter respeito pela diversidade. E embora o aparecimento de conflitos seja inevitável e imprevisível, eles vão conseguir resolvê-los através do respeito e do diálogo. 

Mais do que um exemplo de multiculturalismo onde convivem diferentes culturas, línguas, religiões e costumes, este pequeno microcosmos funciona como um bom exemplo de interculturalidade em que várias culturas entram em interação de uma forma horizontal, sinérgica e onde nenhuma cultura está acima da outra. Há festas rijas em volta de cachupa de Cabo-Verde, chouriços de porco preto, sopa de ninho de andorinha e de barbatana de tubarão, feijoada à brasileira, queijadas e travesseiros de Sintra, filetes de polvo com arroz de tomate, tudo acompanhado ao som do violino de um país que em tempos pertenceu à antiga União Soviética. 

Assim, após um debate sobre as personagens e os principais acontecimentos da história, a segunda parte deste encontro aflorou o conceito de etnocentrismo e centrou-se em estabelecer a diferença entre multiculturalismo e interculturalidade. 

O multiculturalismo propõe a convivência num mesmo espaço social de culturas diferentes sob o princípio da tolerância e do respeito à diferença, mas não passa de um mosaico vertical, uma composição cultural sem verdadeira interação! O grande objetivo é o de crir um mundo intercultural onde se encoraja a interação de pessoas com vista a criar uma identidade coletiva que se baseia no pluralismo, nos direitos humanos, na igualdade entre homens e mulheres e não na discriminação. 

A ideia de uma educação multicultural desenvolveu-se a partir dos anos 60 com o movimento dos direitos civis acerca da justiça e igualdade para mulheres e pessoas de cor e tiveram como resultado a presença nas escolas de meninos e meninas de minorias, de grupos étnicos marginalizados. 

E foi precisamente a história dos movimentos dos direitos civis que deu o mote para a terceira parte desta sessão que se consubstanciou numa viagem através da história da segregação racial nos Estados Unidos, onde a separação de raças, principalmente para com os afro-americanos, foi imposta de forma legal ou por imposição social. 

Nesta terceira parte foram abordados temas como os das barreiras legais de discriminação racial; a existência de grupos de supremacia racial, como a Ku Klux Klan;  a violência usada para intimidar as comunidades negras presente nas canções e na poesia; as leis da antimiscigenação, o caso Rosa Parks; o movimento por direitos civis para negros no fim da década de 1950 e começo dos anos 60 e que graças a figuras proeminantes como Martin Luther King, Jr. ganharam notoriedade; a “Marcha sobre Washington”, até chegar à atualidade e a casos como os de Eric Garner em 2014 e George Floyd em 2016, culminando com o movimento “Black Lives Matter”. 

Os 90 minutos foram curtos para tanto que se disse e ficou por dizer. A sensação geral foi a de que é mesmo bom ler e depois partilhar leituras e opiniões. 

Acima de tudo homenageou-se o legado de tantos lutadores incansáveis pelos Direitos Humanos, reforçou-se a esperança de um dia vivermos numa sociedade igualitária onde não existe nenhum tipo de discriminação, e demonstrou-se como a leitura e o conhecimento nos podem fornecer importantes ferramentas para uma cidadania global.


"Strange Fruit" é uma canção cuja versão mais famosa é a de Billie Holiday. Condenando o racismo americano, especialmente o linchamento de afro-americanos que ocorreu principalmente no Sul dos Estados Unidos mas também aconteceu em outras regiões do país. "Strange Fruit" foi composta como um poema, escrito por Abel Meeropol (um professor judeu de colégio do Bronx), sobre o linchamento de dois homens de dois homens negros em Marion, Indiana, ocorrido em 7 de agosto de 1930. 

