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quinta-feira, 1 de junho de 2017

UMA VALSA A MIL TEMPOS COM CARLOS DO CARMO

Para os mais novos e que não sabem quem foi, Carlos do Carmo nasceu em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939. Era filho da fadista Lucília do Carmo e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados “O Faia”, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística, em 1964. Distinguido com o Grammy Latino de Carreira, em 2014, entre muitos outros galardões, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do “Canecão”, no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres. O cantor despediu-se dos palcos a 9 de novembro de 2019, com um concerto lotado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. No mesmo dia, o primeiro-ministro António Costa condecorou o artista com a medalha de mérito cultural pelo “inestimável contributo” para a música portuguesa.

É impressionante o facto de uma figura da cultura portuguesa com a envergadura de Carlos do Carmo, ter honrado a pequenina escola D. Carlos I com a sua presença, mas de facto aconteceu pela mão das professoras Ana Nascimento e Maria José Sebastião no dia 1 de junho de 2017.

Após semanas de intensa azáfama que envolveram a preparação de uma exposição de ilustrações baseadas nas canções que o cantor imortalizou e se intitulou “O Fado em Nós”, professores, pais e alunos aguardavam, de telemóveis em punho e com visível expetativa, a chegada do aclamado artista. Foi ao som de “Lisboa, Menina e Moça” e de “Os Putos”, magistralmente ensaiadas pelo Professor de Educação Musical, Victor Santos, e belissimamente interpretada pelos alunos do 6.º B e do 6.º E, que Carlos do Carmo foi recebido ao chegar à galeria Almada Negreiras e mesmo antes de entrar na Biblioteca Escolar.

As Professoras Ana Nascimento e Maria José Sebastião, mentoras da iniciativa, começaram por agradecer a presença do ilustre convidado na E.B. D. Carlos I, recordando o dia em que o na altura recém-falecido escritor e jornalista Baptista-Bastos, estivera na nossa escola e descrevera a voz de Carlos do Carmo como “a voz humana em pleno voo”.

A atividade decorreu, como a valsa, a três tempos, com perguntas muito pensadas pelos jovens alunos do sexto ano e que traziam escritas em papel, respostas muito sentidas pelo convidado de honra e declamação na ponta da língua de poemas que vestiram os seus mais famosos fados, nomeadamente “Estrela da Tarde” e “Pedra Filosofal”.

Referindo-se à candidatura Portuguesa do fado a património cultural e imaterial da humanidade, Carlos do Carmo referiu que fora um esforço conjunto onde musicólogos e académicos trabalharam diretamente com fadistas. A si coube o papel de embaixador e porta-voz dessa candidatura que reconheceu o valor inestimável da canção urbana de Lisboa. Segundo Carlos do Carmo, fora uma tarefa muito interessante já que muitos dos que participaram nessa demanda desconheciam a história do fado. Mais, quando se iniciou o Museu do Fado só havia quatro livros e agora as exposições chegavam à Coreia do Sul, e os livros sobre o fado sucediam-se em catadupa, pelo que essa dinâmica justificara o empenho de todos os que para essa iniciativa contribuíram. Carlos do Carmo acrescentou que a maior parte dos países apresentava uma música eclética - Itália tinha o Bel Canto, Andaluzia tinha o Flamenco - mas apenas algumas cidades têm uma canção própria: Buenos Aires tem o tango, e Lisboa tem o fado. “Nós temos a beleza de ter uma canção própria. Mas ainda vamos no princípio da investigação”.

