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quarta-feira, 17 de maio de 2023

PROJETO NEWTON E A BIODIVERSIDADE DA MANTA MORTA

 “Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à biblioteca”.

Decorreram nos dias 10 de  maioNúcleo de Consolidação 2 – e 17 de maioNúcleo de Consolidação 1 – de 2023, mais duas sessões do projeto “Newton Gostava de Ler” que tiveram como pano de fundo a biodiversidade da manta-morta.

A metodologia foi a já habitual neste projeto, partindo-se da leitura e exploração de um recurso literário, criam-se pontes para a realização de pequenas experiências científicas. 


E diga-se que não poderia haver recurso mais divertido do que a obra Há um cabelo na minha terra! - Uma História de Minhocas de Gary Larson. Apesar de aparentar ser um normal livro infantil, esta obra surpreende pelo humor negro e cáustico como descreve a nossa perspetiva romântica e idealizada do mundo natural e nos confronta com a realidade difícil e lúgubre dos seres vivos, inclusive os da raça humana. 

A história começa uns centímetros abaixo do chão, quando um filhote de minhoca, ao jantar, descobre que tem um cabelo no seu prato de terra. Fica bastante irritado, tal como nós humanos quando encontramos cabelos na nossa comida, e desata a lamentar-se pela sua existência miserável e sombria. Para acalmar a crise existencial do filho, o pai minhoca decide contar-lhe uma história inspiradora para as minhocas e outros invertebrados do planeta terra. 



A história, tão hilariante quanto sarcástica, conta a saga da feia mas bondosa Henriqueta, que graças ao seu desconhecimento do mundo natural e visão idílica dos animais e da Natureza, acaba por provocar terríveis catástrofes nas suas deambulações pela floresta.

Depois da narração desta verdadeira fábula dos tempos modernos do mestre do humor Gary Larson, foi tempo de os alunos assimilarem alguns conceitos teóricos, nomeadamente os principais grupos taxonómicos, aprendendo a distinguir entre anelídios, artrópodes e moluscos e quais os invertebrados que se incluem em cada um destes três grandes grupos. 

10 DE MAIO



O terceiro momento deste encontro consistiu na divisão da turma em quatro grupos que se aventuraram na realização de uma atividade experimental para a qual foi necessário manta-morta, pinças e lupas.

A descoberta de uma enorme diversidade de invertebrados escondidos na terra húmida e escura, sobretudo rechonchudos e bem vivos anelídeos da classe das Aligoquetas e espécie Allolobophora caliginosa - as também comummente denominadas minhocas -, provocou alguns gritinhos de horror, bastante espanto e muita excitação geral.

Munidos de pinças e lupas e esgravatando na terra, os pequenos naturalistas observaram invertebrados e preencheram folhas de registo com as suas principais características morfológicas por forma a apurar os respetivos grupos taxonómicos. A tarefa concluiu-se com o desenho das espécies em análise.  

Por fim todos puderam observar as gordas minhocas na lupa biocular e espantar-se com a sua anatomia anelada.









17 DE MAIO


Depois desta história de minhocas e desta divertida aula de ciências, foi fácil comprovar-se mais uma vez que biblioteca escolar pode transformar-se num espaço de ciência, promovendo a autonomia e as aprendizagens ao longo da vida.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

PROJETO NEWTON E A ARTE DE CALCULAR

“Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à biblioteca”.

Realizaram-se nos dias 26 de abril e 3 de maio de 2023, mais duas sessões do  Projeto "NEWTON GOSTAVA DE LER", desta vez com alunos dos Núcleos de Desenvolvimento A e B e centraram-se na difícil “ARTE DE CALCULAR”. 


Na primeira metade da atividade foi pedido aos alunos que tirassem notas enquanto visionavam a adaptação do livro 200 Amigos (ou mais) para 1 Vaca de Alessia Garilli e Miguel Tanco. Após o visionamento da história os pequenos leitores foram confrontados com perguntas tão complexas como: Quantas trocas faz o pai, até recuperar a Carmen? Quantas coisas doces foram recusadas? Quantas vezes traz o pai mamíferos para casa? Quantas vezes traz o pai aves do mercado? Quantos animais estão envolvidos nas trocas todas? Quantos animais valem o dobro de outros? Quantos ovos choca cada galinha? Quantos animais valem quatro dos outros? Quantos coelhos vêm em cada gaiola? Quantas vezes se diz a palavra pai? Quantas vezes se diz a palavra quinta?, o que os deixou num estado de pânico. 

Evidentemente que depois se procedeu de novo à narração da história e à apresentação de um estendal com todos os animais envolvidos nas trocas, o que lhes permitiu efetuar todos os seus cálculos e até surpreender as dinamizadoras da sessão, Professora Conceição Moscoso e Professora Sandra Pratas e Sousa, com novas formas de calcular.  