 Estranho Fruto

Árvores do sul produzem uma fruta estranha

Sangue nas folhas e sangue nas raízes

Corpos negros balançando na brisa do sul

Fruta estranha pendurada nos álamos


Cena pastoril do valente sul

Os olhos inchados e a boca torcida

Essência de magnólias, doce e fresca

Então o repentino cheiro de carne queimando


Aqui está a fruta para os corvos arrancarem

Para a chuva recolher, para o vento sugar

Para o sol apodrecer, para as árvores derrubarem

Aqui está a estranha e amarga colheita

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

PROJETO NEWTON E OS PRINCÍPIOS DO CINEMA DE ANIMAÇÃO

No âmbito das atividades do Projeto “Newton Gostava de Ler”, desenvolvido na Biblioteca Escolar D. Carlos I, os alunos do 7.º D e 7.º E, foram convidados a participar numa destas sessões do projeto, tendo as mesmas decorrido nos dias 7 e 14 de dezembro de 2022.

      

A primeira parte da atividade iniciou-se com uma abordagem teórica dos princípios básicos da animação. Como o próprio nome indica, “animar” significa dar vida, e a animação é uma técnica que transmite a aparência de movimento a imagens ou objetos imóveis. Existem incontáveis formas de fazer animação e os materiais podem ir desde desenhos, bonecos de papel, fotografias, objetos inanimados ou as versáteis personagens moldadas em plasticina.

O efeito de animação acontece ao mostrar rapidamente uma série de imagens estáticas, os chamados “fotogramas”. Não reparamos nos espaços entre as imagens porque o nosso cérebro preenche esses intervalos, fazendo o movimento parecer contínuo. Assim, em vez de vermos uma mera sequência de fotogramas isolados, vemos imagens que ganham vida. Quando os fotogramas são sequenciados e o resultante filme é projetado, produz-se a ilusão de um movimento contínuo devido ao fenómeno conhecido por “Persistência Retiniana” ou “Efeito PHI”. 


No início do século XIX, os inventores começaram a explorar a ideia de movimento, concebendo diapositivos onde apareciam pequenas sequências de movimentos animados, geralmente num ciclo contínuo, a que agora chamamos “Jogos ou Brinquedos Ópticos”. 

O Taumatrópio, o Fenaquistiscópio, o Zootrópio e o Praxinoscópio são alguns desses brinquedos que criavam a ilusão de movimento.

O taumatrópio, muito popular entre as crianças na época Vitoriana, consiste num disco com um desenho diferente em cada um dos lados e dois pedaços de fio atados em extremos opostos. Basta girar o disco para que os dois desenhos se fundam numa única imagem. 
Para observar a magia de um zootrópio basta dispor as imagens numa tira colocada num fundo de um tambor. Quando o tambor gira, e ao olhar através das ranhuras abertas a intervalos, é possível ver as imagens a movimentarem-se.

O Fenaquistiscópio foi criado por Joseph Plateu e Simon van Stampfer, entre 1828 e 1832, tendo-se baseado na teoria de que a imagem permanecia na retina humana durante uma fração de segundos. 

Para dar esse efeito ilusório, Plateu prendeu dois discos de papel a um eixo comum, sendo que num dos discos eram recortadas pequenas janelas à frente das quais, no outro disco, eram feitos vários desenhos em sequência. 
Ao serem girados os discos, os desenhos eram vistos sequencialmente através das aberturas, dando a ilusão de um movimento.

Contudo, aquele que é considerado o primeiro desenho animado, surgiu em Paris, no ano de 1892 pelas mãos de Émile Reynaud
Este francês inventou, em 1877, o praxinoscópio, que era um sistema de animação de 12 imagens. 
Nos anos sucessivos foi aperfeiçoando o seu praxinoscópio até conseguir um sofisticado aparelho óptico, o “Théatre Optique”, sistema muito próximo dos projetores atuais, capaz de projetar imagens em movimento num écran: as pantomimas luminosas

O seu complexo Teatro Óptico, que permitia a realização de espetáculos com a duração de 30 minutos, consistia numa sequência de cerca de 600 imagens pintadas numa tira contínua que se enrolava e desenrolava em duas bobines; um elaborado jogo de espelhos refletia as figuras animadas no écran e uma Lanterna Mágica projetava o fundo sobreposto.

O pai do cinema de animação, Émile Cohl, nasceu em França, Paris, em 1857 e morreu em 1938. 