Quanto ao facto de o Grammy ter sido o momento alto da sua vida e carreira, esclareceu que a sua importância fora relativa. E de coração aberto explicou que estivera à morte há 17 anos. E assumiu-se crente. Aparentemente a vida concedera-lhe mais um bocadinho de tempo, tempo onde lhe foram acontecendo coisas muito bonitas. A sua vida, disse, não mudou com o Grammy, que no fundo não passara de uma consagração comercial. Continuava a gostar de aprender, continuava a gostar de viver. E rematou dizendo que o que se estava a passar ali, naquele momento, com crianças tão novas, a conhecer a poesia dos grandes autores como Ary dos Santos ou Alexandre O’Neal, e a interessarem-se pelo fado, tinha muito mais importância. A boca das crianças arredondou-se num largo ohhhh! Ter sido padrinho de uma iniciativa em Castelo Branco em que a guitarra portuguesa era uma cadeira, ou ter assistido a meninos Madeirenses a tocar no cordafone, isto é que eram os Grammies, acrescentou. Mas ganhar um prémio no estrangeiro era sempre bom, era fazer falar de Portugal, um país pobre e periférico.


Também considerou muito bonita a homenagem que lhe foi prestada pela Rádio Comercial, ao produzir um vídeo onde 35 cantores portugueses de diferentes gerações cantam “Lisboa Menina e Moça”, entre eles Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Rui Reininho, Camané, Mariza, Ana Moura, Tiago Bettencourt ou David Fonseca, e recordou, divertido, o momento em que conseguira participar numa emissão radiofónica logo pela manhã. Confesso noctívago, gostava de entrar pelo silêncio da noite de Lisboa e de às cinco da manhã ouvir o chilreio dos passarinhos. Mas não pensassem os alunos que passava a madrugada a jiboiar, não, trabalhava muito mesmo, mas no momento em que as pessoas são mais dóceis.

Ainda sobre a rádio exprimiu o desejo de que nas suas direções perpassasse um sentimento que sobra aos espanhóis e que por cá escasseia e que é a autoestima. Há muita gente com qualidade que não passa nas rádios. Também teria gostado de viver num país onde os músicos tivessem trabalho e aqui a Rádio Comercial dera o exemplo.

Assumiu-se como um homem que gostava de sonhar. Sonhar dá grandes impulsos. Não sonhando fica-se com a ideia de que tudo era irrelevante. E por isso sonhava, continuava a sonhar com o dia em que o fado fosse ensinado nas escolas. Todo o Português tem de perceber de fado. O fado está à nossa porta. E depois explicou ainda que o fado é uma tradição oral. É para ouvir. Quando participou no The Voice passou por arrogante quando pediu que não se batessem palmas. Assim tinha aprendido, assim era a sua obrigação transmiti-lo!

À pergunta de como tinha sido a sua primeira vez no Olympia de Paris, recordou como fora importante e de como então as coisas eram diferentes. Quando se contratava um artista, havia um público fiel que ia àquela sala. Agora bastava alugar-se a sala.

Sobre Lisboa frisou que era sua cidade e gostava muito de ser de Lisboa. Cantava Lisboa porque a sentia! Nascera na Bica, aburguesara-se, disse a rir, e fora viver para as Avenidas Novas, mas o seu coração permanecera sempre nesses bairros. E depois discorreu sobre a luz de Lisboa, o facto de a cidade ter um rio, uma alma e uma canção. Lembrou-se nesse momento do poeta Ary dos Santos, outro grande apaixonado da cidade de Lisboa, com quem fizera um trabalho em liberdade: o primeiro disco onde Lisboa fora cantada livremente.



Após a declamação de “Estrela da Tarde” de Ary Dos Santos e Fernando Tordo, Carlos do Carmo contou como fora o Thilo Krassman, maestro e compositor alemão estabelecido em Portugal, que o ensinara a declamar essa canção. Enquanto o compositor fazia os arranjos, Carlos do Carmo subia a descia as escadas a cantá-la. Ia dando em maluco. Na verdade Carlos do Carmo tivera de aprender as canções todas para o Festival da Canção de 1976 onde fora o único intérprete.

Duas semanas após a vitória de Salvador Sobral que trouxera para Portugal pela primeira vez o troféu da Eurovisão para Portugal, após vencer o Festival RTP da Canção 2017 com a música Amar pelos Dois, Carlos do Carmo confessou que o jovem intérprete era do melhor que já tinha visto, tecendo-lhe rasgados elogios. Cantava muito bem. Pensava muito bem. Era muito interessante do ponto de vista artístico e humano. E como se podia constatar, a língua portuguesa não era nenhum obstáculo.

