sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Hora do Conto com a Menina dos Fósforos

Nos dias 2 e 11 de dezembro de 2015, as turmas do 2.º e 3.º A e do 4.º B do primeiro ciclo brincaram com fósforos na Biblioteca ...

Acalmem-se os nossos leitores, pois os fósforos que estiveram nas mãos dos nossos alunos não continham pólvora mas o poder extraordinário de deixar atrás de si uma esteira de poeira luminosa apenas visível no coração imaculado das crianças e apenas nesta época mágica do ano. 


Com o objectivo explícito de levar os alunos a experimentar um espetro vasto de emoções e sentimentos como a comoção e a empatia e despertá-los para problemáticas de grande acuidade social tais como a pobreza, a desestruturação no seio familiar ou a exclusão social, foram dinamizadas várias sessões de promoção do livro e da leitura na já habitual Hora do Conto. 




A obra escolhida foi a muito comovente história de "A menina dos fósforos" do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, tendo a mesma servido de ponte para uma reflexão conjunta do que podemos fazer, enquanto cidadãos, para evitar a pobreza, a indiferença pelo sofrimento do outro e combater outras chagas sociais.

No final da narração os alunos foram convidados a riscar um fósforo e a acender um sonho ou a visão de um mundo melhor. As visões que assombraram os nossos pequenos leitores foram no mínimo surpreendentes. Enquanto muitos se viam a enfeitar uma lindíssima árvore de Natal na companhia de familiares, outros vislumbraram cenas mais inusitadas. Houve alunos que, de olhos fechados e fósforo encostado à cabeça, sonharam com um mundo em que as pessoas se ajudam a si próprias e aos outros, um mundo sem pessoas a naufragar para fugirem da guerra, um mundo sem fome e sem maldade. 

Num mundo que a par da perda progressiva dos bens materiais assiste a um declínio de valores morais, e onde se torna cada vez mais difícil sonhar, contamos com as crianças para ensinarem aos mais velhos que nós não somos o que possuímos, apenas possuimos o que somos!
Independentemente das nossas origens, dos bens que acumulámos, apenas valores imateriais nos podem definir enquanto pessoas. 
Se tivermos de caminhar descalços sobre a neve, recordemos as riquezas das quais nada nem ninguém jamais nos poderão expoliar: a nobreza da alma, a honestidade dos sentimentos e, acima de tudo, a força do espírito!

Feliz Natal meninos e meninas! Nunca se esqueçam de sonhar, e se um dia mais tarde, quando já não acreditarem em fósforos mágicos, tiverem dificuldade em fazê-lo, releiam esta história com final trágico mas capaz de inundar com poesia o nosso imaginário.

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