Lembre-se que os inventores do cinema moderno também se originaram neste país, os irmãos Auguste e Louis Lumière

Émile Cohl, o pai do desenho animado cinematográfico, começou a trabalhar como aprendiz de joalheiro, mais tarde como ajudante de ilusionista e finalmente descobriu a sua paixão pelo desenho. 

Tornou-se um caricaturista famoso, trabalhando para vários jornais e revistas da época. 
A sua entrada no mundo do cinema deu-se graças a um acaso. Um dia dirigiu-se a uma famosa empresa cinematográfica para reclamar a utilização de um dos seus desenhos sem a sua autorização. Gostaram tanto dos seus desenhos que o contrataram. 

Fantasmagorie, realizado em 1908, foi o seu primeiro filme e marca a história do cinema de animação. 

Os seus filmes eram caracterizados por desenhos muito simples, normalmente compostos por traços brancos sobre fundo preto. 

O “Fantoche” foi uma das personagens mais importantes desenhadas por Émile Cohl e é considerado um antepassado dos primeiros desenhos animados americanos como o Gato Félix e o Rato Mickey.


Félix the Cat (em português conhecido como Gato Félix) é uma personagem de desenho animado, criado na época dos filmes mudos, por Otto Messmer. 

Um gato de corpo preto, olhos brancos e uma gargalhada característica, fazem da personagem uma das mais conhecidas do mundo, nos anos 20. 

O sucesso de Félix entrou em declínio no final da década de 1920, com a chegada dos desenhos animados sonoros, particularmente os do Rato Mickey, de Walt Disney.


Não se pode falar de cinema de animação sem lembrar Lotte Reiniger. A contribuição de Lotte Reiniger para o cinema de animação é muito original, sobretudo porque ela não teve seguidores. 

Lotte Reiniger trabalhou em todos os seus filmes com as chamadas sombras chinesas, isto é, silhuetas recortadas, inspirando-se nos teatros de silhuetas da Indonésia, que utilizam esta técnica. 

No segundo momento da atividade, e depois de uma viagem teórica aos primórdios do cinema e às várias técnicas do cinema de animação, coube aos alunos construírem brinquedos que exploraram o princípio da ilusão de ótica e que constituíram os alicerces do cinema de animação tal como o conhecemos hoje em dia. 

O primeiro brinquedo foi um simples folioscópio de duas folhas. Este brinquedo é bastante semelhante ao conhecido Flip Book, apenas diferindo na forma. 

Numa folha de mais ou menos 20 x 8 cm, desdobramo-la ao meio, e, na segunda metade da folha fazemos um simples desenho. Ao enrolar e desenrolar sobre a segunda folha, obtemos uma ilusão de movimento. 

Foi com espanto que os alunos verificaram que, a partir de dois desenhos muito semelhantes, a passagem de um desenho para outro é anulada pela persistência da imagem na retina. E é precisamente porque os desenhos são tão semelhantes que é possível enganar o nosso cérebro, que acaba por identificar os dois desenhos como um só. As pequenas diferenças entre um e outro são interpretadas pelo nosso cérebro como sendo o movimento.

O segundo brinquedo construído pelos jovens animadores foi o famoso taumatrópio, que, apesar de velhinho, continua a ter um efeito encantatório mesmo nas crianças do século XXI.  

Houve ainda a oportunidade de constatar a magia da animação através de um zootrópio caseiro, construído pela Professora Bibliotecária, e de manusear Flip Books construídos por alunos da nossa escola em oficinas de animação. No “Flip Book” a imagem muda ligeiramente de página para página numa sequência que vai do princípio ao fim.

Foi deveras agradável assistir ao encantamento das crianças que, ao deixar correr muito rapidamente as imagens, verificavam como as criações ganhavam movimento.

Esta atividade cumpriu claramente com uma das missões da Biblioteca Escolar que consiste na criação de contextos aprendentes, que integrem diversos recursos, despertando nos alunos o interesse e entusiasmo em adquirir novos saberes. 

E não esqueçamos que a animação, muito mais do que um saber, muito mais do que um mero entretenimento televisivo ou cinematográfico, é uma forma de arte em si mesma, celebrada em festivais de cinema em todo o mundo.

7.º D - 7 DE DEZEMBRO





 

7.º E - 14 DE DEZEMBRO