Não saberia identificar o seu melhor momento musical, o melhor momento é sempre aquele em que o público não nos deixa, e o seu fado preferido era sempre o próximo. Nem sempre quisera ser fadista. Era filho de uma grande fadista mas na adolescência até achava que aquilo era uma seca. O pai estava ligado aos livros e cedo aprendeu que ler é como respirar. Ler é uma grande companhia. Ler é aprender a ser livre. Frank Sinatra fora também uma das influências da sua vida que iria conservar até morrer. Sabia trinta canções de cor e ali não se perdia uma palavra, a maneira de fasear. Vê-lo ajudou-o a mexer as mãos, a estar em cima de um palco, a fazer do palco a sua sala de estar. De vez em quando dizia piadas. “Devo-lhe tanto!” Rematou.

A pergunta se já tinha cantado um fado escrito por si, Carlos do Carmo exclamou “Que horror!” “Eu sou um analfabeto, um infoexcluído, escrevo à mão coisas parecidas com poesia!” Mas tivera a sorte de ter os grandes poetas a escrever para si. E tudo poemas ralhados, discutidos verso a verso! Outras vezes contara com a ajuda da mulher, licenciada em Filosofia, e figura incontornável na sua vida, para o ajudar na escolha dos poemas. Por sua vez o filho, Gil do Carmo, de quem disse ter ficado orgulhoso por ter seguido a carreira de cantor, sabia compor e estudara no Berklee College of Music em Boston, embora não tivesse tido tanta sorte porque se deparara com uma sociedade muito mais competitiva.

À pergunta se mudaria algo na sua carreira, respondeu que não e que sempre arriscara. Não separava o fadista do cidadão. Já apanhara muita pancada por não querer agradar a tanta gente e logo não mudaria nada. 

À pergunta se se considerava uma referência, deixou claro que não, que não tinha a mania que era incontornável. Sentia-se reconhecido. Apenas isso. Mas também tinha inimigos. Fazia parte de se ter amigos. E sentia-se um homem com sorte, sobretudo quando a sua voz voltou. Tivera sempre sorte!

À pergunta “Considera a sua vida uma valsa a mil tempos”? Carlos do Carmo mostrou-se surpreendido. Nunca lhe haviam feito essa pergunta demolidora mas era capaz de ser mesmo assim, era provável que a sua vida tivesse sido assim… uma valsa a mil tempos. E depois de uma pausa e de mais um trago de água, agradeceu ao aluno por tê-lo ensinado a refletir sobre a sua vida dessa maneira.

A 1 de janeiro de 2021, vítima de um pós-operatório a um aneurisma da aorta abdominal, a valsa a mil tempos foi interrompida mas a sua voz perdurará para sempre e o rosto do fado será sempre o seu. Até sempre Carlos do Carmo!

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EXPOSIÇÃO "O FADO EM NÓS_VIAGEM PELO FADO COM CARLOS DO CARMO"

Os alunos do 6.º E e 6.º D organizaram uma exposição de ilustrações baseadas nas canções imortalizadas pelo grande Carlos do Carmo que estará patente ao longo do mês de Junho de 2017 na Galeria Almada Negreiros. A mesma intitulou-se “O Fado em Nós”








quarta-feira, 29 de março de 2017

MIGUEL BOIM APRESENTA “AS LENDAS DE SINTRA E OS RATOS DE BIBLIOTECA”

No âmbito das atividades da Quinzena da Leitura 2017 e com o objetivo de sensibilizar os alunos do 3.º Ciclo para a importância do património cultural de Sintra em contexto de Biblioteca Escolar, realizou-se no dia 29 março a sessão: As Lendas de Sintra e os Ratos de Biblioteca.

A sessão foi conduzida por Miguel Boim, autor do livro Sintra Lendária: Histórias e Lendas do Monte da Lua e mais conhecido pelo peseudónimo de O Caminheiro de Sintra.
 