NÚCLEO DE DESENVOLVIMENTO A










NÚCLEO DE DESENVOLVIMENTO B






No final da realização deste divertido módulo, pôde verificar-se o entusiasmo dos alunos e como a biblioteca pode transformar-se num espaço de ciência, promovendo a autonomia e as aprendizagens ao longo da vida.

E será a constatação desta premissa a garantir o prosseguimento deste projeto no próximo ano letivo com a realização de variadíssimas sessões que terão lugar das salas do Jardim de Infância até aos Cursos de Educação e Formação. 





PROJETO NEWTON CELEBRA DIA DA MÃE

 “Da biologia à física, da química à biologia ou à matemática, as leituras e as experiências vão-se entrelaçando e colhem de espanto alunos e professores, atraindo grupos-turma à biblioteca”.

Decorreram nos dias 2 de maio – Sala 2 do Jardim de Infância –, 3 de maio – Sala 1 do Jardim de Infância, – e 17 de maio – Núcleo de Iniciação B –, mais três sessões do projeto “Newton Gostava de Ler” e que teve como pano de fundo o módulo “Cristaliza esta ideia!”

SALA 2 - 2 de maio de 2023


Os alunos da Sala 2 foram os primeiros a participar na atividade no dia 2 de maio e tiveram a sorte de se cruzar com o ímpar artista Tatanka que não se rogou a registar o momento. 
Como agradecimento pela sua enorme simpatia, os pequeninos cientistas decidiram oferecer-lhe um frasquinho de sais como recordação. 


A metodologia foi a já habitual neste projeto, partindo-se da leitura e exploração de um recurso literário, criam-se pontes para a realização de pequenas experiências científicas. 

Assim, os alunos começaram por ouvir a narração da lenda “Castigo de Sal” extraída da obra Lendas do Mar, de José Jorge Letria

Esta lenda remete-nos para o princípio dos tempos em que quem mandava era o grande Deus das Águas, senhor de um imenso território povoado por criaturas belas e pacíficas. A história centra-se na mais rebelde e irrequieta das suas filhas, a Água, que tinha o hábito reprovável de invadir o espaço dos seus irmãos e de se apropriar do que lhes pertencia. 

Ao desrespeitar sucessivamente os avisos do seu poderoso pai, a obstinada Água foi sendo alvo de pequenos castigos. Mas no dia em que decidiu estender os braços e as pernas e invadir a terra, espraiando-se por continentes e ilhas, a Água que era bela e doce e quem a levasse aos lábios logo matava a sede, sofreu o terrível castigo de se tornar salgada até ao fim dos tempos. 

A narração da história deu o mote perfeito para a procura de uma explicação científica para a questão: Por que é que a água do mar é salgada?

Ao contrário do que muita gente pensa, o sal não “surge” no mar, ele encontra-se presente nas rochas. Por isso, quando a água do próprio mar desgasta as rochas litorâneas, elas vão-se fragmentando e dividindo em pequenas partículas, incluindo os sais minerais que se encontram nelas. A água do mar contém por conseguinte uma grande quantidade de iões dissolvidos: cloro, sódio, sulfato, magnésio, cálcio, potássio, etc., que são extraídos quando a água passa nas rochas. E 90% dos sais dissolvidos corresponde a cloreto de sódio (NaCl) ou seja, sal.

Ainda durante este segundo momento, os alunos tiveram ainda a oportunidade de aprender o modo de obtenção do sal de cozinha com recurso à água do mar, pela evaporação do solvente, ou através de jazidas subterrâneas em antigas bacias marítimas.  

 O terceiro momento deste encontro consistiu na explicação do fenómeno de cristalização dos sais, numa viagem através da história sobre o hábito do banho, e uma curta introdução às propriedades terapêuticas dos sais de banho.

No último momento deste encontro, e após a divisão da turma em grupos, os alunos aventuraram-se na realização de um frasco de sais de banho para oferecerem às suas Mães. Para a realização dos mesmos necessitaram de cloreto de sódio, umas gotas de óleos essenciais - alfazema, coco ou jasmim -, corante alimentar e umas colheradas de folhas de alfazema. 

De frasquinho na mão e prenda para a Mãe decorada a rigor, foi visível a satisfação dos alunos que numa única sessão beneficiaram de uma experiência de leitura, história e ciência. 

Esta divertida e perfumada atividade experimental veio novamente comprovar como a Biblioteca Escolar pode promover a autonomia e as aprendizagens ao longo da vida.









 SALA 1 - 3 de maio de 2023







NÚCLEO DE INICIAÇÃO B - 17 de maio de 2023





De frasquinho na mão e prenda para a Mãe decorada a rigor, foi visível a satisfação dos alunos que numa única sessão beneficiaram de uma experiência de leitura, história e ciência. 

Esta divertida e perfumada atividade experimental veio novamente comprovar como a Biblioteca Escolar pode promover a autonomia e as aprendizagens ao longo da vida.