Esta iniciativa decorreu no âmbito das atividades de animação e leitura propostas pela CMS e pretendeu contribuir plenamente para promover de forma eficaz o livro e a leitura junto das crianças e jovens sintrenses, bem como para os sensibilizar para o imaginário sintrense de que o nosso fascinante património cultural se reveste.

A atividade partiu da ideia que se tem de Biblioteca para as lendas e factos históricos com contornos lendários da vila e serra de Sintra, fazendo recurso a imagens de séculos passados. Estas imagens pretenderam também sensibilizar para a importância da preservação dos monumentos de Sintra e do seu Parque Natural.

Miguel Boim contou, com imenso interesse, contos e lendas que preenchem o imaginário Sintrense enfatizando conteúdos lecionados nas disciplinas de História e Português.

O encontro desdobrou-se em dois momentos distintos, tendo estado presentes na primeira sessão os alunos do 9.º C - PCA, 9.º E e 9.º G.; e na segunda sessão os alunos do 7.º A, 7.º C - PCA e 7.º E.

Todos os alunos escutaram com notório interesse estas histórias que sob a capa da lenda, fazem, no entanto, parte iniludível da História de Portugal. Este interesse é tanto ou mais acrescido pelo facto de as mesmas serem contadas por alguém que mais do que pesquisar a história, iniciou uma vivência pessoal e concreta da história.

Foram duas sessões hipnotizantes e só nos resta desejar que Miguel Boim regresse em breve à nossa Biblioteca escolar para nos encantar novamente com mais pedaços da história de Portugal passada em Sintra. 





sexta-feira, 24 de março de 2017

MARIA INÊS DE ALMEIDA NA BECRE D. CARLOS I

A escritora do mês de Março, Maria Inês de Almeida, foi a convidada de honra da Biblioteca Escolar D. Carlos I para as celebrações da sua Quinzena da Leitura 2017.


Jornalista de formação, Maria Inês deAlmeida tem dedicado a sua atividade profissional à escrita de livros infantojuvenis. Parte do seu tempo é também dedicado à dinamização do BLOG ONDE VAMOS HOJE? - http://ondevamoshoje.blogs.sapo.pt/ - destinado a apresentar propostas diárias de diversão e ocupação dos tempos livres para as crianças.

Maria Inês deAlmeida é já uma escritora galardoada, tendo recebido o Prémio Revelação do Clube de Jornalistas, em 2005.


Quando eu for… Grande, livro que fez as delícias dosalunos do Jardim de Infância do Agrupamento D. Carlos I, foi nomeado em 2011 como um dos três candidatos ao prémio do melhor livro infanto-juvenil da Sociedade Portuguesa de Autores e foi traduzido em 2013 para castelhano. Também vai ser publicado na China. 

Este mesmo livro, que integra o Plano Nacional de Leitura, juntamente com Sabes onde é que os teus pais se conheceram?  figuraram na lista "100 livros para o futuro" apresentada por Portugal como convidado de honra à Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha em 2012.

Em parceria com Joaquim Vieira, é coautora da colecção juvenil Duarte e Marta, que integram igualmente o Plano Nacional de Leitura, de que já foram publicados seis volumes. 
Publicou ainda Contos Pouco Políticos, recolhendo histórias para crianças escritas por políticos. Escreveu cinco biografias (de Amália Rodrigues, Almeida Garrett, Michael Jackson, Amélia Rey Colaço e Almada Negreiros).

A primeira sessão decorreu na Biblioteca escolar D. Carlos I e contou com a presença dos alunos da Salas 1 e 2 do JI da EB D. Carlos I. O resto da manhã do dia 24 de março marcou o encontro com os alunos do JI do Ral do AE D. Carlos I.



A bonita e talentosa escritora encantou a pequenada com quem fez jogos de palavras e conversou sobre os seus livros e o seu processo de escrita. 

José vai ao médico, porque trabalhado na Hora do Conto em contexto de Biblioteca Escolar, foi um dos favoritos mas também José vai à PraiaJosé Come a sopa.

Sabes que também podes ralhar com os teus pais? surpreendeu e divertiu e será mesmo de leitura obrigatório para os pais e educadores de hoje em dia.

No final destes encontros a escritora não teve mãos a medir com tantos pedidos de autógrafos e manifestações de carinho por parte dos nossos jovens leitores.

Também para os mais velhinhos do 2.º e 3.º Ciclo - e já disponíveis para requisição domiciliária-, recomendamos as fabulosas biografias A admirável aventura de Malala contada aos mais jovens e A admirável aventura de Mandela contada aos mais jovens e A Última Árvore, uma história sobre a amizade entre um velho senhor e uma árvore e o fascínio e descoberta do mundo por parte de um rapazinho a lembrar a melhor tradição de O Principezinho





terça-feira, 22 de novembro de 2016

PEDRO SEROMENHO NA BECRE D. CARLOS I


Pela segunda vez convidado pela Biblioteca Escolar, o escritor e ilustrador Pedro Seromenho encontrou-se com os alunos do 1.º Ciclo da EB D. Carlos I para uma conversa à volta dos seus livros, nomeadamente da sua mais recente e fantástica obra A Cidade que queria viver no campo


Alunos e professores ficaram encantados com este novo conto que nos fala de “uma menina que nasce na natureza, mas cuja saia se vai transformando com ruas e prédios ao longo da narrativa. É uma história com várias histórias dentro e aborda temas importantes como a amizade, emigração, desemprego, envelhecimento e solidão. É também a de um menino que vai conversando com essa cidade até ao dia em que tem mesmo de partir. Talvez para regressar velhinho”.




Para além deste livro-metáfora, o relato das peripécias retratadas em Porque é que os animais não conduzem? causou a maior das euforias, com as crianças a interromperem o autor para completarem as suas frases.

Num ritmo encantatório e sempre a rimar, um registo a que  já nos habituou, Pedro Seromenho contribuiu claramente para o objetivo de pôr as crianças a ler. Sobretudo, a presença de Pedro Seromenho, deslumbrou com tamanha candura e afabilidade, e mais ainda, surpreendeu com a sua arte mágica de deixar escorrer sonhos dos desenhos e das letras com que percorre o papel. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "KARA E O MUNDO DO PÓ!





No passado dia 26 de outubro e no âmbito das comemorações do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, recebemos a visita da escritora e aguarelista Ana Luísa Gonçalves Pedro que nos veio apresentar o seu livro "kara e o Mundo do Pó", segundo a própria, destinado ao público de todas as idades. 

À conversa com os alunos do 9.º F, a autora deu-nos a conhecer uma aventura fantástica onde podemos acompanhar a viagem de Kara. Vendo o seu mundo destruído e guiada pelo desejo de encontrar uma solução para o seu povo, Kara lança-se numa travessia temporal onde irá conhecer vários mundos: o mundo da madeira, o mundo da pedra, e o mundo do pó, estabelecendo-se uma analogia com o passado, o presente e o futuro. 

Embora a obra permaneça no domínio do fantástico e abundem na obra fadas e fadinhas, guerreiros destemidos e mares tenebrosos, a obra retrata problemas da sociedade atual e deixa uma mensagem ecológica de preservação do planeta, sendo pois uma obra a não perder. 



Sobretudo, a obra de Ana Luísa Pedro, e essa foi a mensagem na qual incidiu a sua apresentação, insiste na tomada de consciência por parte de todos nós de que possuímos uma arma preciosa para a resolução de todos os problemas: O PENSAMENTO!



Após a apresentação do livro, a autora convidada brindou ainda os alunos com um workshop de pintura em aguarelas em que os mesmos aprenderam diversas técnicas artísticas e deram uso à sua criatividade.

Como agradecimento pela sua gentil visita, a BECRE D. Carlos I ofereceu à autora um lindíssimo livro de Pedro Seromenho, escritor e ilustrador que estará novamente na nossa Biblioteca Escolar no dia 22 de novembro de 2016.



















Os trabalhos resultantes desta experiência com aguarelas estão já expostos na galeria Almada Negreiros do AE D. Carlos I. 

Venham visitar-nos e adquiram já um exemplar desta fantástica obra!